sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O Manifesto Onlife - O Manifesto Onlife

O Manifesto Onlife: Sendo Humano em uma Era Hiperconectada


Introdução


[7]O Manifesto Onlife


por A Iniciativa Onlife


Prefácio O desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação (TCIs) e a incorporação delas pela sociedade afetou radicalmente a condição humana, na medida em que elas modificam nossas relações com nós mesmos, com outros e com o mundo. A difusão sempre crescente das TCIs mexe com estruturas de referência estabelecidas através das seguintes transformações1:

i. o ofuscamento da distinção entre realidade e virtualidade;

ii. o ofuscamento das distinções entre homem, máquina e natureza;

iii. a inversão da escassez de informação à abundância de informação; e

iv. a mudança da primazia de entidades para a primazia de interações.

O mundo é apreendido pelas mentes humanas através de conceitos: percepção é necessariamente mediada por conceitos, como se eles fossem as interfaces através das quais a realidade é experienciada e interpretada. Conceitos fornecem um entendimento das realidades circundantes e meios pelos quais apreendê-las. Contudo, a atual caixa de ferramentas conceituais não é equipada para endereçar os novos desafios relacionados à TCI e leva a projeções negativas sobre o futuro: nós tememos e rejeitamos o que nós não conseguimos fazer sentido de ou dar sentido a.

A fim de reconhecer semelhante inadequação e explorar conceitualizações alternativas, um grupo de 15 estudiosos em antropologia, filosofia, ciência política, psicologia e sociologia fomentaram a Iniciativa Onlife, um exercício de pensamento coletivo para explorar as consequências relevantes dessas mudanças para a política. Este exercício de reengenharia conceitual busca inspirar reflexão sobre o que acontece a nós e repensar o futuro com confiança maior.

Este Manifesto pretende lançar um debate aberto sobre os impactos da era computacional sobre os espaços públicos, política e expectativas sociais relativamente à elaboração de políticas na Agenda Digital para a missão da Europa. Mais amplamente, este Manifesto ambiciona iniciar [8]uma reflexão sobre o modo pelo qual um mundo hiperconectado requer um repensamento das estruturas referenciais sobre as quais políticas são construídas. Isto é apenas o começo…


1 Fim de Jogo para a Modernidade?


Ideias que entravam a habilidade da elaboração de políticas para enfrentar os desafios de uma era hiperconectada

§1.1 Filosofia e literatura há muito desafiaram e revisaram algumas das premissas fundamentais da modernidade. Contudo, os conceitos políticos, sociais, legais, científicos e econômicos, bem como as narrativas relacionadas subjazendo à elaboração de políticas, estão profundamente ancoradas nas premissas questionáveis da modernidade. A modernidade foi de fato – para alguns ou muitos – uma jornada agradável e gerou múltiplas e grandes frutos em todas as caminhadas da vida. Ela também teve suas desvantagens. Independentemente desses debates, é compreensão nossa que as restrições e disponibilidades da era computacional desafiam profundamente algumas das premissas da modernidade.

§1.2 A modernidade foi a época de uma relação tensa entre os homens e a natureza, caracterizada pela busca humana para descobrir os segredos da natureza, enquanto, ao mesmo tempo, considerando a natureza tão passiva quanto um reservatório sem fim. Progresso era a utopia central, unida à busca por uma postura2 onipotente e onisciente. Desenvolvimentos no conhecimento científico (termodinâmica, eletromagnetismo, química, fisiologia…) trouxeram uma lista quase sem fim de novos artefatos em todos os setores da vida. Apesar da conexão profunda entre artefatos e natureza, uma alegada divisão entre artefatos tecnológicos e natureza continua a ser presumida. O desenvolvimento e desdobramento das TCIs contribuíram enormemente para o ofuscamento dessa distinção, na medida em que continuar a usá-la, como se ainda fosse operacional, é ilusória e torna-se improdutiva.

§1.3 Racionalidade e razão desencarnada eram os atributos especificamente modernos dos homens, fazendo-os distintos dos animais. Como um resultado, ética era um assunto de sujeitos autônomos desencarnados e racionais, em vez de uma questão de seres sociais. E a responsabilidade pelos efeitos provocados pelos artefatos tecnológicos era atribuída ao designer, produtor, revendedor ou usuário deles. TCIs desafiam essas premissas ao requererem noções de responsabilidade distribuída.

§1.4 Finamente, visões de mundo modernas e organizações políticas eram impregnadas por metáforas mecânicas: forças, causação e, acima de tudo, controle tinham uma importância primária. Padrões hierárquicos eram modelos-chave para a ordem social. Organizações políticas eram representadas por Estados westfalianos, exercendo poderes soberanos no interior de seus territórios. Dentro de tais estados, considerava-se que os poderes legislativo, executivo e judiciários equilibravam uns aos outros e protegiam contra o risco de abuso de poder. Ao possibilitar sistemas multiagente e abrir novas possibilidades para democracia direta, TCIs desestabilizam e requerem o repensamento das visões de mundo e das metáforas subjazendo as estruturas políticas modernas.


