Introdução Animais & Ética: Pensando Criticamente sobre os Direitos dos Animais
Por Nathan Nobis
[73]Capítulo 8 Ativismo em favor de Animais – FINAL
Visão Geral
Quais, se alguns, tipos de ações realizadas para tentar melhorar o tratamento de animais (incluindo, talvez, tentar eliminar vários usos de animais) são moralmente permissíveis? Quais, se algumas, são moralmente obrigatórias? Mudando nossas dietas? Educando outros? Trabalhar em favor de jaulas maiores e tratamento mais humano, ou em favor da abolição de (algumas das) indústrias de uso de animais, ou ambos? Tentar mudar as leis para melhor protegerem os animais? Ações ilegais (realizadas secretamente ou abertamente)? Investigações secretas para revelar o abuso de animais? Resgatar ou liberar animais das indústrias de uso de animais? Expor pessoas e empresas que apoiam o uso prejudicial de animais? Violência de qualquer tipo, alguma vez? Ameaças de violência? Terrorismo? Nós exploraremos uma variedade de táticas e tentaremos avaliá-las moralmente.
Leituras
EMPTY CAGES – PART V – MANY HANDS ON MANY OARS
EMPTY CAGES – 11. “Yes … but …”
EMPTY CAGES – EPILOGUE – The Cat
ANIMAL LIBERATION – 6. Speciesism Today … defesas, racionalizações e objeções a Animal Liberation e ao progresso feito para as superar. Releia também o Prefácio de 2002 para Animal Liberation.
ANIMALS LIKE US – Ch. 10. Animal Rights Activism
ANIMALS LIKE US – Ch. 11. What Goes Around Comes Around
Gruen: 7. Protecting animals. (opcional)
Matt Ball, Vegan Outreach, “Working in Defense of Animals” http://www.veganoutreach.org/enewsletter/20030105.html
Programa “Adopt a College” de Vegan Outreach: [74]http://www.veganhealth.org/colleges/
Bruce Friedrich (PETA), “Effective Advocacy: Stealing from the Corporate Playbook” http://www.goveg.com/effectiveAdvocacy.asp
Karen Dawn, about Dawnwatch: http://dawnwatch.com/introduction.htm
James LaVeck (companhia de produção de filmes Tribe of Heart), “Invasion of the Movement Snatchers: A Social Justice Cause Falls Prey to the Doctrine of “Necessary Evil” http://www.tribeofheart.org/tohhtml/essay_ims.htm (Ver também seus outros ensaios)
Gary Francione, “The Abolition of Animal Exploitation: The Journey Will Not Begin While We Are Walking Backwards,” http://www.abolitionist-online.com/article-issue05_gary.francione_abolition.of.animal.exploitation.2006.shtml
The Center for Consumer Freedom: http://www.activistcash.com/ & http://www.consumerfreedom.com/
SourceWatch sobre a página do Activist Cash http://www.sourcewatch.org/index.php?title=A_visit_to_the_ActivistCash.com_web_site e o Center for Consumer Freedom: http://www.sourcewatch.org/index.php?title=Center_for_Consumer_Freedom
Entrada na Wikipedia sobre a Animal Liberation Front: http://en.wikipedia.org/wiki/Animal_Liberation_Front
Leitura Recomenda:
Peter Singer, ed. In Defense of Animals: The Second Wave (Blackwell)
Steve Best, ed., Terrorists or Freedom Fighters? Reflections on the Liberation of Animals (Lantern)
[75]Críticas ou Reclamações sobre (Alguns) Ativistas Não têm Implicações para a Moralidade do Uso de Animais
Ativistas tentam causar mudança nas crenças, nas atitudes e no comportamento de outros. Naturalmente, uma vez que as pessoas tendem a ser resistentes a mudança, as pessoas frequentemente não gostam de ativistas. Esse desgosto algumas vezes leva a argumentos ruins.
