terça-feira, 12 de outubro de 2021

Um Ensaio para Uma Nova Teoria da Visão - Dedicatória do Autor & Conteúdos

Por George Berkeley


Dedicatória do Autor


[117]Ao Muito Honorável Sir John Percivale, Baronete.1,

Um dos mais Honoráveis Membros do Conselho Privado de Sua Majestade

No Reino da Irlanda


Sir,

Eu não poderia, sem fazer violência a mim mesmo, evitar essa ocasião de dar testemunho público da grande e bem fundamentada estima que eu concebi por você, sempre desde que eu tive a honra e felicidade de sua familiaridade. As vantagens exteriores da fortuna, e as honras iniciais com as quais você foi adornado, juntamente à reputação que se sabe você ter entre os melhores e mais considerados homens, bem podem imprimir veneração e estima nas mentes daqueles que o contemplam à distância. Mas esses não são os motivos principais que me inspiram o respeito que eu nutro por você. Uma perspectiva mais próxima dera-me a visão de alguma coisa infinitamente além dos ornamentos externos de honra e posição em sua personalidade. Eu quero dizer, um estoque intrínseco de virtude e bom senso, uma verdadeira preocupação por religião, e um amor desinteressado por seu país. Adicione a isso uma proficiência incomum nas melhores e mais úteis partes do conhecimento; juntamente a (o que, em minha mente é [118]uma perfeição do primeiro escalão) uma excepcional bondade de natureza. Tudo o qual eu reuni, não dos incertos relatos da fama, mas a partir de minha própria experiência. Dentro desses poucos meses que eu tenho a honra de ser conhecido de você, as muitas horas que eu passei em sua agradável e aprimoradora conversa concederam-me a oportunidade de descobrir em você muitas excelentes qualidades, as quais de uma vez só me enchem de admiração e estima. Que alguém nesses anos, e nessas circunstâncias de riqueza e grandeza, deva continuar a provar contra os charmes da luxúria e aqueles prazeres criminosos tão ao estilo popular e predominantes na época na qual nós vivemos; que ele deva preservar um comportamento doce e modesto, livre daquele ar insolente e pretensioso tão familiar àqueles que estão posicionados acima da classe ordinária de homens; que ele deva administrar uma grande fortuna com aquela prudência e consideração e, ao mesmo, despenda-a com essa generosidade e nobreza de mente, como que a revelar a si mesmo igualmente distante de uma parcimônia sórdida e de uma generosa profusão imprudente das coisas boas com as quais ele está confiado – isso, certamente, foi admirável e louvável. Mas que, além disso, ele deva, por um exercício imparcial de sua razão e leitura constante das Escrituras sagradas, tentar obter uma noção correta dos princípios da religião natural e revelada; que ele deva, com a preocupação de um verdadeiro patriota, ter o interesse do público no coração, e não omitir meio de se informar que possa ser prejudicial ou vantajoso para seu país, a fim de prevenir um e promover outro; para resumir, que, por uma aplicação constante aos mais severos e úteis estudos, por uma observação estrita das regras de honra e virtude, por reflexões sérias e constantes sobre as medidas equivocadas do mundo, e o verdadeiro fim e felicidade da humanidade, ele deva, em todos os respeitos, qualificar a si mesmo bravamente para conduzir a raça que está prescrita diante dele, para merecer o carácter de grande e bom nesta vida, e ser sempre feliz na outra vida – isso foi surpreendente e quase incrível. Tudo isso porém, e mais do que isso, Sir, poderia eu dizer justamente de você, quer sua modéstia permitisse-o, ou sua personalidade estivesse em necessidade disso. Eu sei que merecidamente poderia ser considerada uma vaidade em mim imaginar que qualquer coisa vinda de uma mão tão obscura quanto a minha poderia adicionar um lustre a sua reputação. Mas, não obstante, eu sou sensível a quão [119]longe em fiz progresso no meu próprio interesse, ao obter esta oportunidade para tornar conhecido que eu sou admitido a algum grau de intimidade com uma pessoa de seu julgamento requintado. E com essa visão, eu ousei fazer-lhe uma dissertação dessa natureza, a qual, a bondade que eu sempre experienciei em você, inclina-me a esperar que encontrará uma favorável recepção em suas mãos. Embora eu deva confessar que tenho seu perdão a pedir, por tocar no que possivelmente pode ser ofensivo a uma virtude da qual você está possuído em um grau muito distinto. Perdoe-me, Sir, se estava fora de meu poder mencionar o nome de Sir John Percivale sem prestar alguma homenagem àquele mérito extraordinário e surpreendente do qual eu tenho uma ideia tão clara e comovente, e o qual, eu estou certo, não pode ser exposto em uma luz muito abundante para a imitação de outros.

