sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Conectivismo: Uma Teoria da Aprendizagem para a Era Digital

 Por George Siemens


Introdução


Behaviorismo, cognitivismo e construcionismo são as três teorias gerais de aprendizagem mais frequentemente utilizadas na criação de ambientes instrucionais. Essas teorias, contudo, foram desenvolvidas num tempo onde a aprendizagem não fora impactada através da tecnologia. Durante os últimos vinte anos, a tecnologia reorganizou como nós vivemos, como nos comunicamos e como nós aprendemos. Necessidades e teorias de aprendizagem que descrevem princípios e processos de aprendizagem, devem ser reflexos dos ambientes sociais subjacentes. Vaill enfatiza que “aprendizagem precisa ser um modo de ser – um conjunto contínuo de atitudes e ações por indivíduos e grupos que eles empregam para tentar manter-se a par de eventos surpreendentes, novos, confusos, importunos, recorrentes …” (1996, p.42)

Aprendizes há mal quarenta anos completariam a escolaridade requerida e entrariam numa careira que frequentemente continuaria por uma vida. O desenvolvimento da informação era lento. A vida do conhecimento era medida em décadas. Hoje, esses princípios fundacionais foram alterados. O conhecimento está crescendo exponencialmente. Em muitos campos a vida do conhecimento é agora medida em meses e anos. Gonzalez (2004) descreve os desafios da vida do conhecimento que diminui rapidamente:


Um dos fatores mais persuasivos é o encolhimento da meia vida do conhecimento. A ‘meia vida do conhecimento’ é o intervalo de tempo desde quando o conhecimento é obtido até quando ele torna-se obsoleto. Metade do que é conhecido hoje não era conhecido 10 anos atrás. A quantidade de conhecimento no mundo dobrara nos últimos 10 anos e está dobrando a cada 18 meses de acordo com a American Society for Training and Documentation (ASTD). Para combater o encolhimento da meia vida do conhecimento, organizações foram forçadas a desenvolver novos métodos de implantação da instrução.


Algumas tendências significantes em aprendizagem:

  • Muitos aprendentes mover-se-ão dentro de uma variedade de campos diferentes, possivelmente não relacionados, através do curso de sua vida.

  • Aprendizagem informal é um aspecto significante de nossa experiência de aprendizagem. Educação formal não abrange mais a maior parte de nossa aprendizagem. Agora, a aprendizagem ocorre numa variedade de modos – através de comunidades de prática, redes pessoais e através da realização de tarefas relacionadas ao trabalho.

  • Aprendizagem é um processo contínuo, subsistindo uma vida inteira. Atividades relacionadas ao trabalho e à aprendizagem não estão mais separadas. Em muitas situações, elas são as mesmas.

  • A tecnologia está alterando (religando) nossos cérebros. As ferramentas que nós usamos definem e dão forma ao nosso pensamento.

  • A organização e o indivíduo são igualmente organismos que aprendem. Atenção aumentada no gerenciamento do conhecimento ressalta a necessidade para uma teoria que tente explicar a ligação entre aprendizagem individual e organizacional.

  • Muitos dos processos previamente manejados por teorias da aprendizagem (especialmente em processamento da informação cognitiva) podem agora ser desembarcados para, ou suportados por, tecnologia.

  • Saber como e sabe o que está sendo suplementado com saber onde (o entendimento de onde encontrar o conhecimento requerido).


Contexto


Driscoll (2000) define aprendizagem como “uma mudança persistente no desempenho humano ou desempenho potencial… [que] precisa acontecer como um resultado da experiência e da interação com o mundo do aprendente” (p.11) Essa definição abrange muitos atributos comumente associados ao behaviorismo, cognitivismo e construcionismo – a saber, aprendizagem como um persistente estado alterado (emocional, mental, fisiológico (isto é, habilidades)) produzido como resultado de experiências e interações com conteúdo ou outras pessoas.

Driscoll (2000, p14-17) explora algumas das complexidades em definir aprendizagem. O debate concentra-se sobre:


  • Fontes válidas de conhecimento – Nós obtemos conhecimento através de experiências? É inato (presente no nascimento)? Nós adquirimo-lo pensando e raciocinando?

  • Conteúdo do conhecimento – É o conhecimento efetivamente cognoscível? É diretamente cognoscível através da experiência humana?

  • A consideração final focaliza-se em três tradições epistemológicas em relação à aprendizagem: Objetivismo, Pragmatismo e Interpretativismo.