Quando as pessoas estão infelizes com os ativistas e com o que eles fazem, elas algumas vezes parecem pensar que isso tem alguma relevância para a moralidade das ações, que é com que o ativista está preocupado. Por exemplo, você poderia ouvir alguém dizer alguma coisa como, “Está tudo bem comer carne. Afinal, os vegetarianos são tão insistentes e hipócritas e ‘na sua cara’ sobre tudo isso.” Ou, “Pesquisa em animais claramente é uma boa coisa. Afinal, ativistas dos direitos dos animais são tão obnóxios em seus protestos, e alguns deles até infringem a lei tentam intimidar cientistas.” Os ativistas – em favor de animais e de muitas outras questões – frequentemente são chamados de muitos nomes ruins e são mal considerados.
Essas respostas, embora infelizmente comuns, são extremamente ruins, se elas são dadas para mostrar que algum uso de animais, ao contrário do que o ativista argumenta, é moralmente permissível. Isso é porque nenhuma avaliação moral de ações segue-se a partir de avaliações sobre pessoas. Pense sobre a controvéria do aborto. Suponha que alguém dissesse, “Alguns antiabortistas ameaçam e mesmo assassinam provedores de aborto; esses ativistas são pessoas más.” Se eles dissessem em seguida, “Portanto, nós deveríamos pensar que o aborto é moralmente ok,” a conclusão simplesmente não se segue. E ela nunca se segue em nenhum outro lugar: se uma ação é moralmente permissível ou não isso isso não é determinado pelo comportamento de nenhum ativista, bom ou mau. Essas questões são separadas e logicamente distintas.
“Campanhas de difamação (Smear campaigns)” contra ativistas também são tipicamente baseadas em falsas generalizações sobre os ativistas. Sim, alguns ativistas animais são rudes, obnóxios ou o que quer que seja. E alguns defensores de animais são bastante agradáveis, amigáveis e respeitosos, como são alguns advogados do uso de animais (pelo menos com seres humanos). Mas nós temos de ter em mente que nada disso tem nenhuma relevância sobre o status moral de qualquer uso de animais.
[76]“Bem-estarismo (Welfarism)” & “Bem-estaristas (Welfarists)” versus “Direitos Animais” e “Abolicionistas”: Fins e Meios
Uma controvérsia acalorada e atual entre os defensores de animais é se eles deveriam ser – como alguns descrevem – ou defensores do “bem-estar (welfare) animal” e das “reformas de bem-estar,” ou defensores dos “direitos animais” e da “abolição” do uso prejudicial de animais ou ambos. Frequentemente, esses termos são mal definidos e não cuidadosamente considerados completamente. Isso pode levar a conflito desnecessário entre os defensores de animais e a uma inabilidade para entender que tipo de informação poderia ajudar a resolver esses debates. Pensar sobre “fins (ends)” ou “objetivos (goals)” e “meios (means)” ou “estratégias (strategies)” pode ajudar-nos a entender essas disttinções e melhor avaliar (e, talvez, superar) esse debate entre entrevistas. Primeiro, fins: qual seria um objetivo final (end goal) moralmente aceitável para o tratamento dos animais? Que tipo de mundo nós teríamos ser todos os animais fossem tratados de maneiras moralmente permissíveis, onde nós poderíamos dizer, “Nós alcançamos o objetivo moral de como os animais deveriam ser tratados, uma vez que nenhum [deles] não é mais tratado erradamente?”
O caso do gato de Regan apresenta duas amplas opções – entre muitas – para um tal objeto:
Machucar seriamente animais é moralmente permissível, contanto que eles sejam abrigados em jaulas confortáveis, tratados gentilmente e mortos sem dor.
Machucar seriamente animais é tipicamente moralmente errado, mesmo se eles sejam abrigados em jaulas confortáveis, tratados gentilmente e mortos sem dor.