[9]2 No Recanto do Frankenstein e do Big Brother


Medos e riscos em uma era hiperconectada

§ 2.1 É digno de nota que a dúvida cartesiana, assim como suspeitas relacionadas sobre o que é percebido através dos sentidos humanos, levaram a uma confiança sempre crescente no controle em todas as suas formas. Na modernidade, conhecimento e poder estavam profundamente unidos ao estabelecimento e manutenção do controle. Controle é igualmente buscado e ressentido. Medos e riscos também podem ser percebidos em termos de controle: muito dele – à custa da liberdade – ou falta dele – à custa da segurança e sustentabilidade. Paradoxalmente, nestes tempos de crises econômicas, financeiras, políticas e ambientais, é difícil identificar que tem controle do que, quando e no interior de que escopo. Responsabilidades e obrigações são difíceis de alocar claramente e endossar inequivocamente. Responsabilidades emaranhadas e distribuídas podem ser entendidas erroneamente como uma licença para agir irresponsavelmente; essas condições podem tentar demais líderes governamentais e de negócios a postergar decisões difíceis e, desse modo, levar à perda de confiança.

§2.2 A experiência de liberdade, igualdade e alteridade em esferas públicas torna-se problemática num contexto de identidades cada vez mais mediadas e interações calculadas tais como criação de perfis, publicidade direcionada ou discriminação de preços. A qualidade das esferas públicas é enfraquecida demais pelo crescente controle social através de vigilância (souveillance) lateral ou mútua, a qual não é necessariamente melhor que a vigilância do “big brother”, como o crescente ciberbullying mostra.

§2.3 A abundância de informação também pode resultar em sobrecarga cognitiva, distração e amnésia (o presente esquecível). Novas formas de vulnerabilidades sistêmicas surgem a partir da confiança crescente em estruturas informacionais. Jogos de poder nas esferas online podem levar a consequências indesejáveis, incluindo o desempoderamento de pessoas, através da manipulação de dados. A repartição de poder e responsabilidade entre as autoridades públicas, agentes corporativos, e cidadãos deveria ser balanceada mais justamente.


3 O Dualismo está Morto! Vida Longa às Dualidades!


Compreendendo os desafios

§3.1 Por toda parte de nosso esforço coletivo, uma questão continuava retornando ao palco frontal: “Que significa ser humano numa era hiperconectada?” Esta questão fundacional não pode receber uma única resposta definitiva, mas enfrentá-la provou-se útil para abordar os desafios de nossos tempos. Nos pensamos que lidar com esses desafios pode ser feito melhor ao privilegiar-se pares duplos mais que dicotomias de oposição.


[10]3.1 Controle e Complexidade


§3.2 No mundo onlife, os artefatos cessaram de ser meras máquinas simplesmente operando de acordo com instruções humanas. Eles podem mudar de estado de modos espontâneos e podem assim fazer ao escavarem a riqueza exponencialmente crescente de dados, tornada cada vez mais disponível, acessível e processável por meio das TCIs sempre mais difusas e em rápido desenvolvimento. Dados são registrados, armazenados e supridos de volta em todas as formas de máquinas, aplicações e equipamentos de novas maneiras, criando oportunidades sem fim para ambientes personalizados e adaptativos. Filtros de muitos tipos continuam a erodir a ilusão de percepção imparcial, objetiva da realidade, enquanto, ao mesmo tempo, eles abrem novos espaços para interações humanas e novas práticas de conhecimento.

§3.3 Contudo, é precisamente no momento em que uma postura de onipotência/onisciência podia ser percebida como atingível que se torna óbvio que é uma quimera, ou ao menos um alvo sempre em movimento. O fato de que o ambiente é permeado por fluxos de informação e processos não o torna em um ambiente onipotente/onisciente. Em vez disso, ele pergunta por novas formas de pensamento e ação em múltiplos níveis, a fim de endereçar questões tais como posse, responsabilidade, privacidade e autodeterminação.

§3.4 Até certo ponto, complexidade pode ser vista como outro nome para contingência. Longe de desistir da responsabilidade em sistemas complexos, nós acreditamos que há uma necessidade de reavaliar noções recebidas de responsabilidade individual e coletiva. A complexidade mesma e emaranhamento de artefatos e seres humanos convidam-nos a repensar a noção de responsabilidade em tais sistemas sociotécnicos distribuídos.

§3.5 A clássica distinção de Friedrich Hayek entre kosmos e taxis, isto é, evolução vs. construção, desenha uma linha entre ordens espontâneas (supostamente naturais) e o planejamento (tecnológico e político) humano. Agora que artefatos tomados globalmente chegaram a escapar ao controle humano, mesmo embora eles originaram-se em mão humanas, metáforas biológicas e evolucionárias podem ser aplicadas a eles. A consequente perda de controle não é necessariamente dramática. Tentativas de recuperar o controle de uma maneira irreflexiva e compulsiva são um desafio ilusório e estão destinadas a falhar. Consequentemente, a complexidade das interações e densidade dos fluxos de informações não são mais redutíveis à taxis sozinha. Portanto, intervenções de diferentes agentes nesses sistemas sociotécnicos emergentes requerem aprender a distinguir o que deve ser considerado como semelhante ao kosmos, isto é, como um ambiente dado seguindo seu padrão evolucionários, e o que deve ser considerado como semelhante a taxis, isto é, no alcance interior de uma construção respondendo efetivamente às intenções e / ou aos propósitos humanos.


