sexta-feira, 19 de junho de 2020

Um Diálogo Sobre Viajem no Tempo IV

Dia anterior


[45]4. Quinta-feira


São 7 horas. A Dr. Rufus e Willie estão sentados perto do console do computador, com copos de café, conversando. Tad Entra.


Tad: Uau, eu pensei que eu estava começando cedo!

Carlene [olhando para cima]: Oh, Tad, eu não ouvi você chegar; nós estamos tendo uma conversa absolutamente estimulante.

Tad [bocejando]: Eu acho que preciso ter um pouco de cafeína estimulante antes que possa ter qualquer conversa estimulante.

Willie: Desculpe, Tad.

Tad [vendo o pote vazio de café]: Ei, você não sabe que se supõe que o primeiro faça o café?

Willie: Eu sei, e eu fiz.


Tad olha do pote vazio de café para Willie, quem segura seu copo e vira-o de cabeça para baixo para afirmar.


Willie: Estava bom até a última gota.

Tad: Uh oh, o que cafeína demais faz a um filósofo?

Willie: Ei, se o Departamento de Energia quer este trabalho feito, eles terão de me emprestar um pouco da energia deles. Você pode fazer o próximo pote; eu acho que vi um pouco de descafeinado no armário.

Tad [fingindo horror]: Descafeinado?!

Carlene: Acomode-se, Tad. Willie está apenas provocando.

[46]Tad [recuperando-se]: Então, é esse o programa que desliga o gatilho quando duas partículas aparecem na câmara?

Carlene: Não, não é. Willie está tentando vender-me algumas novas ideias para variações no experimento.

Willie: Ontem, depois do almoço, enquanto vocês dois participavam do resto da conferência, eu escrevi um programa que desativa o gatilho quando duas partículas estão presentes. Eu também escrevi um programa que é, de uma maneira, o oposto; em vez de desligar o gatilho quando o psi-lepton aparece, esse programa não liga o gatilho até que a segunda partícula apareça. Ele está carregado agora mesmo.

Tad: Espere, diga-me se eu compreendo corretamente. O gatilho inicialmente está desligado, mas, se duas partículas aparecerem na câmara, o programa ligará o gatilho?

Willie: Agora você é o mestre do resumo?

Tad: Claro, Willie. Mas por que em absoluto nós estamos preocupando-nos de rodar esse programa? Eu acho que é obvio o que aparecerá: independentemente de se a hipótese de viajem no tempo está correta, se o gatilho é desligado, então parecerá exatamente como o teste sem o gatilho que nós executamos segunda-feira, o Teste 16; o psi-lepton viverá sua vida e decairá normalmente.

Carlene: Talvez, talvez não. Nós pensamos que sabíamos com o que nossos dados parecer-se-iam da primeira vez que nós isolamos o psi-lepton, mas então nós certamente estávamos errados. A fim de abordarmos esse problema cientificamente, nós precisamos de dados sólidos, não de especulação. Nosso conhecimento do comportamento do psi-lepton é baseado quase inteiramente em nossa teoria, e esse gatilho coloca outro fator imprevisível na equação. Eu realmente não acho que nós podemos presumir qualquer coisa neste momento.

Tad: O que mais poderia acontecer?

Willie [pressionando algumas teclas]: Bem, vamos descobrir. (Ver Figura 4.1)

[47]

Fig. 4.1 Um Loop Causal?1


Carlene [sorrindo]: E é por isso que nós nunca devemos presumir que nós sabemos qual será o resultado de um experimento.


Tad agarra uma impressão do Teste 19.


Tad: Como isso é possível? Esses resultados parecem-se com os de outros testes, quando o gatilho estava ligado.

Carlene: Então, a assim chamada segunda partícula, o psi-lepton, ligou o gatilho que causou a viajem no tempo.

