Por Jason Newman
3.1 INTRODUÇÃO: DOIS MONSTROS QUE TEMOS DE EVITAR
Enquanto atravessando o Estreito de Messina, entre a Itália continental e a ilha da Sicília, Homero faz Odisseu encontrar-se com dois monstros, Cila e Caríbdis, um de cada lado do estreito. Se Odisseu deve atravessar o estreito, ele precisa escolher entre duas opções infelizes; pois, se ele evita um ao longo do caminho, ele se moverá para o alcance do outro monstro. Em um lado está a rimbombante Caríbdis, que — como um colossal vórtice — certamente sugaria a embarcação inteira de Odisseu. (Alguma vez você teve de enfrentar uma opção tão difícil que não podia acreditar que estava seriamente a considerando? Bem, essa é a situação desoladora de Odisseu). No outro lado do estreito, as coisas passam-se um pouco melhores para Odisseu e sua tripulação exausta pela guerra: temos a perversa Cila quem, somente por comparação a Caríbdis, parece como a escolha certa. A embarcação consegue passar, Homero conta-nos, menos aqueles que foram apanhados do convés da embarcação e foram comidos vivos. Seis foram tomados, somos informados, um por cada cabeça de Cila. De fato, somente por comparação.
Neste capítulo, consideramos a teoria da mente conhecida como funcionalismo, a visão de que mentes na verdade são sistemas funcionais como os sistemas de computador dos quais dependemos diariamente, apenas muito mais complexos. O funcionalista afirma navegar por um caminho intermediário entre o materialismo (discutido no Capítulo 2), ou a tese associada de que mentes são cérebros e estados mentais são estados cerebrais, e o behaviorismo (também discutido no Capítulo 2), ou a tese de que estados mentais são estados comportamentais ou disposições para se comportar de certas maneiras.
3.1.1 EVITANDO O MATERIALISMO
Em um extremo temos o materialismo, o qual temos de evitar porque parece não haver identidade estrita entre estados mentais e estado cerebrais. Mesmo embora a humana Freya seja diferente de um coelho selvagem de muitas maneiras interessantes, pensamos que eles podem igualmente estar em dor física. Suponha que enquanto encordoando sua guitarra, Freya aloje uma lasca de metal vermelho da corda D no topo do seu dedo anular. Ela estremece de dor. Fisiológica e neurologicamente, muito aconteceu — do dano ao tecido causado pela lasca de metal, até Freya finalmente estremecendo da sensação. Mas levou apenas alguns milissegundos.
Agora suponha que enquanto devastando e saltitando de um lado para o outro, o coelho selvagem salta erradamente para o lado espinhoso de uma pinha. O coelho grita um pouco, pisca forte e pula rápido. Sem dúvida, uma cadeia muito semelhante de eventos fisiológicos e neurológicos aconteceu do salto errado na pinha até o saltitar rápido com dor. Mas tão interessantemente semelhante como o cérebro do coelho selvagem é ao da humana Freya, não é plausível pensar que ambos, Freya e o coelho selvagem, entraram no mesmo estado cerebral. Contudo, queremos dizer que eles entraram no mesmo estado mental. Isto é, eles estavam igualmente com dor. Uma vez que o mesmo estado de dor pode ser realizado em múltiplos tipos de cérebros, podemos pensar que estados mentais como a dor são multiplamente realizáveis. Isso é uma má notícia para o materialista; parece que os estados cerebrais e os estados mentais separaram-se.
3.1.2 EVITANDO O BEHAVIORISMO
Agora olhamos de olhos turvos em direção ao behaviorismo. Mas aqui, também, encontramos uma suspeita afirmação de identidade — desta vez entre estados mentais, como a crença de Freya de que a casa dela é cinza, e os estados comportamentais ou disposições para se comportar em certas circunstâncias. Por exemplo, se Freya fosse perguntada qual é a cor da casa dela, ela estaria disposta a dizer, “Cinza”. Mas, exatamente como com estados mentais e estados cerebrais, a crença de Freya de que sua casa do período colonial está pintada com o cinza original de quando a casa foi primeira construída e pintada em 1810, e as disposições dela para se comportar de acordo, separam-se, mostrando que elas não poderiam ser idênticos.