3.2 Público e Privado


§3.6 A distinção entre público e privado tem sido frequentemente compreendida em termos opostos e espaciais: a casa versus a agora, a companhia privada versus a instituição pública, a coleção privada versus a biblioteca pública, e assim por diante. O desdobramento das TCIs intensificou o ofuscamento da distinção quando expressa em termos dualísticos e espaciais. A Internet é uma importante extensão do espaço [11]público, mesmo quando operada e possuída por atores privados. As noções de públicos fragmentados, de terceiros espaços, de comuns e do foco aumentado no uso à custa da propriedade; todos desafiam nosso entendimento corrente da distinção público-privada.

§3.7 Porém, nós consideramos a distinção entre privado e público ser mais relevantes que nunca. Hoje, privacidade é associada com intimidade, autonomia e abrigo do olhar público, enquanto que público é visto como o reino da exposição, transparência e prestação de contas. Isso pode sugerir que dever e controle estão no lado do público e liberdade está do lado do privado. Esta visão nos cega para as deficiências do privado e para as disponibilidades do público, onde as últimas também são constituintes de uma boa vida.

§3.8 Nós acreditamos que todo mundo necessita de ambos, abrigo do olhar público e exposição. A esfera pública deve alimentar uma variedade de interações e compromissos que incorporam uma opacidade empoderada do eu, a necessidade de autoexpressão, a realização da identidade, a oportunidade de reinventar a si mesmo, assim como a generosidade do esquecimento deliberado.


4 Propostas para Políticas de melhor Emprego


Mudanças Conceituais com Consequências relevante para a Política para uma Boa Governança Onlife


4.1 O Eu Relacional


§4.1 É uma dos paradoxos da modernidade que ela ofereça duas explicações contraditórias sobre o que o eu é. Por um lado, no reino da política, o eu é considerado livre, e “livre” é entendido frequentemente como sendo autônomo, desencarnado, racional, bem informado e desconectado: um eu atomístico e individual. Por outro lado, em termos científicos, o eu é um objeto de investigação em meio a outros e, a esse respeito, é considerado ser completamente analisável e previsível. Ao focar-se nas causas, incentivos ou desincentivos numa perspective instrumental, essa forma de conhecimento frequentemente visa influenciar e controlar comportamentos, nos níveis individual e coletivo. Por isso, há uma constante oscilação entre uma representação política do si como racional, desencarnado, autônomo e desconectado, por um lado, e uma representação científica do si, como heterônomo, e resultante de contextos multifatoriais completamente explicáveis pela variedade de disciplinas científicas (social, natural e tecnológica).

§4.2 Nós acreditamos que é tempo de afirmar, em termos políticos, que nossos eus são ambos livres e sociais, isto é, que liberdade não ocorre em um vácuo, mas num espaço de disponibilidades e limites: junto a liberdade, nossos eus derivam de e aspiram a relações e interações com outros eus, artefatos tecnológicos e o resto da natureza. Assim sendo, seres humanos são “livres com elasticidade”, para tomar emprestado [12]uma noção econômica. A natureza contextual da liberdade humana explica igualmente o caráter social da existência humana, e a abertura dos comportamentos humanos que permanece até certo ponto teimosamente imprevisível. Dar forma a políticas na missão da experiência Onlife significa resistir à suposição de um eu racional e desencarnado e, em vez disso, estabelecer uma concepção política do eu como eu livre inerentemente relacional.


4.2 Tornando-se uma Sociedade Digitalmente Letrada


§4.3 A utopia da onisciência e onipotência frequentemente implica numa atitude instrumental em relação aos outros e numa compulsão para transgredir fronteiras e limites. Essas duas atitudes são obstáculos sérios ao pensar e experienciar as esferas públicas na forma da pluralidade, onde outros não podem ser reduzidos a instrumentos e onde autodomínio e respeito são requeridos. Políticas precisam ser construídas sobre investigação crítica de como assuntos humanos e estruturas políticas são profundamente mediadas por tecnologias. A responsabilidade de endossar em uma realidade hiperconectada requer o reconhecimento de como nossas ações, percepções, moralidade, corporalidade mesma estão entrelaçadas com tecnologias em geral e TCIs em particular. O desenvolvimento de uma relação crítica com tecnologias não deve visar encontrar um lugar transcendental fora dessas mediações, mas, ao invés disso, um entendimento imanente de como tecnologias nos dão forma como humanos, enquanto que nós humanos criticamente damos formas a tecnologias.

§4.4 Nós achamos útil pensar na reavaliação dessas noções recebidas e desenvolver normas formas de prática e interações in situ na frase seguinte: “construindo a jangada enquanto boiando.”