[48]Tad: Isso não deveria ter acontecido mesmo se a hipótese de viajem no tempo fosse verdadeira. Quando o programa foi iniciado, não havia gatilho, e sem gatilho quer dizer sem partícula. Portanto, a menos que isso somente aconteceu para ser uma em oito bazilhões de vezes que outra partícula apareceu espontaneamente na câmara, o experimento deveria ter ocorrido exatamente como o Teste 16.

Willie: Bem, o gatilho permanecendo desligado teria sido consistente com nossa hipótese; contudo, eu acredito que os resultados atuais também são consistentes.

Tad: Como você pode dizer isso? A segunda partícula claramente está presente nesses resultados! De acordo com a sua teoria, a segunda partícula não deveria aparecer a menos que o gatilho cause-a, mas o gatilho estava desligado nesse programa, assim não havia nada para causar a segunda partícula.

Willie: Não tão rápido, considere isto: a anômala segunda partícula apareceu, causando o programa a ativar o gatilho; o gatilho então causou o psi-lepton a mudar sua direção temporal, assim viajando para o tempo anterior. O gráfico pareceria exatamente como ele parece na impressão que você está segurando.

Tad: Mas não houve nada para causar a viajem no tempo.

Willie: Sim, houve; o gatilho causou-a.

Tad: Mas o gatilho estava desligado.

Willie: O gatilho inicialmente estava desligado mas a presença do psi-lepton revertido no tempo na câmara ligou-o.

Tad: Mas a partícula não deveria estar lá!

Willie: Mas ela estava.

Tad [contendo a frustração]: Mas não havia nada para causá-la estar lá.

Willie: O gatilho causou.

Carlene [interrompendo]: Caras, vocês estão dando voltas em círculos.

[49]Willie: Que frase feliz! Sim, nós estamos falando aqui sobre a possibilidade de um loop causal, no qual cada evento está entre suas próprias causas.

Tad: Um loop causal? Oh, por favor. O que poderia ter causado o loop mesmo? Não há razão em absoluto para que nós devêssemos ter um loop de partícula – gatilho em vez de nenhum loop.

Willie: Parecem haver muitas causas possíveis; por exemplo, ao iniciar o acelerador, nós poderíamos ter causado o loop.

Tad: Espere, não, isso não pode estar certo. Como nós já vimos, muitas coisas poderiam ter acontecido depois que nós iniciamos o acelerador; nós obtivemos resultados diferentes no passado. Iniciar o acelerador não foi suficiente para garantirmos que o loop ocorresse – presumindo que haja um loop de qualquer modo – assim, como isso pode ter sido a causa?

Carlene: Bem, se nós não tivéssemos iniciado o acelerador, então o loop causal não teria ocorrido. Lembre-se de ontem quando nós dissemos que o Big Bang causou tudo que ocorreu depois? É o mesmo tipo de coisa; se o Big Bang não tivesse ocorrido, nenhum dos eventos desde então ocorreria. Mas não está mais claro como que o Big Bang garantiu qualquer um dos eventos particulares que se seguiram do que ligando o acelerador garantiu o loop causal.

Tad [olhando inexpressivamente]: Certo, Professora, eu entendo o que você está dizendo, mas eu ainda não estou certo como algum evento poderia ser a causa de outro se é possível que o primeiro ocorra sem o segundo. Aqui está o que eu estava compreendendo. Uma vez que o experimento inciou, ali precisa ter havido algumas condições que levaram à ocorrência do loop em vez da vida ordinária e do decaimento de um único psi-lepton.

Willie: Nossos resultados atuais são somente uma maneira pela qual isso poderia ter prosseguido; nada sobre nossa instalação implicava que nós obteríamos os resultados que nós obtivemos, com o gatilho, em vez de sem o gatilho.

Tad: Então como nós explicamos os resultados que obtivemos?