Suponha que Freya queira lançar uma festa de inauguração de casa para si mesma e inclua uma direção pitoresca no convite, que a casa dela é a “a única grande casa colonial cinza na rua Jones. Não pode perder-se.” Dizemos que Freya sinceramente não incluiria uma coisa semelhante se ela não acreditasse que fosse verdadeira. E nós tão temos razão para suspeitar de que ela esteja mentindo. Podemos ir mais além. Queremos dizer que é crença dela de que a casa colonial é grande, cinza e é a única assim na rua Jones que causa ela, ao menos em parte, a incluir aquela direção no convite. Mas se foi o estado mental dela (a crença dela) que causou seu comportamento, então o estado mental e o estado comportamental (sua inclusão da direção pitoresca no convite) não podem ser estritamente idênticos.
Freya poderia muito bem ter estado disposta a dar apenas uma direção pitoresca para a casa dela, dadas suas crenças, como o behaviorista prediria; e essa disposição poderia mesmo vir com a crença nas coisas que Freya acredita. Mas, se queremos fazer referência às crenças de Freya em nossa explicação de seu comportamento — e isso é o tipo de coisa que fazemos quando dizemos que nossas crenças e outros estados mentais causam nosso comportamento — então precisamos sustentar que eles são distintos, uma vez que, de outra maneira, nossa explicação causal seria viciosamente circular.
Seria circular porque a coisa a ser explicada, o seu comportamento de descrição da casa colonial, é a mesma coisa que deveria explicá-la causalmente, suas crenças de descrição da casa colonial; e o círculo seria vicioso porque nada nunca seria realmente explicado. Assim, o behaviorista, como o materialista, parece ver uma identidade onde não há nenhuma.
3.2 SEM RETORNO: A MENTE É NATURAL
O objetivo é formular uma alternativa às duas teorias da mente acima que, não obstante, igualmente, faça uma promessa digna de se fazer: tratar a mente como alguma coisa inteiramente à parte do mundo natural. A partir das falhas do materialismo e behaviorismo, precisamos retornar à problemática visão dualista cartesiana de mente e matéria (discutida no Capítulo 1), onde, novamente, tornar-se-ia completamente problemática como as crenças de Freya sobre a aparência de sua casa colonial poderia possivelmente influenciar seu comportamento físico, uma vez que as crenças e o comportamento físico dela existem em planos diferentes de existência, por assim dizer. Mas há uma terceira maneira de ver crenças como as de Freya.
3.3 O FUNCIONALISMO COMO O CAMINHO DO MEIO
Nosso caminho entre os dois monstros é tomar seriamente a ideia perigosa de que mentes talvez sejam realmente como máquinas computadoras. Na Inglaterra, Alan Turing (1912-1954) lançou as bases para uma ideia semelhante com seu trabalho monumental sobre a natureza de máquinas computadoras e inteligência (1936, 2030-265; 1950, 433-460). Turing foi capaz de conceber uma máquina computadora tão poderosa que ela poderia realizar com sucesso qualquer função computável que se diz que um ser humano executa, quer conscientemente, como em uma aula de matemática, ou no âmbito subconsciente, como nos muitos cálculos envolvidos na navegação de um lado para outro do quarto de alguém.
Uma máquina de Turing, como ela veio a ser chamada, é um modelo abstrato de computador projetado com o propósito de ilustrar os limites da computabilidade. Criaturas pensantes como seres humanos, é claro, não são coisas abstratas. Máquinas de Turing não são elas mesmas máquinas pensantes, mas, na medida em que os estados de pensamento podem coerentemente ser entendidos como estados computacionais, uma Máquina de Turing ou modelo inspirado na máquina de Turing deveria fornecer uma explicação iluminante da mente.
