Perspectivas sobre o Humanismo Digital
Manifesto de Viena sobre o Humanismo Digital
Parte IV Tecnologia da Informação e as Artes
[101]Como ser um Humanista Digital em Relações Internacionais: A Diplomacia Tecnológico-cultural desafia o Vale do Silício
por Clara Blume e Martin Rauchbauer
Resumo O humanismo digital frequentemente é visto como um antídoto para os excessos do Vale do Silício e os seus valores culturais subjacentes. Contudo, é muito míope rotular as grandes empresas de tecnologia exclusivamente como uma ameça aos nossos valores humanísticos, uma vez que elas se provaram ser uma aliada essencial, particularmente no contexto da transformação digital em andamento do sistema internacional e o seu impacto negativo sobre os direitos humanos e a privacidade. O campo emergente da diplomacia tecnológico-cultural estabeleceu um novo ponto de encontro, no centro da inovação global, entre diplomatas, legisladores, artistas e tecnologistas para positivamente darem forma ao futuro da tecnologia de acordo com as nossas nossas necessidades e o nosso potencial completo como seres humanos. Um novo humanismo digital empoderado por artistas pode servir de modo idêntico como uma bússola para diplomatas e tecnologistas para servir aos seus cidadãos e consumidores enquanto navegando através de um mundo radicalmente transformado pela inteligência artificial e biotecnologia.
A tecnologia1 tornou-se a questão mais urgente da nossa época. Quem a cria, quem a controla, quem tem acesso a ela, e quem não o faz, são os novos parâmetros que determinam as estruturas de poder emergindo ao redor do mundo. Até recentemente a maior parte dessas decisões eram tomadas unilateralmente por um punhado de empreendedores tecnológicos no Vale do Silício, e suportadas através das leis de um mercado livre e não regulado, o obscuro funcionamento interno do qual os reguladores ao redor do mundo nem entenderam nem quiseram inibir. Construído sobre esse húmus nutritivo, o Vale do Silício tem experienciado um longo período de boom econômico abastecido pelos avanços em tecnologia. Globalmente admirado por sua habilidade para atrair um influxo aparentemente sem limites de talento humano e capital de risco, a região tornou-se um símbolo do otimismo e tecnoutilitarismo [102]utópico juvenil. Isso também criou uma poderosa cultura que acredita na necessidade de desfazer o existente e criar novos mercados, no aumento de escala para crescimento exponencial, assim como na ideia de que a tecnologia pode resolver qualquer problema no mundo sem a necessidade de intervenção do governo (O’Mara 2020, pp. 30-32). De muitas maneiras, o Vale do Silício tornou-se um fenômeno cultural popular, galvanizando os sonhos e aspirações de uma geração inteira.
Contudo, a euforia e exuberância do boom tecnológico do Vale do Silício recentemente se deslocou. Através do espectro político e ideológico, as grandes empresas de tecnologia tais como Google, Facebook, Apple, Microsoft e Amazon são cada vez mais vistas com suspeitas por causa da sua influência e do seu tamanho sem precedentes, o qual, em muitos mercados, equivaleu a poder de monopólio. A soma de incidentes problemáticos constituiu a maré alta que conduziu a um declínio global na popularidade do Vale do Silício, bem como uma demanda crescente por intervenção governamental e pelo retorno do estado-nação. 2018 foi um momento divisor de águas para a indústria tecnológica, o qual erodiu a autoconfiança da indústria. Foi o ano em que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg primeiro teve de testemunhar diante do Congresso dos EUA e explicar aos aparentemente mal preparados legisladores que a empresa estava vendendo os dados pessoais dos seus usuários e seguia um modelo de negócio que dependia de propaganda direcionada. Na União Europeia, a admiração pelo Vale do Silício, por volta da mesma época, foi seguida por um desejo de predominar sobre grandes empresas de tecnologia, particularmente em conjunção com o seu impacto sobre direitos básicos e privacidade. Em maio de 2018, a General Data Protection Regulation (GDPR) da UE entrou em vigor, uma legislação compreensiva que forneceu aos cidadãos europeus e às empresas de tecnologia diretrizes claras para a proteção dos seus direitos de privacidade online. Por volta da mesma época, o mundo estava compreendendo como as plataformas de mídias sociais poderiam ter um papel em auxiliar o genocídio, quando as forças militares em Mianmar usaram o Facebook para lançar uma impiedosa campanha de desinformação que tinha como alvo o grupo muçulmano Ruainga, minoritário no país. A tecnologia tinha perdido a sua inocência. E os governos, particularmente na Europa, sentiram-se encorajados. O fim da era da autorregulação foi seguido por uma nova forma de diálogo entre as empresas de tecnologia e os estado-nação, baseado em uma nova humildade e na possibilidade de um respeito e entendimento mútuo.
