Por George Berkeley
[304]85. Tendo terminado com as objeções, as quais eu esforcei-me para propor sob a luz mais clara, e dado a elas toda força e peso que eu pude, nós prosseguimos no próximo lugar para dar uma olhada em nossos princípios em suas Consequências1. Algumas dessas aparecem à primeira vista – como aquelas várias questões difíceis e obscuras, nas quais uma abundância de especulação tem sido desperdiçada, estão inteiramente banidas da filosofia. Se a substância corporal pode pensar? Se a Matéria é infinitamente divisível? E como ela opera sobre o espírito? - essas e semelhantes têm dado entretenimento infinito a filósofos em todas as eras. [305]Mas, dependentes da existência de Matéria, elas não têm nenhum lugar em nossos Princípios. Muitas outras vantagens existem, tanto com respeito à religião quanto às ciências, as quais são fáceis para qualquer um deduzir a partir do que foi pressuposto. Mas isso aparecerá mais claramente na continuação.
86. A partir dos Princípios que nós estabelecemos se segue que o conhecimento humano pode ser naturalmente reduzidos a dois cabeçalhos – aquele das ideias e aquele dos Espíritos. Cada um desses eu deverei tratar em ordem.
E primeiro, quanto às ideias, ou coisas não pensantes. Nosso conhecimento delas tem estado muito obscurecido e confundido, e nós temos sido conduzidos a erros muito perigosos, supondo uma existência duplicada do sentido – a inteligível ou na mente, a outra real e fora da mente2. Através do que coisas não pensantes são consideradas ter uma subsistência natural por si mesmas, distintas de serem percebidas por espíritos. Isso o que, se eu não me engano, foi revelado ser uma noção mais sem fundamento e absurda, é a raiz mesma do Ceticismo; pois, enquanto os homens pensavam que as coisas subsistiam fora da mente, e que o conhecimento deles era apenas tão real quanto fosse conformável a coisas reais, segue-se que eles não podiam estar certo que eles tinham absolutamente qualquer conhecimento real. Pois como pode ser conhecido que as coisas que são percebidas são conformáveis àquelas que não são percebidas, ou existem fora da mente3?
87.Cor, figura, movimento, extensão e semelhantes, considerados apenas como tantas sensações na mente, são perfeitamente conhecidos; nada havendo neles que não seja percebido. Mas, se elas são considerados como notas ou imagens referidas a coisas ou arquétipos existindo fora da mente, então nós ficamos totalmente envolvidos em ceticismo. Nós vemos somente as aparências, e não as qualidades reais das coisas. [306]O que podem ser extensão, figura ou movimento de qualquer coisa, real e absolutamente, ou em si mesmos, é impossível para nós sabermos, mas apenas a proporção ou relação que eles comportam para nossos sentidos. As coisas permanecendo as mesmas, nossas ideias variam; e qual delas, ou até se alguma delas de qualquer maneira representa a qualidade verdadeira realmente existindo na coisa, está fora de nosso alcance determinar. De maneira que, por tudo que nós sabemos, tudo que vemos, ouvimos e sentimos, pode ser apenas fantasma e quimera vã, e de maneira nenhuma concordar com as coisas reais existindo em rerum natura. Todo esse ceticismo4 segue-se a partir de nossa suposição de uma diferença entre coisas e ideias, e que as primeiras tenham uma subsistência fora da mente, ou não percebidas. É muito fácil expandir sobre esse assunto e revelar como os argumentos insistidos pelos céticos em todas as idades dependem da suposição de objetos externos. [5Mas isso é obvio demais para ser insistido.]
