Uma Investigação Filosófica sobre a Origem das Nossas Ideias do Sublime e do Belo
Por Edmund Burke
Parte IV
[235]Seção XXI Doçura, sua Natureza
Nem é apenas no toque (touch) que corpos lisos (smooth bodies) causam prazer positivo por relaxamento. No cheiro (smell) e gosto (taste), nós encontramos todas as coisas de acordo com eles, e que são comumente chamadas de doces (sweet), serem de uma natureza lisa, e que evidentemente todas elas tendem a relaxar seus respectivos sensórios. Consideremos primeiro o gosto. Uma vez que é mais fácil investigar a propriedade de líquidos, e uma vez que todas as coisas parecem carecer de um veículo fluido para as tornar de qualquer maneira saboreadas (tasted), eu pretendo antes considerar as partes líquidas em vez das sólidas da nossa comida. Os veículos de todos os gostos são água e óleo. E o que determina o gosto é algum sal, o qual afeta variadamente de acordo com sua natureza, ou sua maneira de ser combinada com outras coisas. Água e óleo, simplesmente considerados, são capazes de conceder algum prazer ao gosto. A água, quando simples, é insípida, inodora, sem cor e lisa; ela é considerada, quando não gelada (not cold), ser uma grande resolvedora de espasmos e lubrificadora das fibras; isso provavelmente pode se deve à sua lisura (smoothness). Pois, como a fluidez (fluidity) depende, de acordo com a opinião mais geral, da rotundidade (roundness), lisura e coesão fraca das partes componentes de qualquer corpo, e como a água age meramente como um simples fluido, segue-se que a causa da sua fluidez, da mesma maneira é a causa da sua qualidade relaxante, a saber, a lisura e textura escorregaria (slippery texture) das suas partes. O outro veículo dos gostos é o óleo. Também esse, quando simples, é insípido, inodoro, sem cor e liso ao toque e gosto. Ele é mais liso do que a água e, em muitos casos, ainda mais relaxante. O óleo é em algum grau agradável para o olho, [236]o toque e o gosto, insípido como ele é. A água não é tão graciosa; o que eu não sei sobre qual princípio explicar, senão que a água não seja tão suave (soft) e lisa (smooth). Suponha que a este óleo ou a esta água foi adicionado uma certa quantidade de um sal específico, o qual teve um poder para colocar papilas nervosas da língua em um movimento vibratório gentil; como se supõem açúcar dissolvido nisso. A lisura do óleo e o poder vibratório do sal causam a sensação (sense) que nós chamamos de doçura. Em todos os corpos doces, o açúcar, ou uma substância muito pouco diferente do açúcar, é constantemente encontrada. Toda espécie de sal, examinada pelo microscópio, tem a sua própria forma distinta, regular, invariável. Aquela do salitre (nitre) é oblonga pontuda (pointed oblong); aquela do sal marinho (sea-salt), um cubo exato; aquela do açúcar, um globo perfeito. Se você tiver testado como corpos globulares, como as bolinhas de gude (marbles) com as quais os meninos se divertem, têm afetado o toque quando elas são roladas para trás e para frentes e umas sobre as outras, você facilmente conceberá como a doçura, a qual consiste em um sal de uma tal natureza, afeta o gosto; pois um único globo (embora um pouco agradável para o sentimento), contudo, pela regularidade de sua forma, e pelo o desvio um pouco súbito demais das suas partes a partir da linha reta, não está nada próximo de agradável ao toque quanto vários globos, onde a mão ergue-se gentilmente para e um cai para outro; e esse prazer é grandemente intensificado se os globos estão em movimento e deslizando uns sobre os outros; pois essa variedade suave evita aquele cansaço (weariness) que, de outra maneira, a disposição uniforme de vários globos produziria. Desse modo, em licores suaves, as partes do veículo fluido, embora muito provavelmente redondas (round), são, contudo, tão minúsculas, quanto a ocultar a figuras das suas partes componentes da investigação mais precisa do microscópio; [237]e consequentemente, sendo tão excessivamente minúsculas, elas têm um tipo de simplicidade plana (flat) para o gosto, assemelhando-se aos efeitos de planos (plain) corpos lisos ao toque; pois se um corpo for composto de partes redondas excessivamente pequenas, e empacotado bem junto, a superfície será tanto para a visão quanto para o toque como se ele fosse quase plano e liso. É claro a partir da revelação de sua figura para o microscópio, que as partículas de açúcar são consideravelmente maiores do que aquelas da água ou do óleo, e, consequentemente, que os efeitos delas a partir de sua rotundidade serão mais distintos e palpáveis para as papilas nervosas daquele delicado órgão da língua; elas induzirão aquela sensação chamada de doçura, a qual, de uma maneira fraca, nós descobrimos nos óleos, e, de uma maneira ainda mais fraca, na água; pois, insípidos como eles são, a água e o óleo são em algum grau doces; e pode ser observado que coisas insípidas de todos os tipos aproximam-se mais da natureza da doçura do que daquela de qualquer outro gosto.