Mas a crise corrente em torno da tecnologia também revelou quão mal equipada está a maior parte dos reguladores, políticos, legisladores e diplomatas para se engajarem em uma conversa em pé de igualdade com a indústria tecnológica. Em questões internacionais, mesmo os diplomatas e oficiais de governo mais digitalmente alfabetizados frequentemente encontram a si mesmos mal equipados para navegarem através de todos os aspectos da digitalização e dos seus efeitos sobre os cidadãos. Novas tecnologias têm impactado o nosso mundo de uma maneira muito mais profunda e permanente do que as instituições de política externa frequentemente parecem estar cientes. Campos tradicionais da diplomacia, tais como geopolítica, política de segurança, direito internacional, multilateralismo, direitos humanos, cooperação para o desenvolvimento, assuntos consulares, assim como diplomacia cultural poderiam beneficiar-se de um pouco do espírito inovador que estabeleceu o fundamento para a história de sucesso do Vale do Silício a fim de acompanharem o ritmo crescente das tecnologias emergentes. Se eles não se adaptarem, novas formas de guerra cibernética e avanços em inteligência artificial cada vez mais criarão vulnerabilidades sem precedentes para países inteiros e o sistema internacional como um todo.
[103]A comunicação é a chave. Mas frequentemente parece como se tecnologistas e legisladores não compartilhassem a mesma linguagem. A linguagem é cunhada por um contexto cultural, experiências profissionais, educação, mentalidade, e a complexa reunião de camadas que constitui cada ser humano dando forma ao nosso entendimento do mundo a nossa volta. Assim, quando um tecnologista do Vale do Silício usa terminologia tal como “tecnologia,” “verdade,” “liberdade” ou “humanidade,” ele não necessariamente atribui o mesmo significado à mesma palavra proferida por um legislador europeu. Mas essas distinções matizadas e subtextos transmitidos são cruciais e necessitam de clarificação para os legisladores trabalharem sobre o projeto humano nos anos por vir. Nós estamos em extrema necessidade de desenvolver um novo vocabulário que funcione como um linguagem universal equipada para tratar da questão do que significa ser humano na era digital. Mas a principal razão para a dissonância linguística e cognitiva entre o Vale do Silício e o resto do mundo frequentemente está enraizada em sua visão contrastante para o futuro da humanidade.
Hoje em dia, os pioneiros tecnológicos do Vale do Silício frequentemente não estão cientes das raízes de longa data da sua mentalidade famosa. Algumas características fazem referência ao frenesi da histórica corrida do outro, alinhadas com o sonho americano de excepcionalismo global e a urgência para empurrar a fronteira ocidental. O dogma da liberdade absoluta de informação e a aversão contra qualquer autoridade central, pregados por muitos dos pioneiros da internet, podem ser traçada de volta à contracultura hippie dos anos de 1960. Mas, similarmente, a indústria de tecnologia também foi formada por uma forte crença em empreendedorismo autossuficiente (Markoff 2005). Juntas com avanços científicos e tecnológicos impressionantes, essas atitudes diversas se misturaram na ideia, específica do Vale do Silício, do transhumanismo, inspirada por evangelistas tecnológicos como Raymond Kurzweil (2005) e Hans Peter Moravec (1998). Para o transhumanista, morte e velhice são vistas como meras limitações que podem ser curadas através de biotecnologia e robótica. Não há limites para o projeto humano, quando a engenharia genética pavimenta o caminho para a auto-otimização do DNA “falho” de alguém. Mesmo o nosso planeta moribundo pode ser visto como meramente outra estação ao longo da viagem da humanidade através do universo. Para alguns das elites do Vale do Silício, “ir para o oeste” pode significar, bastante literalmente, alcançar as estrelas. Portanto, os pioneiros-líderes da tecnologia como Elon Musk, Sam Altman e Jeff Bezos estão liderando uma nova elite que quer romper essa fronteira final, mas apenas para uns poucos seletos com os meios financeiros para embarcarem na jornada. A mitologia dos transhumanistas está influenciando como a tecnologia é formada para o resto da humanidade. Mas o que é mais necessário agora do que nunca é uma visão comum para uma humanidade digital que não seja exclusivamente determinada por um punhado de indivíduo com um bilhete para Marte. E, embora isso esteja junto a uma nova legião de problemas, o melhor caminho adiante para a humanidade é forjar uma aliança com empresas de tecnologia que se alinhe em torno de um certo conjunto de valores humanistas.