88. Enquanto nós atribuirmos uma existência real a coisas não pensantes, distintas de serem percebidas, não é apenas impossível para nós conhecermos com evidência a natureza de qualquer ser não pensante, mas até [sabermos] se ele existe. Por isso é que nós vemos filósofos desconfiarem de seus sentidos, bem como duvidarem da existência do céu e da terra, de tudo que eles veem e sentem, até dos corpos deles. E, após todo o seu labor e esforço de pensamento, eles são forçados a reconhecer que não podemos alcançar qualquer conhecimento autoevidente ou demonstrativo da existência de coisas sensíveis6. Mas, toda essa incerteza, a qual apenas desorienta e confunde a mente e torna a filosofia ridícula aos olhos do mundo, desaparece se nós anexarmos um significado a nossas palavras, e não nos entretermos com os termos absoluto, externo, existe e semelhantes, significando o que nós não conhecemos. Eu posso duvidar tão bem do meu próprio ser quanto do ser daquelas coisas que eu efetivamente percebo pelo sentido: sendo uma contradição manifesta que qualquer objeto sensível deva ser imediatamente percebido pela vista ou toque e, ao mesmo tempo, não ter existência na natureza; uma vez que existência [307]mesma de um ser não pensante consiste em ser percebido.
89. Nada parece de maior importância na direção da construção de um sistema firme de conhecimento correto e real, que pode ser prova contra os assaltos do Ceticismo, do que preparar o começo em uma explicação distinta do que se quis dizer por coisa, realidade, existência; pois em vão nós devemos disputar sobre a existência real de coisas, ou pretender qualquer conhecimento disso, enquanto nós não tivermos fixado o significado daquelas palavras. Coisa ou ser é o termo mais geral de todos: ele compreende sob si dois tipos, inteiramente distintos e heterogêneos, e que não têm nada em comum senão o nome, a saber, espíritos e ideias. Os primeiros são substâncias ativas, indivisíveis, [7incorruptíveis]: as segundas são seres inertes, fugazes, [8paixões perecíveis,] ou dependentes; os quais subsistem não por si mesmos9, mas são suportados por, ou existem em, mentes ou substâncias espirituais.
[10Nós compreendemos nossa própria existência por sentimento ou reflexão interna, e aquela de outros espíritos pela razão11. Pode-se dizer que nós temos algum conhecimento ou noção12 de nossas próprias mentes, de espíritos e seres ativos; dos quais, em um sentido estrito, nos não temos ideias. De uma maneira similar, nós conhecemos e temos uma noção de relações entre coisas ou ideias; relações as quais são distintas das ideias ou coisas relacionadas, enquanto as últimas são percebidas por nós sem a percepção das primeiras. Para mim, parece que ideias, espíritos e relações são todos os seus respectivos tipos de objeto do conhecimento humano e assunto de discurso; e que o termo ideia seria impropriamente estendido para significar tudo que nós conhecemos ou do que temos qualquer noção13.]
90. Ideias impressas nos sentidos são coisas reais, ou realmente existem14: isso nós não negamos; mas nós negamos que elas possam [308]subsistir fora de mentes que as percebam, ou que elas sejam imagens de quaisquer arquétipos existindo fora da mente15; uma vez que o próprio ser de uma sensação ou ideia consiste em ser percebida, e uma ideia não pode ser semelhante a nada senão a uma ideia. Novamente, as coisas percebidas pelo sentido podem ser denominadas de externas, no que diz respeito à origem delas; naquilo que elas não são geradas a partir de dentro pela mente mesma, mas são impressas por um Espírito distinto daquele que as percebe. Da mesma maneira, objetos sensíveis podem ser ditos estarem ‘fora da mente’ em outro sentido, a saber, quando eles existem em alguma outra mente. Dessa maneira, quando eu fechei meus olhos, as coisas que eu vi ainda existem; mas precisa ser em outra mente16.