Seção XXII Doçura Relaxante
Nós outros sentidos, nós temos observado que coisas lisas são relaxantes. Agora deveria parecer que coisas doces, as quais são as lisas para o gosto, também são relaxantes. É notável que em algumas linguagens macio (soft) e doce (sweet) são apenas um nome. Doux em francês significa macio e doce. O latim dulcis e o italiano dolce, em muitos casos, têm o mesmo significado duplo. Que coisas doces são geralmente relaxantes, é evidente; porque todas essas, especialmente aquelas que são mais oleosas (oily), tomadas frequentemente, ou em uma grande quantidade, debilitam demais o tom do estômago. [238]Os cheiros doces, os quais comportam uma grande afinidade com gostos doces, relaxam muito notavelmente. O cheiro de flores dispões as pessoas à sonolência (drownsiness); e esse efeito relaxante é ainda mais aparente a partir do prejuízo que as pessoas de nervos fracos recebem a partir do uso delas. Devia valer a pena examinar se os gostos desse tipo, os doces, são gostos que são causados pelos óleos lisos e um sal relaxante, não são originalmente gostos agradáveis. Para muito, os quais o uso tornou como tal, eles não eram de maneira nenhuma inicialmente agradáveis. A maneira de examinar isso é experimentar o que a natureza originalmente proporcionou para nós, o que ela, indubitavelmente, tornou originariamente agradável; e analisar essa provisão (provision). Leite (Milk) é o primeiro suporte da nossa infância. As partes componentes dele são água, óleo e um tipo de sal muito doce, chamado de açúcar do leite. Todos esses, quando misturados, têm uma grande lisura para o gosto, e uma qualidade relaxante para a pele. A próxima coisa que crianças desejam são frutas, e frutas aquelas que são principalmente doces; e todos sabem que a doçura da fruta é causada por uma óleo sútil, e um sal tal como aquele mencionado na última seção. Subsequentemente, costume, hábito, o desejo de novidade, e mil outras causas, confundiram, adulteraram e mudaram os nossos paladares (palates), de modo que não mais podemos raciocinar com qualquer satisfação sobre eles. Antes de nós deixarmos este artigo, nós temos de observar que coisas lisas são, como tais, agradáveis ao gosto, e são consideradas de uma qualidade relaxante; assim, por outro lado, coisas que são consideradas por experiência serem de uma qualidade fortalecedora (strengthening), e aptas para fortalecerem as fibras, são, quase universalmente, rugosas (rough) e pungentes para o gosto e, em muitos caso, rugosas até para o toque. Nós frequentemente aplicamos a qualidade da doçura, metaforicamente, a objetos visuais. [239]Para melhor levarmos a cabo essa analogia notável dos sentidos, nós aqui podemos de doçura a beleza do gosto.