Por último, eu tenho sido agradavelmente empregado na consideração do mais nobre, agradável e compreensivo dos sentidos2. O fruto desse (tarefa, deveria eu chamá-la, ou) distração é o que agora eu apresento a você, na esperança de que ele possa dar algum entretenimento a alguém que, no meio de negócios e satisfações vulgares, preserva um deleite pelos prazeres mais refinados de pensamento e reflexão. Meus pensamentos relacionados à Visão (Vision) conduziram-me a algumas noções tão fora da estrada comum3 que teria sido impróprio endereçá-los a alguém de um gênio estreito e encolhido. Mas você, Sir, sendo mestre de um grande e livre entendimento, erguido acima do poder daqueles prejuízos que escravizam a parte muito maior da humanidade, pode merecidamente ser considerado um patrono apropriado para uma tentativa desse tipo. Adicione a isso, que você não é menos disposto a perdoar do que qualificado a discernir quaisquer faltas que possam ocorrer nele. Nem eu considero [120]você imperfeito em qualquer ponto necessário para formar um julgamento exato sobre as coisas mais abstratas e difíceis, tanto quanto em uma confiança justa de suas próprias habilidades. E, nesta instância, dê-me licença para dizer, você revela uma manifesta fraqueza de julgamento. Com relação ao Ensaio seguinte, eu apenas deveria acrescentar que imploro seu perdão por colocar uma ninharia dessa natureza em seu caminho, em uma época quando você está engajado nos assuntos importantes da nação, e desejo que você pense que eu sou, com toda sinceridade e respeito,

Sir,

Seu mais fiel e mais humilde servo,

George Berkeley.