91. Foi um engano pensar quer isso que está dito aqui deprecia no mínimo a realidade das coisas. É reconhecido, sobre os princípios recebidos, que extensão, movimento e, em uma palavra, todas as qualidades sensíveis, têm necessidade de um suporte, enquanto não sendo capazes de subsistirem por elas mesmas. Mas os objetos percebidos pelo sentido são admitidos nada serem senão combinações dessas qualidades e, consequentemente, não podem subsistir por si mesmos17. Até agora, isso está de acordo por todos os lados. De maneira que, ao negarmos às coisas percebidas pelo sentido uma existência independente de uma substância ou suporte no qual elas podem existir, nós nada depreciamos da opinião recebida quanto à realidade delas, e não somos culpados de nenhuma inovação a esse respeito. Toda a diferença está em que, de acordo conosco, os seres não pensantes percebidos pelo sentido não têm existência distinta de ser percebidos e, portanto, não podem existir em qualquer outra substância do que naquelas indivisíveis substâncias não extensas, ou espíritos, os quais agem, pensam e percebem-nas. A passo que filósofos vulgarmente sustentam que as qualidades sensíveis existem em uma Substância inerte, não extensa e não percipiente, que eles chamam de Matéria, à qual eles atribuem uma subsistência natural, exterior a todos os seres pensantes, ou distinta de ser percebida por qualquer mente quer seja, [309]mesmo da Mente Eterna do Criador; na qual eles supõe apenas Ideias das substâncias18 corporais criadas por Ele: se, de fato, eles admitissem-nas ser tudo criado19.
92. Pois, assim como nós revelamos a doutrina da Matéria ou Substância Corporal ter sido o principal pilar e suporte to Ceticismo, da mesma maneira, sobre a mesma fundação, têm sido erguidos todos os ímpios programas do Ateísmo e da Irreligião. Ou melhor, tem sido uma dificuldade tão grande pensar conceber a Matéria produzida a partir de nada, que os mais celebrados entre os antigos filósofos, mesmo aqueles que sustentavam o ser de um Deus, consideravam a Matéria ser incriada e coeterna a Ele20. Quão grande amigo uma substância material tem sido para Ateus em todas as épocas foi desnecessário relatar. Todos os seus sistemas monstruosos têm uma dependência tão visível e necessária dela que, uma vez que essa pedra angular é removida, a fábrica inteira não pode escolher senão cair no chão; de tal maneira que não mais vale a pena conceder uma consideração particular às absurdidades de cada secto miserável de Ateus21.
93. Essas pessoas ímpias e profanas deviam prontamente cair com aqueles sistemas que favorecem as inclinações delas, ao ridicularizarem a substância imaterial e suportarem a alma ser divisível e sujeita à corrupção como o corpo; o que exclui toda liberdade, inteligência e desígnio da formação das coisas e, em vez disso, tornam uma substância, autoexistente, estúpida e não pensante a base e origem de todos os seres; que eles deviam atentar para aqueles que negam uma Providência ou inspeção de uma Mente Superior [310]sobre os assuntos do mundo, atribuindo a inteira série de eventos quer ao acaso cego que à necessidade fatal, surgindo a partir do impulso de um corpo sobre outro – tudo isso é muito natural. E, por outro lado, quando homens de princípios melhores observam os inimigos da religião colocarem tanta ênfase em uma Matéria não pensante, e todos eles usarem de tanto indústria e artifício para reduzir tudo a ela; eu acho que eles deveriam se alegrar de vê-los privados de seu grande suporte, e expulsos daquela única fortaleza, sem a qual Epicureus, Hobbesianos e semelhantes, não têm nem a sombra de uma pretensão, mas tornam-se o triunfo mais barato e fácil no mundo.
94. A existência da Matéria, de corpos não percebidos, não somente tem sido o suporte principal de Ateus e Fatalistas, mas, do mesmo princípio, da mesma maneira, depende a Idolatria em todas as suas formas. Apenas os homens considerassem que o sol, a lua, as estrelas, e todos os outros objetos dos sentidos, são apenas tantas sensações nas mentes deles, as quais não têm outra existência senão apenas sendo percebidas, sem dúvida eles nunca teriam caído e adorado suas próprias ideias; mas sim endereçariam a homenagem deles àquela Eterna Mente Invisível que produz e sustenta todas as coisas.