    • Objetivismo (similar ao behaviorismo) afirma que a realidade é externa e é objetiva, e o conhecimento é obtido através da experiência.

    • Pragmatismo (similar ao cognitivismo) afirma que a realidade é interpretada, e o conhecimento é negociado através da experiência e do pensamento.

    • Interpretativismo (similar ao construtivismo) afiram que a realidade é interna, e conhecimento é construído.”

Todas essas teorias da aprendizagem sustentam a noção de que conhecimento é um objetivo (ou um estado) que é alcançável (se não já inato) através seja do raciocínio ou de experiências. Behaviorismo, cognitivismo e construtivismo (construídos sobre tradições epistemológicas) tentam explicar como é que uma pessoa aprende.

Behaviorismo afirma que a aprendizagem é amplamente incognoscível, isto é, nós possivelmente não podemos entender o que ocorre no interior de uma pessoa (a “teoria da caixa preta”). Gredler (2001) expressa behaviorismo como sendo compreendido por várias teorias que fazem três suposições sobre aprendizagem:

  1. Comportamento observável é mais importante que o entendimento de atividades internas.

  2. Comportamento deve ser feito convergir em elementos simples: estímulos específicos e respostas.

  3. Aprendizagem é sobre mudança de comportamento.

Cognitivismo frequentemente adota um modelo de processamento de informação. Aprendizagem é vista como um processo de entradas, gerenciado na memória de curto prazo e codificado para recordação a longo prazo. Cindy Buell detalha esse processo: “Em teorias cognitivas, conhecimento é visto como construtos mentais simbólicos na mente do aprendente e o processo de aprendizagem é o meio pelo qual essas representações simbólicas são confiadas à memória.”

Construtivismo sugere que aprendentes criam conhecimento conforme eles tentam entender suas experiências (Driscoll, 2000, p.376). Behaviorismo e cognitivismo veem o conhecimento como externo ao aprendente e o processo de aprendizagem como o ato de internalização do conhecimento. Construtivismo assume que os aprendentes não são recipientes vazios a serem enchidos com conhecimento. Em vez disso, aprendentes estão ativamente tentando criar significado. Aprendentes frequentemente selecionam e perseguem suas próprias aprendizagens. Princípios construtivistas reconhecem que aprendizagem na vida real é confusa e complexa. Salas de aula que imitem a “imprecisão” dessa aprendizagem serão mais efetivas na preparação dos aprendentes para aprendizagem ao longo da vida.


Limitações do Behaviorismo, Cognitivismo e Construcionismo


Um princípio central da maioria das teorias da aprendizagem é que aprendizagem ocorre no interior de uma pessoa. Mesmo as visões construtivistas sociais, que sustentam que aprendizagem é um processo ordenado socialmente, promovem o principado do indivíduo (e a presença física dele / dela – isto é, baseada no cérebro) na aprendizagem. Essas teorias não falam da aprendizagem que ocorre fora das pessoas (isto é, aprendizagem que é armazenada e manipulada pela tecnologia). Eles também falham em descrever como aprendizagem acontece no interior de organizações.

Teorias da aprendizagem estão interessadas com o processo atual de aprendizagem, não com o valor do que está sendo aprendido. Num mundo em rede, o próprio modo da informação que nós adquirimos é digno de ser explorado. A necessidade de avaliar o valor da aprendizagem de algo é uma meta-habilidade que é aplicada antes da aprendizagem mesma começar. Quando conhecimento é objeto de escassez, o processo de avaliação de valor é suposto ser intrínseco à aprendizagem. Quando o conhecimento é abundante, a avaliação rápida do conhecimento é importante. Preocupações adicionais surgem a partir do aumento rápido na informação. No ambiente de hoje, a ação é frequentemente requerida sem aprendizagem pessoal – isto é, nós precisamos agir ao extrair informação de fora de nosso conhecimento primário. A habilidade de sintetizar e reconhecer conexões e padrões é uma habilidade valiosa.

Muitas questões importantes são levantadas quando teorias estabelecidas de aprendizagem são vistas através da tecnologia. A tentativa natural dos teóricos é continuar a revisar e evoluir teorias conforme as condições mudem. Em algum ponto, contudo, as condições subjacentes terão alterado-se de modo tão significativo que modificações ulteriores não são mais razoáveis. Uma abordagem completamente nova é requerida.

Algumas questões a explorar em relação às teorias de aprendizagem e ao impacto da tecnologia e de novas ciências (caos e redes) sobre a aprendizagem:

  • Como teorias da aprendizagem são impactadas quando conhecimento não é mais adquirido de modo linear?