4.3 Cuidando de Nossas Capacidades de Atenção


§4.5 A abundância de informação, incluindo desenvolvimentos em “big data”, provoca mudanças maiores em termos práticos e conceituais. Noções antigas de racionalidade presumiam que informação duramente conquistada acumulada e conhecimento levariam a um melhor entendimento e por esse meio controle. O ideal enciclopédico permanece por aí, e o foco permanece primariamente na adoção de capacidades cognitivas através da expansão delas na esperança de seguir uma infosfera sempre crescente. Mas essa expansão sem fim está tornando-se menos significante e menos eficiente para descrever nossas experiências diárias.

§4.6 Nós acreditamos que sociedades precisam proteger, estimar e nutrir as capacidades de atenção dos seres humanos. Isso não significa desistir da busca por melhorias: que sempre devem ser úteis. Em invés disso, nós afirmamos que capacidades de atenção são um ativo raro, precioso e finito. Na economia digital, atenção é tratada como uma mercadoria a ser trocada no mercado, ou canalizada em processos de trabalho. Mas essa abordagem instrumental da atenção negligencia as dimensões políticas e sociais dela, isto é, o fato de que a habilidade e o direito de focar nossa própria atenção é uma condição necessária e crítica para autonomia, responsabilidade, reflexividade, pluralidade, presença [13]engajada e um senso de significado. Na mesma medida que órgãos não devem ser trocadas no mercado, nossas capacidades de atenção merecem tratamento protetor. O respeito pela atenção deve estar unido aos direitos fundamentais como privacidade e integridade corporal, visto que capacidade de atenção é um elemento inerente do eu relacional devido o papel que ela desempenha no desenvolvimento da linguagem, empatia e colaboração. Nós acreditamos que, em adição à oferta de escolhas informadas, as configurações padrão de nossas tecnologias deviam respeitar e proteger nossas capacidades de atenção.

§4.7 Em resumo, nós afirmamos que mais atenção coletiva deva ser concedida à atenção mesma como um atributo inerentemente humano que condiciona o florescimento das interações humanas e de capacidades para engajar-se em ações significantes na experiência onlife.

Este Manifesto é apenas um começo…


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Primeiro comentário


Documento de Contexto


ORIGINAL:

INICIATIVA ONLIFE. The Onlife Manifesto. In: FLORIDI, L. (Editor). The Onlife Manifesto: Being Human in a Hyperconnected Era. Spinger, 2015 (SpringerOpen). p.7-13. Disponível em: <https://www.springer.com/gp/book/9783319040929>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY-NC 3.0


1 [7]Essas transformações são descritas completamente no Documento de Contexto da Iniciativa Onlife disponível em https://ec.europa.eu/digital-agenda/en/onlife-initiative.

2 [8]Por postura nós queremos dizer a noção dupla de posição e posar, ou, em outras palavras, de ocupar uma posição e ser visto ocupando-a.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Conectivismo: Uma Teoria da Aprendizagem para a Era Digital

 Por George Siemens


Introdução


Behaviorismo, cognitivismo e construcionismo são as três teorias gerais de aprendizagem mais frequentemente utilizadas na criação de ambientes instrucionais. Essas teorias, contudo, foram desenvolvidas num tempo onde a aprendizagem não fora impactada através da tecnologia. Durante os últimos vinte anos, a tecnologia reorganizou como nós vivemos, como nos comunicamos e como nós aprendemos. Necessidades e teorias de aprendizagem que descrevem princípios e processos de aprendizagem, devem ser reflexos dos ambientes sociais subjacentes. Vaill enfatiza que “aprendizagem precisa ser um modo de ser – um conjunto contínuo de atitudes e ações por indivíduos e grupos que eles empregam para tentar manter-se a par de eventos surpreendentes, novos, confusos, importunos, recorrentes …” (1996, p.42)

Aprendizes há mal quarenta anos completariam a escolaridade requerida e entrariam numa careira que frequentemente continuaria por uma vida. O desenvolvimento da informação era lento. A vida do conhecimento era medida em décadas. Hoje, esses princípios fundacionais foram alterados. O conhecimento está crescendo exponencialmente. Em muitos campos a vida do conhecimento é agora medida em meses e anos. Gonzalez (2004) descreve os desafios da vida do conhecimento que diminui rapidamente:


Um dos fatores mais persuasivos é o encolhimento da meia vida do conhecimento. A ‘meia vida do conhecimento’ é o intervalo de tempo desde quando o conhecimento é obtido até quando ele torna-se obsoleto. Metade do que é conhecido hoje não era conhecido 10 anos atrás. A quantidade de conhecimento no mundo dobrara nos últimos 10 anos e está dobrando a cada 18 meses de acordo com a American Society for Training and Documentation (ASTD). Para combater o encolhimento da meia vida do conhecimento, organizações foram forçadas a desenvolver novos métodos de implantação da instrução.