Willie: Para iniciantes, nem todos os eventos são completamente determinados exclusivamente pelas condições iniciais e as leis da natureza; por exemplo, a mecânica [50]quântica, em uma interpretação padrão, é uma teoria indeterminística. Dadas as leis da natureza e o estado do universo em um momento, somente há uma certa probabilidade de que algum estado possível do universo seguir-se-á, e essa probabilidade não é de 100 por cento. Se isso é verdadeiro – e todos os eventos requerem uma explicaçãoentão, de algum modo, nós necessitamos de explicação de eventos subdeterminados.

Tad: Que é?

Carlene: Nós pensamos sobre explicação em termos de causas todo o tempo, Tad, frequentemente assim: alguns eventos causam outros eventos se e somente se o evento – efeito é menos provável de ocorrer quando o evento – causa não ocorre. Durante esse teste nós usamos o novo programa de Willie, o qual começa com o gatilho desligado, mas o liga sempre que duas partículas são detectadas na câmara. Se nós simplesmente tivéssemos deixado o gatilho desligado, então o loop causal – quase certamente – não teria ocorrido, assim é razoável pensar que usando esse programa – em adição ao início do acelerador, o Big Bang, e assim por diante causou o loop a ocorrer. Isso parece uma explicação muito boa.

Tad: Mas nós iniciamos com o gatilho desligado; isso é exatamente como nós começamos vários outros testes. Não houve diferença nas condições iniciais que levassem à ocorrência do loop.

Willie: Como você pode dizer que as condições iniciais eram as mesmas? A dra. Rufus há pouco mencionou como o computador estava executando um programa diferente e como isso afetou os possíveis resultados.

Tad: O gatilho inicialmente estava desligado, então eu não percebo como isso faz qualquer diferença. Em termos de probabilidade, a chance de um segundo psi-lepton aparecer espontaneamente na câmara está na ordem debem, a probabilidade é essencialmente zero. Mas esse é o único modo pelo qual outro psi-lepton poderia ter encontrado seu caminho para dentro da câmara, e esse é o único modo pelo qual o programa poderia ter ligado o gatilho.

Carlene: Willie, mesmo embora você tenha feito um caso plausível, eu tenho de admitir considerar o loop causal uma ideia dúbia.

[51]Willie: Certo, talvez nós devêssemos considerar uma interpretação diferente de nossos resultados. Vocês igualmente parecem assumir que cada fenômeno em nosso universo admite uma explicação, que é causado, e assim por diante.

Carlene: Essa é a melhor atitude a se tomar em ciência.

Willie: Metodologicamente isso pode ser correto, mas teoricamente pode ser um pouco presunçoso.


A Dr. Rufus ergue as sobrancelhas em ofensa genuína.


Carlene: Ande cuidadosamente.

Willie: Olhe, talvez seja um loop causal, o qual, por si mesmo, pode ser inexplicável. O Big Bang poderia ser inexplicável, também, assim como o porquê do universo ser governado por leis da maneira que é. Qualquer evento sobre o qual a mecânica quântica conta-nos que era extremamente improvável também pode ser inexplicável; citar baixas probabilidades dificilmente explica por que o evento improvável ocorre. Nosso loop causal – se é isso que ele é – é, eu acho, um bom candidato para ser uma sequência inexplicável de eventos. Importaria se ele fosse inexplicável? Você realmente sugeriria que nós ignorássemos os resultados diante de nós por causa de uma posição filosófica sobre explicação?

Tad: Você sabe mesmo o que ‘ande cuidadosamente’ significa?

Carlene: Está tudo bem, Tad; Willie tem uma questão. Nós temos um resultado com o qual nós temos de lutar, e a melhor maneira é conseguir mais resultados.

Willie: Eu acho que parte do problema é que nós estamos acostumados a pensar em causas e efeitos de um modo linear. Normalmente causas são variáveis independentes, e os efeitos são variáveis dependentes; a cadeia causal usualmente não se liga a si mesma.


Os três sentam-se em silêncio por um instante.