95. O mesmo princípio absurdo, misturando a si mesmo com os artigos de nossa fé, ocasionou dificuldades não pequenas aos Cristãos. Por exemplo, sobre a Ressurreição, quantos escrúpulos e objeções têm sido levantados por Socinianos e outros? Mas os mais plausíveis deles dependem da suposição de que um corpo é denominado de o mesmo, com respeito não à forma, ou àquilo que é percebido pelo sentido22, mas à substância material, a qual permanece a mesma sob várias formas? Retire-se essa substância material – em torno da identidade da qual toda a disputa está – e diga-se por corpo o que cada simples pessoa ordinária quer dizer por aquela palavra, a saber, isso que é imediatamente visto e sentido, o que é apenas uma combinação de qualidades sensíveis e ideias: e então as objeções mais irrespondíveis deles resultam em nada.
96. Uma vez a Matéria23 sendo expelida da natureza ela arrasta [311]com si mesma tantas noções céticas e ímpias, tais como um número incrível de disputas e questões difíceis, as quais têm sido aborrecimentos persistentes (thorns in the sides) tanto para teólogos quanto para filósofos, e realizado tanto trabalho infrutífero para o gênero humano, que os argumentos que nós produzimos contra ela não são considerados iguais para demonstração (como para mim eles evidentemente parecem), todavia, eu estou certo de que todos os amigos do conhecimento, da paz e da religião têm razão para desejar que eles fossem.
97. Além da existência externa24 dos objetos da percepção, outra grande fonte de erros e dificuldades com respeito ao conhecimento ideal é a doutrina das ideias abstratas, tal como foi demonstrado na Introdução. As coisas mais simples do mundo, aquelas com as quais nós estamos mais intimamente familiarizados e [que] conhecemos perfeitamente, quando elas são consideradas de uma maneira abstrata, parecem estranhamente difíceis e incompreensíveis. Tempo, lugar e movimento, tomados em particular ou concreto, são o que todo o mundo conhece; mas, tendo passado pelas mãos do metafísico, elas tornam-se abstratas e excelentes demais para serem apreendidas pelos homens de sentido ordinário. Ordene a seu servo que ele encontre você em tal momento, em tal lugar, e ele nunca deverá se demorar para deliberar sobre o sentido dessas palavras. Concebendo esse tempo e lugar particulares, ou o movimento pelo qual ele deve chegar lá, ele não encontra a miníma dificuldade. Mas, se o tempo for tomado exclusivo de todas aquelas ações e ideias particulares que diversificam o dia, meramente pela continuação de existência ou duração em abstrato, então, talvez, confundirá até um filósofo para o compreender.
98. De minha parte, sempre que eu tento formar a ideia simples de tempo, abstraída da sucessão de ideias em minha mente, o qual flui uniformemente e que é participado por todos os seres, eu fico perdido e enredado em dificuldades inextricáveis. Eu absolutamente não tenho noção alguma dele: apenas eu ouço outros dizerem que ele é infinitamente divisível, e falarem dele de uma tal maneira como a me levar a nutrir estranhos pensamentos de minha existência: uma vez que tal doutrina coloca alguém sob uma absoluta necessidade de pensamento, quer que ele atravesse inúmeras eras sem um pensamento, ou quer que ele seja aniquilado em cada momento de sua vida: ambas as quais [312]parecem igualmente absurdas25. Portanto, o tempo nada sendo, abstraído da sucessão de ideias em nossas mentes, segue-se que a duração de qualquer espírito finito precisa ser estimada pelo número de ideias ou ações sucedendo uma a outra naquele mesmo espírito ou mente. Consequentemente, é uma consequência evidente que a alma sempre pensa. E, em verdade, quem quer que deva se ocupar de dividir em seus pensamentos ou abstrair a existência de um espírito a partir de sua cogitação, encontrará, eu acredito, uma tarefa26 difícil.