Algumas tendências significantes em aprendizagem:

  • Muitos aprendentes mover-se-ão dentro de uma variedade de campos diferentes, possivelmente não relacionados, através do curso de sua vida.

  • Aprendizagem informal é um aspecto significante de nossa experiência de aprendizagem. Educação formal não abrange mais a maior parte de nossa aprendizagem. Agora, a aprendizagem ocorre numa variedade de modos – através de comunidades de prática, redes pessoais e através da realização de tarefas relacionadas ao trabalho.

  • Aprendizagem é um processo contínuo, subsistindo uma vida inteira. Atividades relacionadas ao trabalho e à aprendizagem não estão mais separadas. Em muitas situações, elas são as mesmas.

  • A tecnologia está alterando (religando) nossos cérebros. As ferramentas que nós usamos definem e dão forma ao nosso pensamento.

  • A organização e o indivíduo são igualmente organismos que aprendem. Atenção aumentada no gerenciamento do conhecimento ressalta a necessidade para uma teoria que tente explicar a ligação entre aprendizagem individual e organizacional.

  • Muitos dos processos previamente manejados por teorias da aprendizagem (especialmente em processamento da informação cognitiva) podem agora ser desembarcados para, ou suportados por, tecnologia.

  • Saber como e sabe o que está sendo suplementado com saber onde (o entendimento de onde encontrar o conhecimento requerido).


Contexto


Driscoll (2000) define aprendizagem como “uma mudança persistente no desempenho humano ou desempenho potencial… [que] precisa acontecer como um resultado da experiência e da interação com o mundo do aprendente” (p.11) Essa definição abrange muitos atributos comumente associados ao behaviorismo, cognitivismo e construcionismo – a saber, aprendizagem como um persistente estado alterado (emocional, mental, fisiológico (isto é, habilidades)) produzido como resultado de experiências e interações com conteúdo ou outras pessoas.

Driscoll (2000, p14-17) explora algumas das complexidades em definir aprendizagem. O debate concentra-se sobre:


  • Fontes válidas de conhecimento – Nós obtemos conhecimento através de experiências? É inato (presente no nascimento)? Nós adquirimo-lo pensando e raciocinando?

  • Conteúdo do conhecimento – É o conhecimento efetivamente cognoscível? É diretamente cognoscível através da experiência humana?

  • A consideração final focaliza-se em três tradições epistemológicas em relação à aprendizagem: Objetivismo, Pragmatismo e Interpretativismo.

    • Objetivismo (similar ao behaviorismo) afirma que a realidade é externa e é objetiva, e o conhecimento é obtido através da experiência.

    • Pragmatismo (similar ao cognitivismo) afirma que a realidade é interpretada, e o conhecimento é negociado através da experiência e do pensamento.

    • Interpretativismo (similar ao construtivismo) afiram que a realidade é interna, e conhecimento é construído.”

Todas essas teorias da aprendizagem sustentam a noção de que conhecimento é um objetivo (ou um estado) que é alcançável (se não já inato) através seja do raciocínio ou de experiências. Behaviorismo, cognitivismo e construtivismo (construídos sobre tradições epistemológicas) tentam explicar como é que uma pessoa aprende.

Behaviorismo afirma que a aprendizagem é amplamente incognoscível, isto é, nós possivelmente não podemos entender o que ocorre no interior de uma pessoa (a “teoria da caixa preta”). Gredler (2001) expressa behaviorismo como sendo compreendido por várias teorias que fazem três suposições sobre aprendizagem:

  1. Comportamento observável é mais importante que o entendimento de atividades internas.

  2. Comportamento deve ser feito convergir em elementos simples: estímulos específicos e respostas.

  3. Aprendizagem é sobre mudança de comportamento.

Cognitivismo frequentemente adota um modelo de processamento de informação. Aprendizagem é vista como um processo de entradas, gerenciado na memória de curto prazo e codificado para recordação a longo prazo. Cindy Buell detalha esse processo: “Em teorias cognitivas, conhecimento é visto como construtos mentais simbólicos na mente do aprendente e o processo de aprendizagem é o meio pelo qual essas representações simbólicas são confiadas à memória.”

Construtivismo sugere que aprendentes criam conhecimento conforme eles tentam entender suas experiências (Driscoll, 2000, p.376). Behaviorismo e cognitivismo veem o conhecimento como externo ao aprendente e o processo de aprendizagem como o ato de internalização do conhecimento. Construtivismo assume que os aprendentes não são recipientes vazios a serem enchidos com conhecimento. Em vez disso, aprendentes estão ativamente tentando criar significado. Aprendentes frequentemente selecionam e perseguem suas próprias aprendizagens. Princípios construtivistas reconhecem que aprendizagem na vida real é confusa e complexa. Salas de aula que imitem a “imprecisão” dessa aprendizagem serão mais efetivas na preparação dos aprendentes para aprendizagem ao longo da vida.