O conceito do humanismo digital pode ser visto como uma evolução necessária da visão transhumanista do Vale do Silício para a humanidade: um casamento da excitação dos transhumanistas sobre o imenso potencial da tecnologia e um novo humanismo que tem como objetivo restaurar a nossa dignidade online e offline. Um humanista digital entende a tecnologia como uma ferramenta que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal, realista sobre o seu potencial para nos elevar e causar prejuízo através de uma legião de consequências não intencionadas (Nida-Rümelin e Weidenfeld 2018). Equipadas com um certo pragmatismo que não está inclinado nem na direção de um tecnoutopismo iludido nem de um alarmismo, a elaboração de políticas tecnológicas [104]e as relações internacionais baseadas em um novo humanismo digital querem criar e defender estruturas globais que preservam os nossos direitos humanos universais.
A diplomacia internacional é praticada através do seu próprio código de linguagem. Em fóruns multilaterais tais como as Nações Unidas, onde novos princípios, normas, padrões éticos e até instrumentos de direito internacional são negociados, nações diferentes dependem de palavras diferentes para camuflar suas agendas subjacentes e, algumas vezes, embelezar a realidade. Por exemplo, estados autoritários dependem intensamente de palavras de soberania (Applebaum 2020) e de não interferência para argumentarem contra quando pressionados sobre recentes violações online de direitos humanos. É através desses apitos de cachorro (dog whistles) que os direitos humanos estão cada vez mais sob ataque, não apenas na prática, mas também conceitualmente. Nós também estamos encarando um mundo cada vez mais polarizado e fragmentado, em risco de criar universos ideológicos, estruturas conceituais paralelas e uma infraestrutura digital separada para novas tecnologias (Lee 2018). Contra essa emergente divisão geopolítica, diplomatas frequentemente se esforçam para tratar dos interesses comuns que estão baseados sobre a nossa humanidade compartilhada. O humanismo digital é adequado para se tornar um conceito universalmente aceito para a diplomacia internacional que pode reunir países com diferentes sistemas políticos, culturas e histórias em torno de um certo conjunto de valores sem comprometer os direitos humanos universalmente reconhecidos. Como uma bússola político-tecnológica, ele podeira guiar estados-nações e empresas de tecnologia para trabalharem juntos na transformação digital do nosso sistema internacional. O humanismo digital poderia ser o espaço seguro onde até adversários ideológicos e competidores poderia encontra solo comum. É do interesse de todos desenvolver tecnologias que são confiadas por consumidores ao redor do mundo. Mesmo países autoritários digitais, os quais se engajam em corridas armamentistas por poder e influência globais, não têm interesse em criar sistemas rebeldes de armas autônomas sobre os quais eles mesmos podem um dia perder o controle. Empresas de tecnologia também estão em extrema necessidade de uma bússola que valorize a cultura sobre a estratégia como um ambiente necessário para inovação e crescimento. O humanismo digital poderia muito bem fornecer o kit de ferramentas para uma nova cultura corporativa das grandes e pequenas empresas de tecnologia e fornecer orientação em tempos de mudanças tectônicas globais.