  • Que ajustes precisam ser feito nas teorias de aprendizagem quando a tecnologia realiza muitas das operações cognitivas previamente realizadas por humanos (armazenamento e recuperação da informação)?

  • Como nós podermos continuar a estar atualizados na ecologia da informação em rápida evolução?

  • Como teorias da aprendizagem explicam momentos onde desempenho é necessário na ausência de entendimento completo?

  • Qual é o impacto das teorias da complexidade e das redes sobre a aprendizagem?

  • Qual é o impacto da teoria do caos como um processo de reconhecimento de padrões complexos sobre a aprendizagem?

  • Com o aumento do reconhecimento das interconexões nos diferentes campos do conhecimento, como as teorias da ecologia e dos sistemas são percebidas à luz das tarefas de aprendizagem?

Uma Teoria Alternativa


A inclusão de tecnologia e de criação de conexões como atividades de aprendizagem começa a mover as teorias de aprendizagem para uma era digital. Nós não podemos mais experienciar pessoalmente e adquirir a aprendizagem de que nós necessitamos para agir. Nós derivamos nossas competências da formação de conexões. Karen Stephenson afirma:


Experiência tem sido há muito considerada a melhor professora do conhecimento. Visto que nós não podemos experienciar tudo, as experiências de outras pessoas e, consequentemente, outras pessoas, tornam-se o sucedâneo do conhecimento. ‘Eu armazeno meu conhecimento em meus amigos’ é um axioma para coletar conhecimento por meio da coleção de pessoas (sem data).


Caos é uma nova realidade para trabalhadores do conhecimento. ScienceWeek (2004) cita a definição de Nigel Calder de que caos é “uma forma enigmática de ordem”. Caos é o colapso da previsibilidade, evidenciado em arranjos complicados que inicialmente desafiam a ordem. Diferente do construcionismo, que afirma que aprendentes tentam nutrir o entendimento por meio de tarefas criadoras de significação, o caos afirma que conhecimento existe – o desafio do aprendente é reconhecer os padrões que parecem estar ocultos. Criação de significado e formação de conexões entre comunidades especializadas são atividades importantes.

Caos, como uma ciência, reconhece a conexão de tudo com tudo. Gleick (1987) afirma: “No clima, por exemplo, isso se traduz no que é somente conhecido meio de brincadeira como Efeito Borboleta – a noção de que uma borboleta mexendo o ar em Pequim pode transformar os sistemas de tempestade no próximo mês em Nova York” (p.8). Essa analogia ressalta um desafio real: “sensível dependência das condições iniciais” impacta profundamente no que nós aprendemos e como nós agimos baseados em nossa aprendizagem. A tomada de decisões é um indicativo disso. Se as condições subjacentes usadas para tomar a decisão mudam, a decisão mesma não é mais tão correta quanto era no momento em que foi tomada. A Habilidade para reconhecer e ajustar-se a mudanças de padrão é uma tarefa-chave de aprendizagem.

Luis Mateus Rocha (1998) define auto-organização como a “formação espontânea de estruturas bem organizadas, padrões ou comportamentos, a partir de condições inciais aleatórias.” (p.3) Aprendizagem, como um processo de auto-organização, requer que o sistema (sistemas de aprendizagem organizacional ou pessoal) “seja informacionalmente aberto, isto é, para ser capaz de classificar sua própria interação com o ambiente, precisa ser capazes de mudança sua estrutura…” (p.4) Wiley e Edwards reconhecem a importância da auto-organização como um processo de aprendizagem: “Jacobs argumenta que as comunidades auto-organizam-se de um modo similar ao dos insetos sociais: em vez de milhares de formigas cruzando as trilhas de feromônios umas das outras e mudando seus comportamentos de acordo, milhares de humanos passam na calçada ao lado uns dos outros e mudam seus comportamentos de acordo.” Auto-organização no âmbito pessoal é um microprocesso da auto-organização maior dos construtos do conhecimento criado no interior de ambientes institucionais ou corporativos. A capacidade para formar conexões entre fontes de informação e, desse modo, criar padrões de informação úteis, é necessária de ser aprendida em nossa economia do conhecimento.


Redes, Mundos Pequenos, Laços Fracos


Uma rede pode ser definida simplesmente como conexões entre entidades. Redes de computadores, redes elétricas e redes sociais todas funcionam segundo o princípio simples de que pessoas, grupos, sistemas, nós, entidades podem ser conectados para criar um todo integrado. Alterações no interior da rede têm efeitos em cascata sobre o todo.