Seção XXIII Variação, porque Bela
Outra propriedade principal dos objetos belos é que a linha das suas partes está continuamente variando sua direção; mas ela varia por um desvio muito insensível; ela nunca a varia tão rapidamente quanto a surpreender, ou, através da agudeza do ângulo, causar qualquer contração ou convulsão do nervo óptico. Nada continuado por muito da mesma maneira, nada variado muito subitamente, pode ser belo; porque ambos são opostos àquele relaxamento que é o efeito característico da beleza. É dessa maneira para todos os sentidos. Um movimento em uma linha reta é aquela maneira de se mover próxima a uma descida muito gentil, na qual nós encontramos a menor resistência; contudo, não é aquela maneira de se mover que é próxima de uma descida que nos cansa menos. O descanso (rest) certamente tende a relaxar: contudo, há uma espécie de movimento que relaxa mais do que o descanso; um movimento oscilatório gentil, um subir (rising) e descer (falling). Balançar (Rocking) adormece melhor crianças do que o descanso absoluto; de fato, escassamente há qualquer coisa, em qualquer idade, que dê mais prazer do que ser gentilmente levando (lifted up) e baixado (down); a maneira de brincar que as cuidadoras (nurses) usam com suas crianças, e a pesagem (weighing) e o balanço (swinging) usados por elas mesmas depois como um divertimento (amusement) favorito, evidenciam isso muito suficientemente. A maior parte das pessoas tem de ter observado o tipo de sensação que elas têm tido ao serem movidas rapidamente dentro de uma carruagem (coach) agradável sobre uma grama lisa, com [240]descidas e declives graduais. Isso dará uma ideia melhor do belo, e indicará a sua causa provável, melhor do que quase qualquer outra coisa. Pelo contrário, quando alguém é apressado através de uma estrada acidentada, rochosa, quebrada, a dor sentida por essas desigualdades súbitas, revela porque visões, sentimentos e sons similares são tão contrários à beleza; e com respeito ao sentimento, é exatamente o mesmo em seu efeito, ou quase aproximadamente o mesmo, se, por exemplo, eu mover minha mão ao longo da superfície de um corpo de uma certa forma, ou se tal corpo é movido ao longo da minha mão. Mas para esclarecer essa analogia dos sentidos com o olho; se um corpo apresentado àquele sentido tem uma superfície tão ondulante que os raios de luz refletidos a partir dela estão um desvio insensível contínuo do mais forte para o mais fraco (o que é sempre o caso em uma superfície gradualmente desigual), ela deve ser exatamente similar em seus efeitos sobre o olho e o toque; sobre um dos quais ela opera diretamente, sobre o outro, indiretamente. E esse corpo será belo se as linhas que compõem a sua superfície não forem contínuas, exatamente variadas, de uma maneira que possa cansar ou dissipar a atenção. A variação mesma tem de ser continuamente variada.