O humanismo digital também pode servir como um plano para estados-nação que desejam se engajar com a indústria tecnológica global. Uma vez que os grandes jogadores em tecnologia alardeiam receitas anuais que facilmente correspondem ao PIB de estados-nação menores, a diplomacia tem de repensar o que significa ser um ator internacional na era digital. Uma tal abordagem inovadora em relações internacionais é o campo emergente da diplomacia tecnológica, aplicada por um grupo cada vez maior de estados-nação e outros atores no Vale do Silício. A iniciativa dinamarquesa de “techplomacy” foi um marco para a diplomacia internacional e recebeu atenção global. Em 2020, a Áustria seguiu o exemplo como o segundo país no mundo a nomear um Embaixador Tecnológico para o Vale do Silício. Para mediar entre governos e grandes empresas de tecnologia, a diplomacia tecnológica trata de um desequilíbrio entre informação e competência. Tradicionalmente, as empresas de tecnologias tem buscado influência (lobbied) para os seus interesses nos centros políticos de influência. Hoje em dia, os governos estão enviando diplomatas para buscar influência (lobby) para os interesses dos seus cidadãos nos centos tecnológicos de influência. É claro, a diplomacia tecnológica é recíproca e, portanto, também atraente para as empresas de tecnologia. Elas podem ver o seu prestígio e influência no sistema internacional anteriormente reconhecido ao serem incluídas em uma prática tradicionalmente apenas reservada para governos [105]soberanos. Mas as empresas de tecnologia também têm outros incentivos. Elas empregam os seus próprios diplomatas tecnológicos para mostrar ao mundo que os seus interesses de longo prazo vão além do objetivo imediato de terem lucro. Alguém poderia argumentar que os negócios delas dependem de um sistema internacional estável baseado em regras e que são fortalecidos por um conjunto compartilhado de valores e sua tecnologia sendo desenvolvida através das lentes de princípios éticos comuns.
A diplomacia tecnológica é a única maneira que governos e companhias tecnológicas interagem uns com os outros. Frequentemente, CEOs de grandes plataformas encontram-se e consultam-se diretamente com líderes de governo. Mas o impacto desses encontros raramente desce ao nível institucional de governo, carece de continuidade e, frequentemente, de uma agenda clara. Por outro lado, a diplomacia tecnológica institucionaliza o relacionamento entre a indústria de tecnologia e os governos ao criar relações e mecanismos duradouros que pode ser ativados em momentos de crise e necessidade. Para ser claro, empresas de tecnologia não são estados. Contudo, em algumas áreas, o seu poder crescente desafia os reinos tradicionais do governo (Wichwoski 2020). Países soberanos podem controlar os seus territórios, mas as grandes plataformas de tecnologia controlam os “territórios digitais” das suas comunidades online e podem definir as regras, as quais podem ter um efeito transbordante sobre a vida pública no geral. Diplomatas tecnológicos têm de funcionar como defensores dos seus cidadãos tornar as empresas de tecnologia responsáveis. Contudo, a diplomacia tecnológica também é sobre buscar alianças e solo comum onde interesses e valores alinham-se. Nesse contexto, um novo humanismo digital na diplomacia também pode levar os governos democráticos e as empresas de tecnologia que compartilhem um conjunto de princípios e crenças a colaborarem globalmente na luta contra o autoritarismo digital.
Adicionalmente, atores de política externa têm de levar em conta que há uma diferença inerente entre os seres humanos e os seus avatares digitais. As consequências da mistura do mundo real com o online, embora nós gradualmente estejamos nos tornando humanos digitais, ainda não são claras. A fim de entenderem as muitas camadas que constituem um humano digital, legisladores, empresas de tecnologia e tecnologistas têm de romper os seus respectivos silos e começar a trabalhar juntos para assegurar que os direitos básicos sejam satisfeitos independentemente dessas diferenças. O novo conceito interdisciplinar de diplomacia tecnológico-cultural teve como pioneiro o Open Austria, a representação oficial do governo austríaco no Vale do Silício. A tradicional diplomacia cultural usa arte e cultura como uma ferramenta de poder suave (Nye 1990, pp. 153-171) para influenciar outras nações-estado e os seus cidadãos através de atração em vez de coerção. Pense sobre os sucessos de Hollywood, o Rock ‘n’ Roll e David Hasselhoff inspirando os jovens alemães a “buscarem a liberdade” que ajudaram a dar fim à Guerra Fria. Combinando o imenso potencial do poder suave cultural com a diplomacia tecnológica, a missão diplomática austríaca no Vale do Silício cria um espaço seguro para o diálogo com parceiros tecnológicos, o qual está enraizado em experimentação artística. A arte é adequada para explorar tópicos que, em outras arenas, seriam propensos a conflito e precipitar controvérsias política e agendas partidárias. Ser o “tolo” que é capaz de falar a verdade tem muito mérito, especialmente no delicado funcionamento interno do sistema internacional.