[121]Conteúdos


  1. Projeto.

  2. A distância de si mesmo é invisível.

  3. A distância remota é percebida pela experiência em vez de pelo sentido.

  4. A distância próxima é considerada ser percebida pelo ângulo dos eixos ópticos.

  5. Diferença entre essa e a antiga maneira de perceber distância.

  6. Também pelos raios divergentes.

  7. Isso não depende da experiência.

  8. Essas o comum explica, mas não é satisfatório.

  9. Algumas ideias percebidas pela mediação de outras.

  10. Nenhuma ideia, a qual não é ela mesma percebida, pode ser o meio de percepção de outra.

  11. Distância percebida através de alguma outra ideia.

  12. Aquelas linhas e ângulos mencionados em óptica não são eles mesmos percebidos.

  13. Consequentemente, a mente não percebe distância por linha e ângulos.

  14. Também porque eles não têm existência real.

  15. E porque eles são insuficientes para explicar os fenômenos.

  16. As ideias que sugerem distância são – Primeiro, a sensação que surge da modificação dos olhos.

  17. Entre a qual e a distância não há conexão necessária.

  18. Espaço escasso para erro nessa matéria.

  19. Nenhuma consideração tida ao ângulo dos eixos óticos.

  20. O julgamento da distância feito com ambos os olhos, o resultado da experiência.

  21. Em segundo lugar, confusão do aparecimento.

  22. Essa é a ocasião daqueles julgamentos atribuídos a raios divergentes.

  23. Objeção respondida.

  24. O que engana os escritores em óptica nessa matéria.

  25. A causa de porque uma ideia pode sugerir outra.

  26. Isso aplicado à confusão e distância.

  27. Em terceiro lugar, o esforço do olho.

  28. As ocasiões que sugerem distância não têm, por sua própria natureza, nenhuma relação com ela.

  29. Um caso difícil proposto pelo Dr. Barrow como repugnante a todas as teorias conhecidas.

  30. Esse caso contradiz um princípio recebido em catóptrica.

  31. Ele revela-se concordar com os princípios que nós estabelecemos.

  32. Esse fenômeno ilustrado.

  33. [122]Ele confirma a verdade do princípio por meio do qual ele é explicado.

  34. Visão, quando distinta e quando confundida.

  35. Os diferentes efeitos de raios paralelos, divergentes e convergentes.

  36. Como raios convergentes e divergentes vêm a sugerir a mesma distância.

  37. Uma pessoa extremamente míope (purblind) julgaria corretamente no caso acima mencionado.

  38. Linhas e ângulos, porque úteis em ótica.

  39. O não entendimento disso a causa de um erro.

  40. Uma questão, proposta pelo Sr. Molyneux em sua Dioptics, considerada.

  41. Alguém nascido cego (blind), a princípio, não teria nenhuma ideia de distância através da vista.

  42. Isso não é conforme aos princípios comuns.

  43. Os objetos próprios da vista não são exteriores à mente; nem as imagens de qualquer coisa exteriores à mente.

  44. Isso mais inteiramente explicado.

  45. Em que sentido nós devemos entender que vemos distância e coisas externas.

  46. Distância, e coisas posicionadas à distância, não é percebida de outra maneira pelo olho do que pelo ouvido.

  47. As ideias da vista estão mais aptas a serem confundidas com as ideias de toque (touch) do que estão aquelas da audição (hearing).

  48. Como isso acontece.

  49. Estritamente falando, nós nunca vemos e sentimos a mesma coisa.

  50. Objetos da vista são duplos – mediados e imediatos.

  51. Isso é difícil de separar em nossos pensamentos.

  52. As explicações recebidas de nossa percepção de magnitude pela vista são falsas.

  53. A magnitude percebida tão imediatamente quanto à distância.

  54. Dois tipos de extensão sensível, nenhum dos quais é infinitamente divisível.

  55. A magnitude tangível de um objeto é estável, a visível, não.

  56. Por quais meios a magnitude tangível é percebida pela vista.

  57. Isso adicionalmente ampliado.

  58. Nenhuma conexão necessária entre confusão ou imprecisão do aparecimento e magnitude pequena ou grande.

  59. A magnitude tangível de uma objeto recebe mais atenção do que a visível, e porquê.

  60. Uma instância disso.

  61. Os homens não medem por pês ou polegadas visíveis.

  62. Nenhuma conexão necessária entre extensão visível e tangível.

  63. Maior magnitude visível poderia significar menor magnitude tangível.

  64. Os julgamentos que nós fazemos sobre magnitude dependem completamente da experiência.

  65. Distância e magnitude vistas como vergonha ou ira.

  66. Mas nós estamos inclinados a pensar de outra maneira, e porquê.

  67. A lua parece maior no horizonte do que no meridiano.

  68. Atribuída a causa desse fenômeno.

  69. A lua horizontal, porque maior em uma ocasião do que em outra.

  70. A explicação que nós demos é provada ser verdadeira.

  71. E confirmada pelo aparecimento da lua maior na névoa.

  72. [123]Objeção respondida.

  73. Ilustrada a maneira pela qual a imprecisão sugere maior magnitude.

  74. Aparência da lua horizontal, porque considerada difícil de explicar.

  75. Tentativas na direção da solução disso feitas por vários, mas em vão.

  76. A opinião do Dr. Wallis.

  77. É revelada ser insatisfatória.

