Dois Tratados sobre o Governo
Por John Locke
[209]O Prefácio
Leitor,
Tu tens aqui o começo e o fim de um discurso concernente ao governo; qual destino dispôs de outra maneira dos papéis que deveriam ter ocupado o meio, e eram mais do que o resto, não vale a pena contar-te. Esses que permanecem, eu espero, são suficientes para estabelecer o trono de nosso grande restaurador, nosso presente rei William; para obter sucesso com seu título no consentimento do povo; o qual, sendo o único de todos os governantes legítimos, ele tem-no mais completa e claramente do qualquer príncipe na Cristandade; e para justificar para o mundo o povo da Inglaterra, cujo o amor por seus direitos justos e naturais, com sua resolução para os preservar, salvou a nação quando ela estava exatamente à beira da escravidão e ruína. Se estes papéis têm essa evidência, eu me agrado de que ela deve ser encontrada neles, [de que] não haverá grande falta daqueles que estão perdidos, e [de que] meu leitor poderá ficar satisfeito sem eles. Pois imagino que eu não deverei nem ter o tempo nem a inclinação para repetir meus esforços, e preencher a parte ausente de minha resposta, seguindo novamente o senhor Robert através de todas as sinuosidades e obscuridades que devem ser encontradas nos vários ramos de seu maravilhoso sistema. O rei e o corpo da nação, desde então, tão minuciosamente refutaram a hipótese dele que eu suponho que, futuramente, [ela] não terá quer a confiança para aparecer contra nossa segurança comum, e ser novamente advogada a favor da escravidão; quer a fraqueza de enganar com contradições vestidas em um estilo popular e períodos bem torneados. Pois, se qualquer um deve esforçar-se por si mesmo, naquelas partes que estão aqui intocadas, para despir os discursos do senhor Robert do floreio [210]de expressões duvidosas, e esforçar-se para reduzir suas palavras a proposições diretas, positivas e inteligíveis e, em seguida, compará-las, uma com a outra; ele rapidamente se ficará satisfeito de que nunca houve tanto disparate loquaz combinado em Inglês bem pomposo. Se ele pensa que não vale a pena examinar os trabalhos dele inteiramente, que ele faça um experimento naquela parte onde ele trata de usurpação; e que ele experimente se pode, com toda sua habilidade, tornar o senhor Robert inteligível e consistente consigo mesmo, ou com o senso comum. Eu não deveria falar tão francamente de um cavalheiro, há muito passadas as respostas, não houvesse o púlpito, nos últimos anos, publicamente assumido sua doutrina e tornado-a a teologia corrente dos tempos. É necessário aqueles homens quem, tomando sobre si o serem professores [e] tão perigosamente enganaram outros, devam ser mostrados abertamente de qual autoridade o patriarca deles é, a quem eles têm tão cegamente seguido; para que assim eles possam, ou retratar o que sobre fundamentos tão ruins eles têm expressado, e não pode ser mantido; ou senão, justificar aqueles princípios que eles têm proclamado para o Evangelho, embora eles não tenham nenhum autor melhor do que um cortesão inglês. Pois eu não deveria ter escrito contra o senhor Robert, ou tomado as dificuldades de mostrar seus erros, inconsistências e falta de provas da Escritura (do que ele tanto se vangloria, e sobre o que pretende estar inteiramente edificado), não houvessem homens entre nós quem, exaltando os livros dele e adotando a doutrina dele, salvam-me da censura de escrever contra um adversário falecido. Eles têm sido tão zelosos nesse ponto, que, se eu fiz qualquer coisa errada a ele, eu não posso esperar que eles devam me poupar. Eu desejaria, onde eles tivessem tornado a verdade e o erro públicos, que eles devessem estar tão prontos para repará-lo, e concederem seu justo peso a esta reflexão, a saber, de que não pode ser feito um prejuízo maior ao príncipe e ao povo do que a propagação de noções errôneas concernentes ao governo; para que assim, finalmente, não se tenha razão para reclamar todas as vezes do “tambor eclesiástico”. Se qualquer um preocupado com a verdade empreender a refutação de minha hipótese, eu prometo-lhe, ou repudiar meu erro, diante de uma justa convicção, ou responder às suas dificuldades. Mas ele precisa lembrar-se de duas coisas,
[211]Primeiro, que argumentar com sofismas aqui e ali, diante de alguma expressão ou pequeno incidente do meu discurso, não é uma resposta ao meu livro.
Segundo, que eu não deverei aceitar maledicências por argumentos, nem considerar qualquer uma dessas como dignas de minha atenção: embora eu deva sempre considerar a mim mesmo como obrigado a dar satisfação para qualquer um que deva parecer estar conscientemente escrupuloso na questão e deva mostrar quaisquer fundamentos justos para seus escrúpulos.
Eu não tenho nada mais senão informar ao leitor que A. significa nosso autor, O. Para suas Observações sobre Hobbes, Milton, etc. E que uma citação simples de páginas sempre significa páginas de seu Patriarcha, edição de 1680.
LOCKE, J. Two Treatises of Governement. IN:______. The Works of John Locke. A New Edition, Corrected. In Ten Volumes. Volume V. London: Tegg, 1823. p. 209-211. Disponível em: <https://archive.org/details/workslock05lock/page/209/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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