A qualquer um que alegue que (C) é um objetivo ou fim aceitável, nós podemos chamar de “bem-estarista (welfarist)”: ele acredita que, uma vez que certos tipos de machucados (harms) para animais sejam minimizados ou eliminados, ainda é moralmente permissível machucar (harm) seriamente animais, ou seja, matá-los. A visão deles poderia variar, dependendo dos propósitos por trás desses machucados, é claro. E há detalhes importantes, por exemplo, sobre que machucados são permissíveis causar e quais não são, de modo que eles teriam necessidade de se explicar para que nós entendamos completamente a visão. E, mais importantemente, se quaisquer argumentos em favor do bem-estarismo são corretos e resistentes a objeções, isso é alguma coisa sobre a qual nós gostaríamos de pensar [77]muito cuidadosamente.1
A alguém que acredite que (C) é deficiente como um objetivo ideal e que (D) é esse ideal, nós poderíamos chamar um “genuíno” advogado dos direitos animais. Ou, para o quê nós realmente queremos dizer, nós poderíamos apenas dizer que ele acredita que machucar seriamente animais é tipicamente moralmente errado, mesmo se eles forem abrigados em jaulas confortáveis, tratados gentilmente e mortos sem dor. Nós gostaríamos de entender as razões dele para que ele pense isso, e se quaisquer argumentos em favor desse tipo de visão são corretos e resistentes a escrutínio crítico é alguma coisa sobre a qual nós também gostaríamos de pensar cuidadosamente.
Além da questão dos objetivos finais ou fins aceitáveis ou ideais para os animais, existe a questão dos “meios”: que tipo de ações, políticas, estratégias, campanhas e outras atividades de ativista serão os meios mais efetivos na direção dos objetivos finais desejados para os animais? Em particular, se o objetivo é (D), o fim é os “direitos animais,” o que deveria ser feito agora para melhor alcançar isso, ou para nos colocar mais perto dele, tão próximo quanto possível?
Aqui está onde o debate começa. Nós deveríamos fazer campanha em favor de jaulas maiores e, uma vez bem-sucedidos com isso, em seguida, fazer campanha em favor de “sem jaulas” – ou seja, argumentar que, em primeiro lugar, os animais não deveriam ser usados? (Ou deveriam alguns ativistas fazerem o primeiro e outros ativistas, o segundo?) O primeiro poderia (ou não poderia) levar a algumas pequenas melhorias agora, mas também poderia prevenir ou evitar maiores melhorias que poderiam ter ocorrido, tivesse o foco estado sobre “jaulas vazias.” Por outro lado, campanhas em favor de “jaulas vazias” poderiam cair em ouvidos surdos demais e produzir nenhuma melhoria [78]a curto prazo. Mas, talvez, ouvidos suficientes ouvirão a mensagem e isso resultará em abolição do uso de animais, talvez incrementalmente, uma indústria ou subindústria após a outra. Ou, possivelmente, não.
Esses debates são frequentemente divisivos, mas não está claro que eles deveria ser. Para começar, eles frequentemente envolvem questões que são largamente especulativas, tais como os efeitos a longo prazo de alguma estratégia de campanhia (enquanto comparada a outra). Aqui nós estamos lidandos com poucos conhecimentos e dados difíceis; frequentemente nós somos deixados com conjecturas, esperanças e estimativas subinformadas. Essa ignorância deveria resultar em maior humildade e menos dogmatismo sobre esse tópico, e em uma demanda por treinamento formal em áreas que poderiam introduzir alguma informação para nos ajudar a responder a essas questões sobre meios, tais como economia, marketing, psicologia do consumidor, estatística e assim por diante. Nós deveríamos concordar que não sabemos do que necessitamos para causar o nosso fim desejado e voltarmos o nosso foco na direção da obtenção desse conhecimento.
Uma segunda razão de porque esses debates não deveriam ser divisivos é que não está claro se eles são filosóficos. Como sugerido acima, eles são largamente empíricos e científicos. Obviamente, os nossos fins não ditam os nossos meios. Suponha que nós vivamos há algumas centenas de anos, que chegamos a acreditar que a escravidão era errada e que deveria ser abolida, abolida, não meramente tornada mais “humana (humane).” Nós estabelecemos nossos fins, mas que meios nós deveríamos usar para alcançar esse fim o mais cedo possível? Naquela época, não havia resposta óbvia, por razões comparáveis àquelas mencionadas acima. Essas questões eram debatidas à época (e ainda são debatidas agora, uma vez que a escravidão humana ainda existe) e, certamente, os defensores de animais podem aprender a partir do estudo desse debate.
Defensores de Animais promovendo o Uso de Animais?