Carlene: Então, em nosso suposto loop causal, cada evento é igualmente sua própria causa e seu próprio efeito.

[52]Willie: Sim, eu não acho que qualquer evento em nosso loop realmente se adéque a nossas suposições usuais sobre relações de causa e efeito; eu não acho que nós devemos tentar identificar a causa de nosso loop em termos das relações lineares ordinárias com as quais nós estamos acostumados a lidar.

Tad: Talvez eu seja muito linear em meu pensamento. Então, novamente, talvez esses loops não façam qualquer sentido.

Carlene: Certo, agora eu acho que nós devemos tentar nossa primeira ideia, o programa que desliga o gatilho quando uma segunda partícula é detectada. Eu acredito que este teste será aquele que nos dará clara evidência para ou contra a hipótese de viajem no tempo. Nós temos todo o tempo do mundo para análise de dados e especulação filosófica.

Willie: Eu estou carregando o primeiro programa agora mesmo.

Tad: Eu ainda não acho que loops causais façam qualquer sentido. Ele tornam todos os tipos de situações ridículas possíveis.

Willie: Tais como?

Tad: Bem, uma vez eu assisti a este filme chamado de Somewhere in Time, mas eu não lembro muito sobre ele.

Carlene: Do que você lembra-se?

Tad: Eu lembro de que havia um jovem que era visitado por uma senhora idosa nos anos 70, e ela dá-lhe um relógio antes de partir dizendo somente, “volte para mim”. Muitos anos depois, em um hotel, o jovem vê uma foto antiga de uma bela atriz que o fascina. Ele pesquisa um pouco e descobre a foto daquela atriz como uma senhora idosa, e ele compreende que era a mesma quem o dera o relógio. Depois de falar com algum esquisito que escreveria um livro sobre como viajar no tempo através da auto-hipnose, o jovem volta no tempo a 1920. Uma vez lá, ele descobre a jovem atriz, e eles apaixonam-se. Antes de retornar aos anos 70, o jovem dá o relógio à atriz para que ela desse-o a ele quando ela fosse mais velha. E assim a história do relógio forma um loop completo, o que não faz sentido.

[53]Willie: Isso é uma recordação bem decente, eu diria. Mas o que está errado com o relógio? Isso soa para mim como se compreendesse uma história causal perfeitamente consistente: o homem deu-o à atriz em 1920; ela portou-o consigo até os anos 70, ponto no qual ela deu-o a ele; então ele retornou-o a 1920 e devolve-o a ela.

Tad: O que está errado? Ninguém construiu o relógio!

Willie: Então?

Tad: Então, isso é impossível! Relógios não aparecem simplesmente do nada, Willie!

Willie: Mas não apareceu do nada; supõe-se que o primeiro aparecimento do relógio em 1920 é o resultado de viajem no tempo do futuro.

Tad: E, como eu disse o tempo todo, esse é o problema subjacente, a causação reversa. Há outro problema, também. A fim de que a história seja consistente, o relógio teria de ser exatamente o mesmo quando a atriz primeiro o recebeu e quando o homem levou-o de volta no tempo para dá-lo a ela, certo?

Willie: Definitivamente.

Tad: Se isso é verdadeiro, contudo, então o relógio em absoluto não seria capaz de envelhecer. A atriz portou-o por cinquenta anos aproximadamente; mesmo se você assumisse que o relógio não enferruja ou arranha-se, como queiras, sua entropia ainda teria aumentado através do tempo.

Willie: Então o mundo exterior deve ter despendido energia para retornar o relógio a seu estado inicial. Tudo que isso vai mostrar é que quanto mais longo o tempo entre a chegada e a partida do relógio, e quanto maior ele é, maior a energia que é requerida para retorná-lo ao estado anterior. Isso poderia acontecer quando o relógio viaja no tempo. Oh, o programa está pronto para prosseguir.

Tad: Eu ainda digo que não há necessidade de executar esse programa.