As ideias de Turing foram desenvolvidas nos Estados Unidos pelo filósofo Hilary Putnam (1926-2016). O funcionalismo trata mentes como um fenômeno natural contra o dualismo cartesiano; estados mentais, como a dor, são multiplamente realizáveis, contra o materialismo; e estados mentais como causas do comportamento, contra o behaviorismo. Em sua forma simples, é a tese conjunta de que a mente é um sistema funcional, um tipo semelhante a um sistema operacional de um computador, e que os estados mentais como crenças, desejos e experiências perceptuais são realmente apenas estados funcionais, meio que inputs e outputs naquele sistema operacional. De fato, frequentemente essa versão simples do funcionalismo é conhecida como “de máquina” ou “funcionalismo de input – output” para realçar exatamente essas características mecânicas da teoria.
3.4 NADA CHOCANTE: A MENTE FUNCIONALISTA É UMA MENTE NATURAL
O funcionalista diz que, se concebermos o mental dessa maneira — a saber, fundamentalmente como inputs e outputs em um sistema complexo, mas inteiramente natural — então observamos a realidade da mente e a realidade de nossas vidas mentais. Conseguimos evitar quaisquer problemas genuínos sobre a coisa mental ser muito misteriosa, ou sobre como possivelmente interage com a coisa material, como alguém poderia genuinamente se preocupar em uma teoria dualista cartesiana da mente, onde é pedido que construamos a coisa mental e a coisa mental como fundamentalmente duas categorias de substância. Com o funcionalismo, a questão de como é possível a interação entre o mental e o material simplesmente não surge, não mais do que surgiria para a interação do software e do hardware em computadores, respectivamente. Assim, na imagem funcionalista da mente, o nevoeiro misterioso é dissipado e o caminho tornado claro.
3.5 REALIZABILIDADE MÚLTIPLA
Usemos um experimento de pensamento próprio para ilustrar a teoria funcionalista da mente. Imagine que Freya cozinhe um caloroso café da manhã de domingo para ela mesma e sente-se a mesa de pátio sob o sol da primavera para apreciá-lo. A crença de Freya de que “meu mexido de tofu está sob a mesa diante de mim” deve ser entendida como isto: o OUTPUT de um estado mental, a visão do café da manhã sobre a mesa diante dela, e como o INPUT para outros, incluindo as outras crenças que Freya poderia ter ou chegar a ter por inferência dedutiva (“alguma coisa está sobre a mesa diante de min” e assim por diante) e comportamentos (por exemplo, enfiando um garfo naquele mexido de tofu e esquartejando-o). Note bem: aqui nós não mencionamos coisa alguma sobre o trabalho do córtex sensorial, tálamo de Freya ou o papel que bastonetes e cones na retina dela estão desempenhando em fazê-la acreditar no que ela acredita; a crença dela é identificada somente por seu papel funcional ou causal. Isso simplesmente implica que a crença de Freya no café da manhã é multiplamente realizável, como a dor.
Lembre-se de nossa discussão anterior sobre a importante diferença entre o material do cérebro do coelho e do cérebro humano. Mesmo assim, quisemos dizer que Freya assim como o coelho selvagem poderiam sentir dor. Nós então dissemos que a dor é multiplamente realizável. Essa é outra maneira de dizer que estar com dor não requer quaisquer meios específicos de realização, apenas um ou outro meio adequado de realização. O ponto também implica fortemente que os meios de realização para a crença de Freya no café da manhã, não menos do que a dor dela, não necessitam ser um estado cerebral em absoluto. Isso sinaliza uma preocupação principal para o materialista. Uma vez que nossas crenças, desejos e experiências perceptuais são identificadas por seu papel funcional ou causal, o funcionalista não tem nenhum problema para explicar a realizabilidade múltipla dos estados mentais.