99. Da mesma forma quando nós tentamos abstrair extensão e movimento de todas as outras qualidades, e consideramo-las por si mesmas, nós logo perdemos a vista delas e deparamo-nos com grandes dificuldades. [27Consequentemente, brotam aqueles estranhos paradoxos, de que o fogo não é quente, nem a parede branca; ou que cor e calor não estão nos objetos, apenas figura e movimento.] Tudo isso depende de uma abstração dupla: primeiro, supõe-se que a extensão, por exemplo, pode ser abstraída de todas as outras qualidades sensíveis; e, segundo, que a entidade da extensão pode ser abstraída de seu ser percebida. Mas, quem quer que deva refletir, e cuidar de entender o que ele diz, se eu não me engano, reconhecera que todas as qualidades são igualmente sensações, e igualmente reais; que, onde a extensão está, também está a cor, a saber, na mente28 dele, e que os arquétipos delas apenas podem existir em [313]alguma outra mente: e que os objetos do sentido29 nada são senão aquelas sensações, combinadas, misturadas ou (se alguém pode falar assim) concretizadas juntas; nenhuma de todas as quais pode ser suposta existir não percebidas. [30E que, consequentemente, a parede é tão branca quanto ela é extensa, e no mesmo sentido.]
100. O que é para um homem ser feliz, ou um objeto bom, cada um pode pensar que ele sabe. Mas, formar uma ideia abstrata de felicidade, abstraída de todo prazer particular, ou de bondade de tudo que é bom, isso é o que poucos pretendem. Da mesma forma, um homem pode ser justo ou virtuoso sem ter ideias precisas de justiça e virtude. A opinião de que essas e outras palavras significam noções gerais abstraídas de todas as pessoas e ações particulares, parece ter tornado a moralidade difícil, e o estudo dela de menos uso para a humanidade. [31E, com efeito, alguém pode fazer um grande progresso na ética da escola sem alguma vez ser o mais sábio ou melhor homem para ela, ou conhecendo como se comportar nos assuntos da vida mais para a vantagem de si mesmo ou de seus vizinhos do que ele antes fez.] E, com efeito, a doutrina da abstração não contribuiu o mínimo para arruinar as partes mais úteis do conhecimento.
ORIGINAL:
BERKELEY, G. A Treatise concerning the Principles of Human Knowledge [Part I]. First published in 1710. IN:______. The Works of George Berkeley. Oxford: Clarendon Press, 1901. p.304-313. Disponível em: <https://archive.org/details/worksofberkeley01berkuoft/page/304/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
1 [304]Algumas das Consequências da adoção dos Novos Princípios, na aplicação deles às ciências físicas e matemática, e em seguida, à psicologia e teologia, são desdobrados nas seções restantes dos Princípios.
2 [305]Berkeley rejeita a suposta característica representativa das ideias dadas na percepção sensorial, e reconhece como real apenas o que está idealmente presente na consciência.
3 Assim, Hume, Reid e Hamilton, todos quem veem em uma percepção sensorial inteiramente representativa, com seu objeto duplo, o germe do ceticismo total. Berkeley alega que, sob a interpretação dele do que significa a realidade do mundo material, o conhecimento imediato da matéria independente da mente é dado no sentido.
4 [306]‘ceticismo’ – ‘hipocrisia cética’ na primeira edição.
5 Essa sentença é omitia na segunda edição.
6 O argumento de Berkeley contra uma percepção definitivamente representativa até agora se assemelha ao que depois será empregado por Reid e Hamilton. Eles diferem quanto à dependência do objeto sensível do espírito percipiente para sua realidade.
7 [307]Omitido na segunda edição.
8 Omitido na segunda edição.
9 Mas, enquanto que as coisas não pensantes dependem de serem percebidas, os nossos espíritos não dependem de ideias de algum tipo para sua vida percipiente?
10 A importante passagem entre colchetes foi adicionada na segunda edição.
11 ‘razão,’ ou seja, raciocínio.