Como um exemplo concreto da questão acima, algumas organizações para defesa animal recentemente tem começado a conceder uma “plataforma (platform)” para as indústrias de uso de animais, especialmente aquelas que praticam a assim chamada pecuária “humana.” Se esse é um meio estratégico efetivo (ou triste) para ajudar a causar um fim de “direitos animais,” ou se isso deveria ser visto como uma afirmação de que o fim moralmente aceitável é o “bem-estarismo” é alguma coisa que muitos ativistas começaram a debater.
[79]Ações Ilegais
Voltemo-nos agora para algumas formas mais controversas de ativismo. Considere “os resgates abertos (open rescues)” de animais de fazendas: esses tipicamente envolvem invasão (trespass), arrombar e entrar (breaking and entering), e roubo (theft) de animais que são de propriedade de alguém. Todas essas ações são ilegais. Algumas pessoas argumentam que tais resgates são imorais porque eles são ilegais. Elas poderiam argumentar de maneira similar contra qualquer forma de ativismo que envolva atividade ilegal.
Esses argumentos são incorretos, e quase todo o mundo concorda com isso, porque quase todo o mundo acredita que esta premissa não declarada, a qual é essencial para o argumento, é falsa:
Necessariamente, se uma ação é ilegal, então ela é moralmente inadmissível.
Esconder judeus de nazistas era ilegal, contudo, moralmente permissível; ajudar escravos a escapar para a liberdade era ilegal, contudo, moralmente permissível. Muito mais exemplos formam a mesma ideia. Contrariamente à reação comum, esses exemplos não fazem nenhuma “comparação” que seja entre questões de animais e a escravidão e holocaustos humanos2; eles simplesmente são usados para mostrar que qualquer (ou quase qualquer) argumento contra algum tipo de ativismo baseado sobre a premissa de que ele é ilegal é incorreto (ou, pelo menos, a crença de quase todo o mundo implica que ele é incorreto, uma vez que eles pensam que a premissa acima é falsa: apenas porque alguma coisa é ilegal não necessariamente implica que ela seja moralmente errrada). Recomenda-se que defensores de animais leiam “Letter from a Birmingham Jail”3 (1963), de Martin Luther King Jr. Eles encontrarão muito com o que ressoar na discussão do Dr. King.
[80]Ações Violentas
Formas mais controversas de ativismo envolvem violência ou ameaças de violênica de tipos diferentes. A violência vem em muitas formas diferentes, como nossos autores observam.
Alguns defensores de animais, por exemplo, alguns membros da ALF (Animal Liberation Front), engajam-se em destruição de propriedades (por exemplo, de jaulas de animais, de computadores com dados experimentais, etc.) e, algumas vezes, até incêndio culposo (arson). Embora eles aleguem que as ações dele sejam “não violentas,” isso estica o conceito de violência. Eles argumentam que, uma vez que eles não são violentos com nínguém, ou seja, eles não infligem ferimento (harm) corporal em ninguém, dessa forma, eles agem de forma não violenta.
Essa inferência não se segue: alguém pode agir violentamente, contudo, não agir violentamente com ninguém. Por exemplo, parece fazer perfeito sentido dizer que alguém poderia violentamente esmagar uma caixa de frutas e vegetais com uma marreta, especialmente se a pessoa estava em um furor acalorado. Alguém poderia não querer que crianças jovens vissem um semelhante espetáculo, bem, é violento demais! Assim, a insistência da ALF de que eles são sempre não violentos estica o significado do termo. Talvez eles (e as indústrias de uso animal) queiram insistir que eles são não violentos porque eles pensam que este princípio seja verdadeiro:
Todos os atos de violência são moralmente inadmissíveis.
Se isso fosse verdadeiro, e eles agissem violentamente (ao causarem um incêndio culposo, ou em como eles tratam os animais, por exemplo), isso implicaria que eles estavam agindo violentamente.
Mas o princípio acima é falso, de acordo com a maioria das pessoas: a violência pode ser, e frequentemente é, moralmente justificada. Se a violência (ou ameaças de violência) são necessárias para autodefesa, então, ela é permissível. Se ela é necessária para defender um terceiro inocente, então, ela está justificada. Assim, o princípio acima é falso, de acordo com a maioria das pessoas.