Limitações do Behaviorismo, Cognitivismo e Construcionismo


Um princípio central da maioria das teorias da aprendizagem é que aprendizagem ocorre no interior de uma pessoa. Mesmo as visões construtivistas sociais, que sustentam que aprendizagem é um processo ordenado socialmente, promovem o principado do indivíduo (e a presença física dele / dela – isto é, baseada no cérebro) na aprendizagem. Essas teorias não falam da aprendizagem que ocorre fora das pessoas (isto é, aprendizagem que é armazenada e manipulada pela tecnologia). Eles também falham em descrever como aprendizagem acontece no interior de organizações.

Teorias da aprendizagem estão interessadas com o processo atual de aprendizagem, não com o valor do que está sendo aprendido. Num mundo em rede, o próprio modo da informação que nós adquirimos é digno de ser explorado. A necessidade de avaliar o valor da aprendizagem de algo é uma meta-habilidade que é aplicada antes da aprendizagem mesma começar. Quando conhecimento é objeto de escassez, o processo de avaliação de valor é suposto ser intrínseco à aprendizagem. Quando o conhecimento é abundante, a avaliação rápida do conhecimento é importante. Preocupações adicionais surgem a partir do aumento rápido na informação. No ambiente de hoje, a ação é frequentemente requerida sem aprendizagem pessoal – isto é, nós precisamos agir ao extrair informação de fora de nosso conhecimento primário. A habilidade de sintetizar e reconhecer conexões e padrões é uma habilidade valiosa.

Muitas questões importantes são levantadas quando teorias estabelecidas de aprendizagem são vistas através da tecnologia. A tentativa natural dos teóricos é continuar a revisar e evoluir teorias conforme as condições mudem. Em algum ponto, contudo, as condições subjacentes terão alterado-se de modo tão significativo que modificações ulteriores não são mais razoáveis. Uma abordagem completamente nova é requerida.

Algumas questões a explorar em relação às teorias de aprendizagem e ao impacto da tecnologia e de novas ciências (caos e redes) sobre a aprendizagem:

  • Como teorias da aprendizagem são impactadas quando conhecimento não é mais adquirido de modo linear?

  • Que ajustes precisam ser feito nas teorias de aprendizagem quando a tecnologia realiza muitas das operações cognitivas previamente realizadas por humanos (armazenamento e recuperação da informação)?

  • Como nós podermos continuar a estar atualizados na ecologia da informação em rápida evolução?

  • Como teorias da aprendizagem explicam momentos onde desempenho é necessário na ausência de entendimento completo?

  • Qual é o impacto das teorias da complexidade e das redes sobre a aprendizagem?

  • Qual é o impacto da teoria do caos como um processo de reconhecimento de padrões complexos sobre a aprendizagem?

  • Com o aumento do reconhecimento das interconexões nos diferentes campos do conhecimento, como as teorias da ecologia e dos sistemas são percebidas à luz das tarefas de aprendizagem?

Uma Teoria Alternativa


A inclusão de tecnologia e de criação de conexões como atividades de aprendizagem começa a mover as teorias de aprendizagem para uma era digital. Nós não podemos mais experienciar pessoalmente e adquirir a aprendizagem de que nós necessitamos para agir. Nós derivamos nossas competências da formação de conexões. Karen Stephenson afirma:


Experiência tem sido há muito considerada a melhor professora do conhecimento. Visto que nós não podemos experienciar tudo, as experiências de outras pessoas e, consequentemente, outras pessoas, tornam-se o sucedâneo do conhecimento. ‘Eu armazeno meu conhecimento em meus amigos’ é um axioma para coletar conhecimento por meio da coleção de pessoas (sem data).


Caos é uma nova realidade para trabalhadores do conhecimento. ScienceWeek (2004) cita a definição de Nigel Calder de que caos é “uma forma enigmática de ordem”. Caos é o colapso da previsibilidade, evidenciado em arranjos complicados que inicialmente desafiam a ordem. Diferente do construcionismo, que afirma que aprendentes tentam nutrir o entendimento por meio de tarefas criadoras de significação, o caos afirma que conhecimento existe – o desafio do aprendente é reconhecer os padrões que parecem estar ocultos. Criação de significado e formação de conexões entre comunidades especializadas são atividades importantes.

Caos, como uma ciência, reconhece a conexão de tudo com tudo. Gleick (1987) afirma: “No clima, por exemplo, isso se traduz no que é somente conhecido meio de brincadeira como Efeito Borboleta – a noção de que uma borboleta mexendo o ar em Pequim pode transformar os sistemas de tempestade no próximo mês em Nova York” (p.8). Essa analogia ressalta um desafio real: “sensível dependência das condições iniciais” impacta profundamente no que nós aprendemos e como nós agimos baseados em nossa aprendizagem. A tomada de decisões é um indicativo disso. Se as condições subjacentes usadas para tomar a decisão mudam, a decisão mesma não é mais tão correta quanto era no momento em que foi tomada. A Habilidade para reconhecer e ajustar-se a mudanças de padrão é uma tarefa-chave de aprendizagem.