Albert-László Barabási afirma que “nós sempre competem por conexões porque ligações representam sobrevivência num mundo interconectado(2002, p.106). Essa competição é embotada largamente no interior de uma rede de aprendizagem pessoal, mas a valoração de certos nós sobre outros é uma realidade. Nós que com sucesso adquirem contorno maior serão mais bem-sucedidos ao adquirir conexões adicionais. Num sentido de aprendizagem, a probabilidade de que um conceito de aprendizagem será ligado depende do quão bem ele está atualmente ligado. Nós (podem ser campos, ideias, comunidades) que se especializam e ganham reconhecimento pelas perícias deles têm chances maiores de reconhecimento, desse modo resultando em polinização cruzada das comunidades de aprendizagem.

Laços fracos são ligações ou pontes que permitem conexões curtas entre informação. Nossas redes de mundo pequenos são povoados geralmente com pessoas das quais os interesses e conhecimento são semelhantes aos nossos. Esse princípio tem grande valor na noção de serendipidade, inovação e criatividade. Conexões entre ideias e campos desiguais podem criar novas inovações.


Conectivismo


Conectivismo é a integração dos princípios explorados pelas teorias do caos, das redes, da complexidade e da auto-organização. Aprendizagem é um processo que ocorre no interior de ambientes nebulosos de elementos centrais inconstantes – não inteiramente sob o controle do indivíduo. Aprendizagem (definida como conhecimento acionável) pode residir fora de nós mesmos (no interior de uma organização ou um banco de dados), é focalizado em conectar conjuntos de informação especializada e as conexões que nos capacitam a aprender mais são mais importantes que nosso atual estado de saber.

O Conectivismo é dirigido pelo entendimento de que decisões são baseadas em fundamentos que se alteram rapidamente. Informação nova está sendo adquirida continuamente. A habilidade de extrair distinções entre informação importante e não importante é vital. A habilidade para reconhecer quando informação nova altera a perspectiva baseada no qual as decisões foram tomadas ontem é também crítico.


Princípios do conectivismo:


  • Aprendizagem e conhecimento repousam numa diversidade de opiniões.

  • Aprendizagem é um processo de conexão de nós ou fontes de informação especializados.

  • Aprendizagem pode residir em ferramentas não humanas.

  • Capacidade para conhecer mais é mais crítica que o que é atualmente conhecido.

  • Nutrir e manter conexões é necessário para facilitar aprendizagem contínua.

  • Habilidade para ver conexões entre campos, ideias e conceitos é uma habilidade central.

  • Circulação (conhecimento atualizado, acurado) é o objetivo de todas as atividades conectivistas de aprendizagem.

  • A tomada de decisão em si mesma é um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado da informação que chega é visto através das lentes de uma realidade inconstante. Ao passo que há uma resposta certa agora, pode ser errada amanhã devidos às alterações no clima da informação afetando a decisão.


Conectivismo também visa aos desafios que muitas corporações enfrentam em atividades de gestão do conhecimento. O conhecimento que reside num banco de dados precisa ser conectado com a pessoa certa no contexto certo a fim de ser classificado como aprendizagem. Behaviorismo, cognitivismo e construcionismo não tentam defrontar-se com os desafios do conhecimento e da transmissão organizacionais.

O fluxo de informação dentro de uma organização é um elemento importante na eficácia organizacional. Na economia do conhecimento, o fluxo de informação é equivalente ao oleoduto numa economia industrial. Criação, preservação e utilização do fluxo de informação devem ser uma atividade organizacional chave. O fluxo do conhecimento pode ser comparado a um rio que meandra através de toda a ecologia de uma organização. Em certas áreas, o rio mina e em outras áreas vaza. A saúde da ecologia de aprendizagem da organização depende do estímulo efetivo ao fluxo da informação.

A análise de rede social é um elemento adicional no entendimento de modelos de aprendizagem na era digital. Art Kleiner (2002) explora a “teoria quântica da confiança” que “explica não apenas como reconhecer a capacidade cognitiva coletiva da organização, mas como cultivá-la e ampliá-la”. No interior de redes sociais, hubs são pessoas bem conectadas que são capazes de nutrir e manter o fluxo de conhecimento. A interdependência deles resulta em fluxo efetivo de conhecimento, possibilitando o entendimento pessoal do estado de atividades organizacionalmente.