A maioria das pessoas poderia mesmo pensar que ele é falso também com respeito a alguns animais: se alguém atacasse o seu cão ou gato, você poderia estar moralmente justificado em responder com violência, ou ameaças de violência, para defender o seu animal companheiro se necessário? E se o animal fosse um vira-latas (stray)? E se o animal estivesse em uma fazenda, [81]abatedouro ou laboratório? Se elas conhecessem os detalhes do caso, talvez muitas pessoas pudessem pensar que a violência, se necessária para defender animais, seria moralmente permissível em alguns desses casos, pelo menos.
Assim, talvez, a violência pudesse ser justificada em casos de resgate. Se a violência pode alguma vez ser justificada para algum outro propósito, por exemplo, em uma tentativa de mudar as visões gerais da sociedade sobre as nossas obrigações com animais, isso parece extremamente duvidoso. De fato, dadas todas as considerações relevantes, é provável que um ato qualquer de semelhante violência, incluindo possível “terrorismo” genuíno, seria profundamente moralmente errado, pelas razões que Regan, Singer e Rowlands articulam.
Questões de Discussão
Para muitas questões éticas, um bom lugar para começar é refletir sobre “visões comuns” sobre as questões. Suponha que você pesquisou uma variedade de pessoas e perguntou a elas que tipos de defesa animal (se algum) são bons, efetivos e/ou aceitáveis, e que tipos (se algum) são ruins, inefetivos e/ou inaceitáveis. Quais são algumas das respostas mais comuns que seriam dadas? Que razões você frequentemente ouviria em favor dessas respostas? São essas razões geralmente boas ou não? Por quê?
Descreva a variedade de opções para o ativismo em favor de animais. Explique quais você pensa que são as mais efetivas ou utéis (para quê?), as menos efetivas ou utéis (para quê?) e porquê.
Obviamente, as indústrias de uso de animais são críticas aos ativistas animais. Descreva as respostas delas aos ativistas, o “contra-ativismo” delas e a sua avaliação das táticas delas.
Alguma atividade ilegal (por exemplo, “os resgates abertos”) é, alguma vez, moralmente justificada? Quando e por que, ou, por que não? A violência, de qualquer tipo, é, alguma vez, moralmente justificada? Quando e porque, ou, por que não?
Com qual tipo de ativismo, se algum, você deveria pessoalmente estar engajado? Isso é uma obrigação moral? Por que você deveria fazer esse tipo de ativismo em vez de outro? Justifique suas escolhas com razões.
[82]É claro, sempre se sinta livra para levantar quaisquer outras questões, observações críticas e quaisquer outras respostas às leituras e questões do capítulo.
Opção de Artigo
Um artigo sobre ativismo: que tipos de ativismo (se alguns) são permissíveis? Quais (se alguns) são obrigatórios? Quais (se alguns) são errados?
FIM
ORIGINAL:
NOBIS, N. Animals & Ethics 101: Thinking Critically About Animal Rights. Open Philosophy: 2018. Disponível em: <https://animalethics101.blogspot.com/p/lecture-8.html>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY 4.0
1 [77]Na prática, alguns poderiam argumentar que aqueles que se chamam de “bem-estaristas (welfarists)” ou “defensores do bem-estar animal” tipicamente aceitam quase qualquer uso de animais, ou seja, eles parecem considerar quase todos os usos prejudiciais (harmful uses) de animais como “necessários” e/ou respeitando “o bem-estar animal.” Isso pode ser verdadeiro, mas não mostra que o bem-estarismo (welfarism) seja falso. Contudo, isso pode sugerir que realmente não há uma visão claramente definida de “bem-estarismo (welfarism)”: são apenas algumas palavras que pessoas usam mas a visão realmente não tem implicações para o uso animal, porque nós não podemos identificamos de nenhuma maneira rigorosa. Para discussão, ver os escritos de Gary Francione (Google).
2 [79]Para uma discussão perspicaz de semelhantes comparações, ver The Holocaust and the Henmaid’s Tale: A Case for Comparing Atrocities (Lantern, 2005), por Karen Davis. http://www.upc-online.org/
3 Amplamente republicado online; http://www.stanford.edu/group/King/frequentdocs/birmingham.pdf