Luis Mateus Rocha (1998) define auto-organização como a “formação espontânea de estruturas bem organizadas, padrões ou comportamentos, a partir de condições inciais aleatórias.” (p.3) Aprendizagem, como um processo de auto-organização, requer que o sistema (sistemas de aprendizagem organizacional ou pessoal) “seja informacionalmente aberto, isto é, para ser capaz de classificar sua própria interação com o ambiente, precisa ser capazes de mudança sua estrutura…” (p.4) Wiley e Edwards reconhecem a importância da auto-organização como um processo de aprendizagem: “Jacobs argumenta que as comunidades auto-organizam-se de um modo similar ao dos insetos sociais: em vez de milhares de formigas cruzando as trilhas de feromônios umas das outras e mudando seus comportamentos de acordo, milhares de humanos passam na calçada ao lado uns dos outros e mudam seus comportamentos de acordo.” Auto-organização no âmbito pessoal é um microprocesso da auto-organização maior dos construtos do conhecimento criado no interior de ambientes institucionais ou corporativos. A capacidade para formar conexões entre fontes de informação e, desse modo, criar padrões de informação úteis, é necessária de ser aprendida em nossa economia do conhecimento.


Redes, Mundos Pequenos, Laços Fracos


Uma rede pode ser definida simplesmente como conexões entre entidades. Redes de computadores, redes elétricas e redes sociais todas funcionam segundo o princípio simples de que pessoas, grupos, sistemas, nós, entidades podem ser conectados para criar um todo integrado. Alterações no interior da rede têm efeitos em cascata sobre o todo.

Albert-László Barabási afirma que “nós sempre competem por conexões porque ligações representam sobrevivência num mundo interconectado(2002, p.106). Essa competição é embotada largamente no interior de uma rede de aprendizagem pessoal, mas a valoração de certos nós sobre outros é uma realidade. Nós que com sucesso adquirem contorno maior serão mais bem-sucedidos ao adquirir conexões adicionais. Num sentido de aprendizagem, a probabilidade de que um conceito de aprendizagem será ligado depende do quão bem ele está atualmente ligado. Nós (podem ser campos, ideias, comunidades) que se especializam e ganham reconhecimento pelas perícias deles têm chances maiores de reconhecimento, desse modo resultando em polinização cruzada das comunidades de aprendizagem.

Laços fracos são ligações ou pontes que permitem conexões curtas entre informação. Nossas redes de mundo pequenos são povoados geralmente com pessoas das quais os interesses e conhecimento são semelhantes aos nossos. Esse princípio tem grande valor na noção de serendipidade, inovação e criatividade. Conexões entre ideias e campos desiguais podem criar novas inovações.


Conectivismo


Conectivismo é a integração dos princípios explorados pelas teorias do caos, das redes, da complexidade e da auto-organização. Aprendizagem é um processo que ocorre no interior de ambientes nebulosos de elementos centrais inconstantes – não inteiramente sob o controle do indivíduo. Aprendizagem (definida como conhecimento acionável) pode residir fora de nós mesmos (no interior de uma organização ou um banco de dados), é focalizado em conectar conjuntos de informação especializada e as conexões que nos capacitam a aprender mais são mais importantes que nosso atual estado de saber.

O Conectivismo é dirigido pelo entendimento de que decisões são baseadas em fundamentos que se alteram rapidamente. Informação nova está sendo adquirida continuamente. A habilidade de extrair distinções entre informação importante e não importante é vital. A habilidade para reconhecer quando informação nova altera a perspectiva baseada no qual as decisões foram tomadas ontem é também crítico.


Princípios do conectivismo:


  • Aprendizagem e conhecimento repousam numa diversidade de opiniões.

  • Aprendizagem é um processo de conexão de nós ou fontes de informação especializados.

  • Aprendizagem pode residir em ferramentas não humanas.

  • Capacidade para conhecer mais é mais crítica que o que é atualmente conhecido.

  • Nutrir e manter conexões é necessário para facilitar aprendizagem contínua.

  • Habilidade para ver conexões entre campos, ideias e conceitos é uma habilidade central.

  • Circulação (conhecimento atualizado, acurado) é o objetivo de todas as atividades conectivistas de aprendizagem.

  • A tomada de decisão em si mesma é um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado da informação que chega é visto através das lentes de uma realidade inconstante. Ao passo que há uma resposta certa agora, pode ser errada amanhã devidos às alterações no clima da informação afetando a decisão.


Conectivismo também visa aos desafios que muitas corporações enfrentam em atividades de gestão do conhecimento. O conhecimento que reside num banco de dados precisa ser conectado com a pessoa certa no contexto certo a fim de ser classificado como aprendizagem. Behaviorismo, cognitivismo e construcionismo não tentam defrontar-se com os desafios do conhecimento e da transmissão organizacionais.

O fluxo de informação dentro de uma organização é um elemento importante na eficácia organizacional. Na economia do conhecimento, o fluxo de informação é equivalente ao oleoduto numa economia industrial. Criação, preservação e utilização do fluxo de informação devem ser uma atividade organizacional chave. O fluxo do conhecimento pode ser comparado a um rio que meandra através de toda a ecologia de uma organização. Em certas áreas, o rio mina e em outras áreas vaza. A saúde da ecologia de aprendizagem da organização depende do estímulo efetivo ao fluxo da informação.