3.6 CAUSA REAL: A MENTE FUNCIONALISTA CAUSA O COMPORTAMENTO
Finalmente, vimos que estados mentais não podem ser contados como causas de nosso comportamento em uma visão behaviorista, uma vez que nessa visão da mente, estados mentais nada são acima ou abaixo de nosso comportamento (ou disposições para se comportar de certas maneiras em certas circunstâncias). Em um esforço para desencantar a mente em geral e as mentes individuais em particular, e mover estados mentais tais como crenças e dor para uma visão científica, o behaviorista recuou muito longe do misterioso dualismo cartesiano, nada deixando em nós para ser a causa de nosso comportamento. O funcionalista entende, como o behaviorista, que há uma estreita conexão entre nossas crenças, desejos e dores, por um lado, e nosso comportamento, por outro. É apenas que essa conexão é funcional, ou causal, não de identidade. Uma vez que estados mentais (como a crença de Freya de que “meu mexido de tofu está sobre a mesa diante de mim”) são identificados com seus papeis funcionais ou causais no sistema funcional mais amplo de inputs e outputs, outros estados mentais e estados comportamentais, o funcionalista não tem problemas para explicar estados mentais desempenhando um papel causal nas explicações que damos de nosso comportamento. Na teoria funcionalista da mente, estados mentais são as causas reais do comportamento.
3.7 OBJEÇÕES AO FUNCIONALISMO
Agora que vimos alguns pontos principais em favor da teoria, vamos dar uma olhada em algumas das dificuldades que foram levantadas contra o funcionalismo.
3.7.1 O QUARTO CHINÊS
John Searle argumenta contra a versão do funcionalismo que ele chama de inteligência artificial “forte”, ou “IA forte” em “Minds, Brains and Programs”,Searle desenvolve um experimento de pensamento projetado para mostrar que ter os inputs e outputs certos não é suficiente para ter estados mentais, como o funcionalista afirma (1980). A questão específica diz respeito ao que é requerido para entender chinês.
Imagine alguém que não entenda chinês seja colocado numa sala e incumbido de escolher símbolos chineses, puramente de acordo com as regras formais dadas em um manual em língua inglesa. Assim, por exemplo, um apessoa pode escrever alguns símbolos chineses em um cartão, colocá-lo em um cesto em uma correia transportadora que leva para fora e para dentro da pequena sala na qual ele está. Uma vez que você o receba, você examina a forma do símbolo, encontra-o no manual, e lê quais símbolos chineses encontrar na outra cesta para enviar de volta. Imagine ainda mais, que você se torne muito bom nessa manipulação de símbolos, de fato tão bom que pode enganar falantes fluentes de chinês com as respostas que você dá. Para eles, você funciona em cada parte como se você entendesse chinês. Parece, contudo, que você não tem entendimento verdadeiro absolutamente. Portanto, conclui Searle, funcionar de maneira correta não é suficiente para ter estados mentais.
O funcionalista respondeu que, é claro, como o experimento de pensamento é descrito, a pessoa na sala não entende chinês. Mas também, como o caso é descrito, a pessoa na sala é apenas uma peça do sistema funcional inteiro. De fato, é o sistema que funciona como se entendesse chinês, não somente uma parte. Assim é o sistema todo, nesse caso, a sala inteira, incluindo a pessoa manipulando os símbolos e o manual de instruções (o “programa”, que entende chinês.)
3.7.2 O PROBLEMA DOS QUALIA
A lasca que Freya dedilhou de sua corda D causou-a um pouco de dor, e talvez ainda mais para o behaviorista, como vimos. Um problema principal para o funcionalista é que ali parece haver mais para a dor de Freya do que somente ser a causa putativa de algum comportamento relacionado a dor, onde esta causa é entendida como outro estado mental, presumivelmente, não identificado com dor em absoluto. (Lembre-se, o funcionalista deseja evitar a circularidade viciosa que afligia as explicações behavioristas do comportamento).
Há uma sensação inegável de dor: é algo que você sente. De fato, alguns poderiam argumentar que, no nível consciente, que isso é tudo que há da dor. Claro, há detecção do dano no tecido e a cadeia de eventos fisiológicos e neurológicos ocorrendo, e sim, há o comportamento relacionado a dor, também. Contudo, nós não devemos deixar de fora de nossa explicação da dor o sentimento de dor. Filósofos chamam o aspecto de sentimento de alguns estados mentais como a dor de estados fundamentalmente qualitativos. Outros estados mentais qualitativos poderiam incluir experiências de objetos coloridos, tais como uma pessoa com visão de cor normal tem todos os dias.