Willie [parecendo entretido]: Você está com medo de que seja provado que você está errado se nós executarmos este teste?

[54]Tad: Não, porque não há dúvida em minha mente que será provado que eu estou certo; eu apenas estou tentando poupar algum dinheiro do DDE. Se nós pudéssemos desligar o gatilho após o aparecimento da segunda partícula que foi causada pelo gatilho – o que claramente nós podemos – então nós obviamente terminaríamos com uma contradição. Isso significa que causação reversa é impossível, exatamente como eu disse todo o tempo.

Carlene: Você está tão confiante em suas previsões sobre este teste como você estava sobre o último?

Willie: Ei, nós todos podemos ser surpreendidos pelos resultados. Tad, você está pronto?

Tad: Sempre.


Os três reúnem-se atentamente.


Fig. 4.2 Os Resultados Realmente Estranhos.



[
55]Tad [estudando o monitor]: Bem, eu estou feliz de que nós executamos o teste, mas, como eu esperava, isso parece como se a hipótese de viajem no tempo estivesse desfechada. Se a segunda partícula realmente era a partícula original viajando de volta no tempo como resultado do gatilho, então ela não deveria ter aparecido. Agora nós temos a partícula anômala aparecendo sem o gatilho. Ela vive sua breve vida e decai na hora certa para o psi-lepton ultrapassá-la. Parece que nós estamos de volta à mesa de desenhos.

Carlene: Bem, isso está assumindo que o programa executou como pretendido. Willie?

Willie: Eu estou quase certo de que funcionou. Baseado no teste anterior, o computador obviamente pode ligar ou desligar o gatilho no intervalo de somente um par de nanosegundos. Deixe-me checar. Sim, o log de diagnóstico mostrou que o gatilho foi desligado depois do aparecimento da segunda partícula.


Willie pensa para si mesmo enquanto Tad e a Dra. Rufus discutem quietamente os resultados.


Carlene: O que você acha, Willie?

Willie: Eu tenho de admitir que a possibilidade de que o gatilho causou o psi-lepton a viajar de volta no tempo está parecendo duvidosa agora; não ouve evento – gatilho, mas ainda há o caminho do que nós pensamos que era o psi-lepton viajando no tempo. Tudo que nós vimos antes sugere que essa partícula anômala não deveria ter aparecido, mas apareceu, desta vez também com um psi-lepton aparentemente completamente normal na câmara.

Carlene: Se o gatilho não estava causando a segunda partícula, então por que ela não apareceu no Teste 18, ou em qualquer dos testes anteriores, quando o gatilho não estava no lugar? Por que agora? Quanto a essa questão, quando haviam duas partículas, por que elas duas desapareceram? Nunca apareceu como uma colisão ou aniquilação. Mas vejam aqui nas tabelas de dados: agora nós estamos vendo um leve distúrbio no campo magnético igualmente em t=5 e t=7 nanosegundos, mas nenhuma [56]colisão, uma vez que a partícula normal continua ao longo de sua trajetória esperada. Nós temos a segunda partícula, nenhuma colisão, e a partícula normal vivendo sua vida completa.

Willie: Você acha que viajem no tempo ainda pode estar envolvida?

Carlene: Bem, eu tenho de concordar com Tad que a hipótese de viajem no tempo não está parecendo tão boa no momento. Esse foi somente um teste, contudo; há mais trabalho a fazer. Quem sabe? Vamos terminar isso por agora. Eu verei vocês amanhã, colegas.


Dia seguinte


ORIGINAL:

Carroll, John W., et al., A Time Travel Dialogue. Cambridge, UK: Open Book Publishers, 2014. http://dx.doi.org/10.11647/OBP.0043 pp. 45-56.


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY 4.0

1Para ver uma animação de quaisquer das ilustrações online de Quinta-feira visite http://www.openbookpublishers.com/product/256#resources

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