Seção XXIV Relativo à Pequeneza
Para evitar a mesmidade que pode surgir a partir da repetição frequente demais dos mesmos raciocínios, e de ilustrações da mesma natureza, eu não entrarei muito minuciosamente em cada particular que diz respeito à beleza, e que é encontrado na disposição da sua quantidade, ou na sua quantidade mesma. Falando-se da magnitude de [241]corpos, há uma grande incerteza, porque as ideias de grande e pequeno são termos quase inteiramente relativos às espécies dos objetos, as quais são infinitas. É verdadeiro que uma vez determinada a espécie de qualquer objeto, e as dimensões comuns aos indivíduos dessa espécie, nós podemos observar alguns que excedem, e alguns que são insuficientes em relação, o padrão ordinário: aqueles que o excedem muito, são, por esse excesso, com a condição de que a espécie mesma não seja muito pequena, antes grandes e terríveis do que belo; mas, como no mundo animal, e, em uma boa medida da mesma maneira no mundo vegetal, as qualidades que constituem a beleza possivelmente podem estar unidas a coisas de grandes dimensões; quando ela estão unidas dessa maneira, elas constituem uma espécie um pouco diferente tanto do sublime quanto do belo, a qual eu chamei antes de fino (fine); mas esse tipo, eu imagino, não tem um poder tão grande sobre as paixões, quer como corpos vastos, que são dotados com as qualidades correspondentes ao sublime; quer como as qualidades da beleza têm quando unidas em um objeto pequeno. A afeição produzida por corpos grandes adornados com os despojos da beleza é uma tensão continuamente aliviada; a qual se aproxima da natureza da mediocridade. Mas, se eu devesse dizer como me considero afetado em tais ocasiões, eu deveria deveria dizer que o sublime sofre menos ao estar unido a algumas das qualidades da beleza, do que a beleza o faz ao ser conjugado à grandeza de quantidade, ou a quaisquer outras qualidades do sublime. Há alguma coisa tão predominante (overruling) no que quer nos inspira com admiração (awe), em todas as coisas que pertencem muito remotamente ao terror, que nada mais pode se aguentar na presença delas. Ali jazem as qualidade da beleza ou mortas ou inoperantes, ou, no máximo, exercidas para acalmar o rigor e a severidade (sternness) do terror, o qual é o acompanhante natural da [242]grandeza. Além da grandeza extraordinária em cada espécie, o oposto disso, o anânico (dwarfish) e o diminutivo, deveriam ser considerados. A pequeneza (littleness), meramente como tal, não tem nada contrário à ideia de beleza. O beija-flor (humming-bird), tanto em forma quanto em coloração, não se rende a ninguém da espécie alada, da qual ele é o menor; e talvez a sua beleza seja intensificada pela sua pequeneza (smallness). Mas há animais que, quando eles são extremamente pequenos, raramente (se alguma vez) são belos. Há um tamanho anânico de homens e mulheres, o qual é quase constantemente tão bruto (gross) e massivo em comparação com a sua altura (height) que eles nos apresentam uma imagem muito degradável. Mas devesse um homem ser encontrado não acima de dois ou três pés de altura, supondo que uma tal pessoa tivesse todas as partes do corpo dela de uma delicadeza adequada a tal tamanho, e, de outra maneira, dotado com as qualidades comuns de outros corpos belos, eu estou bastante bem convencido de que uma pessoa dessa estatura poderia ser considerada como bela; poderia ser o objeto de amor; poder conceder-nos ideias muito agradáveis ao vê-lo. A única coisa que possivelmente poderia interpor-se para restringir o nosso prazer é que tais criaturas, de qualquer maneira formadas, são incomuns e, portanto, frequentemente consideradas como alguma coisa monstruosa. O grande e o gigante, embora muito compatível com o sublime, é contrário ao belo. É impossível supor um gigante o objeto de amor. Quanto nós deixamos a nossa imaginação solta em romance, as ideias que nós naturalmente anexamos àquele tamanho são aquelas de tirania, crueldade, injustiça, e toda coisa horrível e abominável. Nós retratamos o gigante devastando o país, pilhando o viajante inocente e, depois, devorando carne meio-viva; tais são Polifemo, Caco e outros, quem fazem uma figura tão grande em romances e [243]poemas heroicos. O evento que nós acompanhamos com a maior satisfação é a sua derrota e morte. Eu não me lembro, em toda a multidão de mortes