  78. Como linhas e ângulos podem ser de uso no cálculo de magnitudes aparentes.

  79. Alguém nascido cego (blind), sendo feito ver, que julgamento ele faria da magnitude.

  80. O mínimo visível, o mesmo para todas as criaturas.

  81. Objeção respondida.

  82. O olho, em todas as ocasiões, percebe o mesmo número de pontos visíveis.

  83. Duas imperfeições na faculdade visual.

  84. Respondendo às quais, nós podemos conceber duas perfeições.

  85. Em nenhuma dessas duas maneiras os microscópios aperfeiçoam a vista.

  86. O caso dos olhos microscópicos considerado.

  87. A vista admiravelmente adaptada aos fins do ato de ver (seeing).

  88. Dificuldade relativa à visão ereta.

  89. A maneira comum de a explicar.

  90. O mesmo revelado ser falsa.

  91. A não distinção entre ideias de visão e toque causa o erro nesse assunto.

  92. O caso de alguém nascido cego (blind), adequado para ser considerado.

  93. Tal como alguém poderia, pelo tato, conseguir ter ideias de cima (upper) e de baixo (lower).

  94. Que modos de situação ele atribuiria apenas a coisas tangíveis.

  95. À primeira vista, ele não pensaria em coisa alguma que ele visse, alta ou baixa, ereta ou invertida.

  96. Isso ilustrado por um exemplo.

  97. Por quais meios ele chegaria a denominar objetos visíveis, de altos ou baixos, etc.

  98. Por que ele deveria pensar naqueles objetos mais elevados que estão pintados na parte mais baixa do olho, e vice-versa.

  99. Como ele perceberia pela vista a posição de objetos externos.

  100. Nossa propensão para pensar o contrário, nenhum argumento contra o que tem sido dito.

  101. Objeção.

  102. Resposta.

  103. Um objeto não poderia ser conhecido à primeira vista pela cor.

  104. Nem pela magnitude dele.

  105. Nem pela figura.

  106. No primeiro ato de visão, nenhuma coisa tangível seria sugerida pela vista.

  107. Dificuldade proposta relativa ao número.

  108. O número de coisas visíveis, à primeira vista, não sugeríria o número semelhante de coisas tangíveis.

  109. O número, a criatura da mente.

  110. À primeira vista, alguém nascido cego (blind) não contaria coisas visíveis como outros fazem.

  111. A situação de qualquer objeto determinada apenas com respeito a objetos do mesmo sentido.

  112. [124]Nenhuma distância, grande ou pequena, entre uma coisa visível e uma tangível.

  113. A não observação disso causa dificuldades na visão ereta.

  114. A qual, de outra maneira, não inclui nada incontável.

  115. O que quer dizer as figuras sendo invertidas.

  116. Causa do erro nesse assunto.

  117. Imagens no olho não são figuras de objetos exteriores.

  118. Em que sentido elas são figuras.

  119. Nessa questão nós precisamos distinguir cuidadosamente entre ideias da vista e do toque.

  120. Difícil de explicar por palavras a verdadeira teoria da visão.

  121. A questão, se há alguma ideia comum à visão e ao toque, formulada.

  122. Investigação sobre a extensão abstrata.

  123. É incompreensível.

  124. A extensão abstrata não é objeto da geometria.

  125. A ideia geral de um triângulo considerada.

  126. O vácuo, ou espaço puro, não é comum à vista e ao toque.

  127. Não há nenhuma ideia, ou tipo de ideia, comum a ambos os sentidos.

  128. Primeiro argumento em prova disso.

  129. Segundo argumento.

  130. Figura e extensão visíveis não são ideias distintas de cor.

  131. O terceiro argumento.

  132. Confirmação extraída do problema do Sr. Molyneux sobre uma esfera e um cubo, publicado pelo Sr. Locke.

  133. O qual é falsamente resolvido, se a suposição comum for correta.

  134. Mais poderia ser dito em prova de nosso princípio, mais isso é suficiente.

  135. Reflexão adicional sobre o problema acima exposto.

  136. A mesma coisa não afeta tanto à visão quanto ao toque.

  137. A mesma ideia de movimento não é comum à visão e ao toque.

  138. A maneira pela qual nós apreendemos o movimento pela visão facilmente inferida do que foi dito.

  139. Questão. Como ideias visíveis e tangíveis vêm a ter o mesmo nome, se não são do mesmo tipo?

  140. Isso explicado sem as supor do mesmo tipo.

  141. Objeção. Que um quadrado tangível é mais semelhante a um quadrado visível do que a um círculo visível.

  142. Resposta. Que um quadrado visível é mais apropriado do que um círculo visível para representar um quadrado tangível.