12 ‘Noção,’ nesse sentido mais restrito, é dessa maneira confinada por Berkeley à apreensão do Ego e inteligência de relações. O termo ‘noção,’ nesse contraste com sua ‘ideia,’ torna-se importante no vocabulário dele, embora algumas vezes ele use-o vagamente.
13 Locke usa ideia nessa significação mais ampla.
14 Na medida em que elas são reais em e através da mente viva percipiente.
15 [308]Ou seja, arquétipos não pensantes.
16 Nessa seção Berkeley explica o que ele entende por externalidade. Os homens não podem agir, viver, sem assumirem um mundo externo – em algum sentido do termo ‘externo.’ É tarefa do filósofo explicar seu significado verdadeiro.
17 Ou seja, eles não são substâncias no sentido mais verdadeiro ou profundo da palavra.
18 [309]‘Ideias das substâncias corporal.’ Berkeley poderia dizer – Ideias Divinas que são elas mesmas nosso mundo de coisas sensíveis em sua forma final.
19 No esquema do Realismo ideal, a ‘criação’ de matéria está apresentando para mentes finitas ideias sensíveis ou fenômenos que são, por assim dizer, letras do alfabeto, naquela linguagem da ordem natural que Deus emprega para expressar as Ideias Dele para nós.
20 A eternidade independente da Matéria precisa ser distinguida de uma criação sem começo e sem fim de ideias sensíveis ou fenômenos, em espíritos percipientes, de acordo com as divinas ordem e lei naturais, com a implícita imanência de Deus.
21 Porque o problema em questão com o Ateísmo é, se o universo de coisas e pessoas é definitivamente substanciado e evoluído na Matéria não pensante ou na Razão perfeita de Deus.
22 [310]Do qual Berkeley não predica uma identidade numérica. Cf. Third Dialogue between Hylas and Philonous.
23 ‘matéria,’ ou seja, matéria abstraída de toda vida percipiente e atividade voluntária.
24 [311]‘externa’ – não no sentido de externalidade por Berkeley. Cf. seção 90, nota 2 (Nota do Tradutor: que, na presente tradução, é a nota 16)
25 [312]Si non rogas, intelligo. Muito depois, Berkeley escreve para Johnson desta maneira: - ‘Uma sucessão de ideias (fenômenos) eu tomo para constituir o tempo, e não ser apenas a medida sensível disso, como os Sr. Locke e outros pensam. Mas nesses assuntos cada homem deve pensar por si mesmo e falar como ele achar. Uma de minhas primeiras investigações foi sobre o tempo; as quais me conduziram a vários paradoxos que eu não considerei apropriados ou necessários publicar, particularmente sobre a noção de que a ressurreição se segue ao momento seguinte à morte. Nós somos confundidos e ficamos perplexos sobre o tempo – supondo-o uma sucessão em Deus; para que nós tenhamos uma ideia abstrata de tempo; para que o tempo em uma mente deva ser medido pela sucessão de ideias em outra mente; não considerando o verdadeiro uso das palavras, as quais, frequentemente, terminam na vontade, assim como no entendimento, sendo empregadas para excitar e dirigir a ação em de produzir ideias claras e distintas.’ Cf. Introdução, seção 20.
26 Como o esse das coisas não pensantes é percipi, de acordo com Berkeley, assim o esse das pessoas é percipere. A existência real da Mente individual depende de ter ideias de algum tipo: a existência real da matéria depende de um percipiente.
27 Esta sentença é omitida na segunda edição.
28 Cf. Nova Teoria da Visão, seção 43.
29 [313]‘objetos do sentido,’ ou seja, coisas sensíveis, praticamente externas a cada pessoa. Cf. seção 1, sobre o sentido de coisa, como distinta de ideias ou fenômenos distinguíveis que são naturalmente agregados na forma de coisas concretas.
30 Omitido na segunda edição.
31 Omitido na segunda edição.
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