com a qual a Ilíada está cheia, que a queda de qualquer homem, notável por sua grande estatura e força, tocou-nos com piedade; nem parece que o autor, tão conhecedor da natureza humana, alguma pretendeu que devesse. É Simoisius, na suave floração da juventude, arrancado dos seus pais, quem treme por uma coragem tão mal adequada para sua força; é outro apressado pela guerras dos novos abraços da sua noiva, jovem e bela, e um novato no campo de batalha, quem nos comove pelo seu destino prematuro. Aquiles, a despeito das muitas qualidades de beleza que Homero concedeu a sua forma exterior, e das muitas grandes virtudes com as quais ele adornou o caráter dele, nunca pode nos fazer amá-lo. Pode ser observado que Homero concedeu aos troianos, cujo destino ele tinha projetado para excitar a nossa compaixão, infinitamente mais das virtudes agradáveis, sociais do que ele distribuiu entre os gregos. Com respeito aos troianos, a paixão que ele escolhe excitar é a piedade (pity); a piedade é uma paixão fundada no amor; e essas virtudes menores (lesser) e, se eu posso dizer, domésticas, são certamente as mais agradáveis. Mas ele tornou os gregos muito superiores a eles nas virtudes políticas e militares. Os conselhos de Príamos são fracos, as armas de Heitor, comparativamente débeis; sua coragem, muito abaixo daquela de Aquiles. Contudo, nós amamos Príamo mais do que Agamenon, e Heitor mais do que o seu conquistador Aquiles. A admiração é a paixão que Homero excitaria em favor dos gregos, e ele fez isso ao conceder-lhes virtudes que têm pouco a ver com amor. Essa breve digressão talvez não esteja inteiramente além do nosso propósito, onde a nossa ocupação é mostrar que os objetos de [244]grandes dimensões são incompatíveis com a beleza, e mais incompatíveis conforme eles são grandes; ao passo que o pequeno, se alguma fez ele é falho quanto à beleza, essa falha não deve ser atribuída ao seu tamanho.
Seção XXV Da Cor
Com respeito à cor, a investigação é quase infinita; mas eu concebo que os princípios estabelecidos no começo desta parte são suficientes para explicar os efeitos de todas, assim como os efeitos agradáveis de corpos transparentes, quer sólidos, quer líquidos. Suponha que eu olhe para uma garrafa de licor turvo, ou de uma cor azul ou vermelha; os raios azuis e vermelhos não podem passar claramente para o olho, mas são súbita e desigualmente parados pela intervenção de pequenos corpos opacos, o que, sem preparação, muda a ideia, e muda-a também em um desacordo com a sua própria natureza, de acordo com os princípios estabelecidos na seção 24. Mas quando o raio passa sem tal oposição através do vidro ou licor, quando o vidro ou licor são bastante transparentes, a luz é algumas vezes atenuada na passagem, o que a torna mais agradável mesmo que em relação à luz; e o licor refletindo todos os raios da sua cor apropriada uniformemente, e tem um tal efeito sobre o olho, como corpos opacos lisos têm sobre o olho e o toque. De modo que o prazer aqui é composto da suavidade (softness) da luz transmitida, e da uniformidade (evenness) da refletida. Esse prazer pode ser intensificado pelos princípios comuns em outras coisas, se a forma do vidro que contém o licor transparente for tão judiciosamente variada, quanto a apresentar a cor gradual e [245]intercambiavelmente, enfraquecida e fortalecida com toda a variedade de julgamento em assuntos dessa natureza deverá sugerir. Em uma análise de tudo que tem sido dito dos efeitos, assim como das causas de ambos, parecerá que o sublime e o belo são construídos sobre princípios muito diferentes, e que as afeições deles são muito diferentes: o sublime (great) tem o terror como sua base, o qual, quando é modificado, causa aquela emoção na mente que eu tenho chamado de espanto (astonishment); o belo está fundando no mero prazer positivo, e excita na alma aquele sentimento que é chamado de amor. As causas dele foram tornadas o tema desta quarta parte.
ORIGINAL:
BURKE, E. A Philosophical Inquiry into the Origin of our Ideas of the Sublime and Beautiful. IN:______. The Works of the Right Honorable Edmund Burke. Volume I. Boston: Little, Brown, and Company, 1877. pp. 235-245. Disponível em: <https://archive.org/details/worksofrighthono01burk/page/235/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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