  143. Mas disso consequentemente não se segue que um quadrado visível seja semelhante a um quadrado tangível.

  144. Porque nós estamos mais aptos a confundir ideias visíveis com tangíveis, do que outros signos com as coisas significadas.

  145. Várias outras razões acerca disso atribuídas.

  146. Relutância em rejeitar qualquer opinião, nenhum argumento de sua verdade.

  147. Objetos próprios da visão, a linguagem da natureza.

  148. Nela é muito admirável e merecedor de nossa atenção.

  149. Questão proposta concernente ao objeto da geometria.

  150. À primeira vista nós somos aptos a pensar a extensão visível como o objeto da geometria.

  151. [125]A extensão visível revelada não ser o objeto da geometria.

  152. Palavras podem ser pensadas como o objeto da geometria tanto quando a extensão visível.

  153. É proposto investigar, que progressos uma inteligência que pudesse ver, mas não sentir, poderia fazer na geometria.

  154. Ela não poderia entender aquelas partes que se relacionam a sólidos, às suas superfícies e às linhas geradas pelas seções deles.

  155. Nem mesmo os elementos de geometria plana.

  156. Os próprios objetos dos sentidos incapazes de ser manejados como figuras geométricas.

  157. Considera-se a opinião daqueles que sustentam que as figuras planas são os objetos imediatos da visão.

  158. Os planos não são mais objetos imediatos da visão que os sólidos.

  159. Difícil entrar precisamente nos pensamentos da inteligência acima mencionada.

  160. O objeto da geometria, não sendo suficientemente entendido; causa da dificuldade e labor inútil naquela ciência.


Próxima parte


ORIGINAL:

BERKELEY, G. An Essay towards a New Theory of Vision. First published in 1709. IN:______. The Works of George Berkeley. Oxford: Clarendon Press, 1901. p.117-125. Disponível em: <https://archive.org/details/worksofberkeley01berkuoft/page/117/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1 Mais tarde (em 1733) Conde Egment. Nascido por volta de 1683, ele conseguiu a dignidade de baronete em 1691 e, após ter um assento por uns poucos anos na Casa dos Comuns Irlandesa, foi, em 1715, criado Barão Percival, no pariato irlandês. Em 1732 ele obteve uma carta régia para colonizar a província da Georgia na América do Norte. O seu nome aparece na lista de signatários para o Projeto de Berkeley para Bermudas em 1726. Ele correspondeu-se frequentemente com Berkeley de 1709 adiante.

2 Termos similares são aplicados ao sentido da visão (sense of seeing) por escritores com os quais Berkeley era familiar. Dessa maneira Locke (Essay, II. ix. 9) refere-se à visão (sight) como ‘o mais compreensivo de todos os nossos sentidos.’ Descartes abre sua Dioptrique ao designá-la como ‘o mais universal e mais nobre de nossos sentidos;’ e ele alude a ela em outro lugar como (Princip. IV. 195) ‘o mais sútil de todos os sentidos.’ Malebranche começa sua análise da vista (Recherche, I. 6) ao descrevê-lo como ‘o primeiro, o mais nobre, e o mais estendido de todos os sentidos.’ A posição elevada atribuída a esse sentido por Aristóteles já foi aludida. Sua função, como o órgão principal através do qual uma concepção do universo material como posicionado no espaço ambiente é dada a nós, é reconhecida por uma multidão de psicólogos e metafísicos.

3 Sobre a originalidade de Berkeley em sua Teoria da Visão, ver o Prefácio do Editor.

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