Ao ver uma maçã verde (Granny Smith apple) na cesta numa mesa na sala de jantar, ela teve uma experiência visual de um objeto verde. Mas o funcionalista somente pode falar sobre a experiência em termos de função ou papel causal que ela desempenha. Assim, por exemplo, o funcionalista pode falar da experiência do verde por Freya como sendo a causa de sua crença de que ela vê uma maça verde na cesta. Mas o funcionalista não pode falar do sentimento que Freya (ou de qualquer um de nós) tem ao ver uma maça verde madura. Pensamos que há um sentimento correspondente às experiências de cor como a de Freya acima, quaisquer que sejam as crenças que elas poderiam continuar a causar em nós. Uma vez que estados mentais como as experiências de dor e cor são identificados exclusivamente por seus papeis funcionais, o funcionalista parece sem os recursos para explicar esses estados mentais qualitativos.
O funcionalista poderia responder oferecendo um tratamento dos qualia em termos de como semelhantes aspectos da experiência funcionam para nós. O verdor vivido, maduro da maçã verde funciona para informar a Freya sobre a fonte de comida de uma maneira que atrai a atenção dela para ela. As experiências de cor de Freya possibilitam-na formar crenças acuradas sobre os objetos em seu ambiente imediato. Certamente é verdadeiro que experiências visuais ordinárias fornecem-nos lindos momentos em nossas vidas. Contudo, elas provavelmente fazem muito mais além disso. Da mesma forma, é mais provável que haja uma função para os aspectos qualitativos ou de sentimento de alguns estados mentais, e que esses aspectos possam ser entendidos em termos de suas funções, mais do que esses aspectos estivessem flutuando acima da ordem causal das coisas. Assim, o funcionalista que deseja tentar explicar os qualia não precisa permanecer em silêncio sobre a questão.
3.8 CONCLUSÃO
Nós não consideramos todas as objeções possíveis ao funcionalismo, nem consideramos versões mais sofisticadas dos funcionalismos que visam deslocar-se das objeções mais perniciosas que consideramos. A ideia de que mentes realmente são tipos de máquinas computadoras ainda está muito viva e tão controversa como sempre. Tomar essa ideia seriamente significa ter de lutar com uma tropa de questões na intersecção de filosofia da mente, filosofia da ação e identidade pessoal.
Em que sentido Freya é verdadeiramente uma agente de suas próprias ações, se nós meramente citarmos um frio input para explicar algum comportamento dela? Isso quer dizer, como Freya reconhece suas próprias crenças em uma visão meramente funcionalista? Se mentes são tipos de computadores, então o que isso faz de criaturas pensantes como Freya? Tipos de robôs, embora sofisticados? Essas e outras questões difíceis necessitarão ser respondidas satisfatoriamente antes que muitos filósofos estejam contentes com uma teoria funcionalista da mente. Para outros filósofos, um passo na direção do caminho certo, para longe do dualismo cartesiano e entre os dois terrores do materialismo e behaviorismo, foi dado.
REFERÊNCIAS
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LEITURA ADICIONAL
Block, Ned. 1980a. Readings in the Philosophy of Psychology, Volumes 1 and 2. Cambridge, MA: Harvard University Press.
Block, Ned. 1980b. “Troubles With Functionalism.” In Block 1980a, 268-305.
Gendler, Tamar. 2008. “Belief and Alief.” Journal of Philosophy 105(10): 634-663.
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ORIGINAL:
NEWMAN, J. 3. Functionalism. In: SALAZAR, H. et all (Org.) Introduction to Philosophy: Philosophy of Mind. Rebus Community: 2019. Disponível em: <https://press.rebus.community/intro-to-phil-of-mind/chapter/functionalism/>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY 4.0
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