Um estudo recente encomendado pela rede art + tech The Grid liderado pela Open Austria, ressalta a assimetria de poder entre artistas e companhias de tecnologia, quem estão limitando o acesso às suas tecnologias. Mas essa assimetria “obscurece o papel fundacional que a contracultura da região tem desempenhado na emergência de [106]grandes empresas de tecnologia – e os valores de tecnoutopismo, hierarquias achatadas, flexibilidade e assim por diante que têm guiado a indústria,” como o relato da autora Vanessa Chang (2020) aponta. Historicamente, artistas têm contribuído muito para a fórmula de sucesso conquistador do mundo do Vale do Silício. Não é apenas justo, é imperativo que artistas devam ser incluídos novamente no processo criativo que constitui o desenvolvimento de nova tecnologia. É essencial reatribuir valor às práticas artísticas dentro da esfera da tecnologia. Complementarmente à abordagem regulatória de cima para baixo que reage à tecnologia existente, a diplomacia tecnológico-cultural quer proativamente dar forma à tecnologia, de baixo para cima, durante a concepção, a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e serviços tecnológicos. Para esse modelo ser exitosamente implementado, as empresas de tecnologia têm de se tornarem vulneráveis às artes, abrindo os seus laboratórios de P&D para artistas e filósofos que podem fornecer toda uma nova perspectiva para um velho conjunto de problemas. Os artistas, como humanistas digitais, estão unicamente equipados para explorar o potencial e as armadilhas das tecnologias de fronteira de uma maneira não convencional e experimental que tem o benefício adicional de não apenas educar tecnologistas, mas também a população mais ampla sobre o que significa ser um humano digital na era da inteligência artificial.
Em uma época de deslocamento de valores centrais, de uma aceleração da digitalização e de um sistema internacional em mudança, os diplomatas hoje em dia têm de ser ágeis e transformarem-se em humanistas digitais, afim de navegarem exitosamente através dos desafios do seu ofício (trade). A diplomacia tecnológica cultural poderia ser uma proposição vencedora que pavimenta o caminho para o futuro das relações internacionais na era digital.
Referências
Applebaum, Anne (2020), How China outsmarted the Trump administration. While the U.S. is distracted, China is rewriting the rules of the global order, Washington DC: The Atlantic, novembro de 2020.
Chang, Vanessa (2020) The Grid: Art + Tech Report 2020, San Francisco: EUNIC Silicon Valley, dezembro de 2020.
Kurzweil, Ray (2005), The Singularity Is Near: When Humans Transcend Biology, New York: Penguin.
Lee, Kai-Fu (2018), AI Superpowers: China, Silicon Valley, and the new world order, Boston: Houghton Mifflin Harcourt.
Markoff, John (2005), What the Dormouse Said: How the Sixties Counterculture Shaped the Personal Computer Industry,’ New York: Viking Press.
Moravec, Hans (1998), Robot: Mere Machine to Transcendent Mind, Oxford University Press.
Nida-Rümelin, Julian, Weidenfeld, Nathalie (2018), Digitaler Humanismus – Eine Ethik für das Zeitalter der Künstlichen Intelligenz, München: Piper Verlag GmbH.
Nye, Joseph S. Jr (1990) Soft Power, Foreign Policy, Nr. 80, Twentieth Anniversary, Outono de 1990
O ’ Mara, Margaret, (2020), Silicon Politics, Communications of the ACM, Dezembro de 2020, Vol. 63 No. 12.
Wichwoski, Alexis (2020) The information trade: how big tech conquers countries, challenges our rights, and transforms our world, New York: HarperCollins.
ORIGINAL:
BLUME, C.; RAUCHBAUER, M. How to Be a Digital Humanist in International Relations: Cultural Tech Diplomacy Challenges Silicon Valley. In: GHEZZI, C. et al. (eds.). Perspective on Digital Humanism. Springer Cham: 2022. p.101-107. Disponível em: <https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-030-86144-5>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY 4.0
1 [101]Neste artigo, “tecnologia” refere-se às tecnologias de fronteira, tais como inteligência artificial, computação quântica, blockchain, biotecnologia, e outras, que são consideradas as principais condutoras da Quarta Revolução Industrial e têm criado um ecossistema diverso de empresas de tecnologia. As empresas de tecnologia da informação (TI) são um subconjunto dessas empresas de tecnologia.
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