O ponto de partida do conectivismo é o indivíduo. O conhecimento pessoal é composto por uma rede, a qual se alimenta em organizações e instituições, que, por sua vez, abastece de volta a rede e então continua a prover aprendizagem ao indivíduo. Esse ciclo de desenvolvimento do conhecimento (do pessoal à rede à organização) permite aprendentes a continuar atualizados nos seus campos através das conexões que eles formaram.

Landauer e Dumais (1997) exploram o fenômeno de que “as pessoas têm muito mais conhecimento do que aparenta estar presente na informação à qual elas foram expostos”. Eles fornecem um foco conectivista ao afirmar que “a noção simples de que alguns domínios de conhecimento contêm um número vasto de inter-relações fracas que, se propriamente exploradas, podem amplificar grandemente a aprendizagem através de um processo de inferência”. O valor do reconhecimento e da conexão de padrões de nossos próprios “pequenos mundos de conhecimento” é aparente no impacto exponencial provido à nossa aprendizagem pessoal.

John Seely Brown apresenta uma noção interessante de que a internet alavanca os pequenos esforços de muitos com os grandes esforços de poucos. A premissa central é que conexões criadas com nós não usuais suportam e intensificam atividades existentes de grandes esforço. Brown fornece o exemplo de um projeto do Maricopa County Community College system que une cidadãos mais velhos com estudantes de escola primária num programa de mentoria. As crianças “ouvem esses ‘avós’ melhor do que eles ouvem seus próprios pais, a mentoria realmente ajuda os professores … os pequenos esforços de muitos – os mais velhos – complementam os grandes esforços dos poucos – os professores.” (2002). Essa amplificação da aprendizagem, do conhecimento e do entendimento através da extensão de uma rede pessoal é o epítome do conectivismo.


Implicações


A noção de Conectivismo tem implicações em todos os aspectos da vida. Este ensaio foca-se amplamente em seus impactos sobre a aprendizagem, mas os aspectos seguintes também são impactados:

  • Gestão e liderança. A gestão e a direção de recursos para o alcance de resultados desejados é um desafio significante. Compreender que conhecimento completo não pode existir na mente de uma pessoa requer uma abordagem diferente para criar uma visão geral da situação. Times diversos de pontos de vista variantes são uma estrutura crítica para explorar ideias completamente. A maioria das ideais revolucionárias de hoje uma vez existiu como um elemento marginal. A habilidade de uma organização de nutrir, estimular e sintetizar os impactos de visões variantes da informação é crítico para a sobrevivência na economia do conhecimento. A velocidade de “da ideia à implementação” é também melhorada numa visão de sistemas da aprendizagem.

  • Mídia, notícias, informação. Essa tendência está bem encaminhada. Organizações da mídia convencional estão sendo desafiadas pelo fluxo da informação aberto, em tempo real, em mão dupla dos blogues.

  • Gestão do conhecimento pessoal em relação à gestão do conhecimento organizacional.

  • Design de ambientes de aprendizagem.


Conclusão


O canal é mais importante que o conteúdo do canal. Nossa habilidade para aprender o que nós necessitamos para o amanhã é mais importante que o que nós conhecemos hoje. Um desafio real para qualquer teoria da aprendizagem é estimular o conhecimento sabido até o ponto de aplicação. Quando o conhecimento, contudo, é requerido, mas não conhecido, a habilidade de conectar-se a fontes para encontrar os requisitos torna-se um talento vital. Conforme o conhecimento contínua a crescer e evoluir, acesso ao que é necessário é mais importante que o que o aprendente atualmente conhece.

O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças tectônicas numa sociedade na qual a aprendizagem não é mais uma atividade individualística, interna. O como as pessoas trabalham e funcionam é alterado quando novas ferramentas são utilizadas. O campo da educação tem sido lento a reconhecer igualmente o impacto das novas ferramentas de aprendizagem e as mudanças ambientais no que significa aprender. O conectivismo fornece compreensão das habilidades e tarefas de aprendizagem requeridos para aprendentes para florescerem numa era digital.


Referências


Barabási, A. L., (2002) Linked: The New Science of Networks, Cambridge, MA, Perseus Publishing.


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ORIGINAL:

SIEMENS, G. Connectivism: a learning theory for the digital age. 2004. Disponível em: <https://www.academia.edu/2857237/Connectivism_a_learning_theory_for_the_digital_age>


TRADUÇÂO:

TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY-NC-SA 1.0

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