A análise de rede social é um elemento adicional no entendimento de modelos de aprendizagem na era digital. Art Kleiner (2002) explora a “teoria quântica da confiança” que “explica não apenas como reconhecer a capacidade cognitiva coletiva da organização, mas como cultivá-la e ampliá-la”. No interior de redes sociais, hubs são pessoas bem conectadas que são capazes de nutrir e manter o fluxo de conhecimento. A interdependência deles resulta em fluxo efetivo de conhecimento, possibilitando o entendimento pessoal do estado de atividades organizacionalmente.

O ponto de partida do conectivismo é o indivíduo. O conhecimento pessoal é composto por uma rede, a qual se alimenta em organizações e instituições, que, por sua vez, abastece de volta a rede e então continua a prover aprendizagem ao indivíduo. Esse ciclo de desenvolvimento do conhecimento (do pessoal à rede à organização) permite aprendentes a continuar atualizados nos seus campos através das conexões que eles formaram.

Landauer e Dumais (1997) exploram o fenômeno de que “as pessoas têm muito mais conhecimento do que aparenta estar presente na informação à qual elas foram expostos”. Eles fornecem um foco conectivista ao afirmar que “a noção simples de que alguns domínios de conhecimento contêm um número vasto de inter-relações fracas que, se propriamente exploradas, podem amplificar grandemente a aprendizagem através de um processo de inferência”. O valor do reconhecimento e da conexão de padrões de nossos próprios “pequenos mundos de conhecimento” é aparente no impacto exponencial provido à nossa aprendizagem pessoal.

John Seely Brown apresenta uma noção interessante de que a internet alavanca os pequenos esforços de muitos com os grandes esforços de poucos. A premissa central é que conexões criadas com nós não usuais suportam e intensificam atividades existentes de grandes esforço. Brown fornece o exemplo de um projeto do Maricopa County Community College system que une cidadãos mais velhos com estudantes de escola primária num programa de mentoria. As crianças “ouvem esses ‘avós’ melhor do que eles ouvem seus próprios pais, a mentoria realmente ajuda os professores … os pequenos esforços de muitos – os mais velhos – complementam os grandes esforços dos poucos – os professores.” (2002). Essa amplificação da aprendizagem, do conhecimento e do entendimento através da extensão de uma rede pessoal é o epítome do conectivismo.


Implicações


A noção de Conectivismo tem implicações em todos os aspectos da vida. Este ensaio foca-se amplamente em seus impactos sobre a aprendizagem, mas os aspectos seguintes também são impactados:

  • Gestão e liderança. A gestão e a direção de recursos para o alcance de resultados desejados é um desafio significante. Compreender que conhecimento completo não pode existir na mente de uma pessoa requer uma abordagem diferente para criar uma visão geral da situação. Times diversos de pontos de vista variantes são uma estrutura crítica para explorar ideias completamente. A maioria das ideais revolucionárias de hoje uma vez existiu como um elemento marginal. A habilidade de uma organização de nutrir, estimular e sintetizar os impactos de visões variantes da informação é crítico para a sobrevivência na economia do conhecimento. A velocidade de “da ideia à implementação” é também melhorada numa visão de sistemas da aprendizagem.

  • Mídia, notícias, informação. Essa tendência está bem encaminhada. Organizações da mídia convencional estão sendo desafiadas pelo fluxo da informação aberto, em tempo real, em mão dupla dos blogues.

  • Gestão do conhecimento pessoal em relação à gestão do conhecimento organizacional.

  • Design de ambientes de aprendizagem.


Conclusão


O canal é mais importante que o conteúdo do canal. Nossa habilidade para aprender o que nós necessitamos para o amanhã é mais importante que o que nós conhecemos hoje. Um desafio real para qualquer teoria da aprendizagem é estimular o conhecimento sabido até o ponto de aplicação. Quando o conhecimento, contudo, é requerido, mas não conhecido, a habilidade de conectar-se a fontes para encontrar os requisitos torna-se um talento vital. Conforme o conhecimento contínua a crescer e evoluir, acesso ao que é necessário é mais importante que o que o aprendente atualmente conhece.

O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças tectônicas numa sociedade na qual a aprendizagem não é mais uma atividade individualística, interna. O como as pessoas trabalham e funcionam é alterado quando novas ferramentas são utilizadas. O campo da educação tem sido lento a reconhecer igualmente o impacto das novas ferramentas de aprendizagem e as mudanças ambientais no que significa aprender. O conectivismo fornece compreensão das habilidades e tarefas de aprendizagem requeridos para aprendentes para florescerem numa era digital.


Referências


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ORIGINAL:

SIEMENS, G. Connectivism: a learning theory for the digital age. 2004. Disponível em: <https://www.academia.edu/2857237/Connectivism_a_learning_theory_for_the_digital_age>


TRADUÇÂO:

TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY-NC-SA 1.0