quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Memórias de Delírios Populares Extraordinários e Loucura de Multidões - Conteúdos & Prefácio

Memórias de Delírios Populares Extraordinários e Loucura de Multidões


Por Charles Mackay


Conteúdos


Volume I1

The Mississippi Scheme. 1-44

The South-Sea Bubble. 45-84

The Tulipomania. 85-92

The Alchymists. 93-221

Modern Prophecies. 222-241

Fortune-Telling. 242-261

The Magnetisers. 262-295

Influence of Politics and Religion on the Hair and Beard. 296-303


Volume II2

The Crusades. 1-100

The Witch Mania. 101-191

The Slow Poisoners. 192-216

Haunted Houses. 217-288

Popular Follies of Great Cities. 299-248

Popular Admiration of Great Thieves. 249-260

Duels and Ordeals. 261-301

Relics. 302-309


[vii]Prefácio3


Ao ler a história das nações, nós descobrimos que, como indivíduos, elas têm seus caprichos e suas peculiaridades; suas temporadas de excitação e imprudência, quando elas não se importam com o que fazem. Nós descobrimos que comunidades inteiras subitamente fixam suas mentes sobre um objeto e enlouquecem na busca por ele; que milhões de pessoas tornam-se simultaneamente comovidas por um delírio e correm em busca dele, até que a sua atenção seja capturada por alguma nova loucura mais cativante do que a primeira. Nós vemos uma nação subitamente capturada, desde os seus membros mais elevados aos mais baixos, por um desejo feroz de glória militar; outra como subitamente enlouquecida por causa de um escrúpulo religioso; e nenhuma delas recuperando seu juízo até que tenha derramado rios de sangue e semeado uma colheita de gemidos e lágrimas para ser colhida pelos seus descendentes. Em uma época antiga nos anais da Europa, a sua população perdeu seu juízo por causa do sepulcro de Jesus e apinhou-se em multidões frenéticas para a Terra Santa; outra época enlouqueceu por temor do diabo e ofereceu centenas de milhares de vítimas ao delírio da bruxaria. Em outra época, os muitos tornaram-se enlouquecidos sobre o tema da pedra filosofal, e cometeram loucuras até então desconhecidas em sua busca. Uma vez foi considerado uma ofensa venial, em muitos países da Europa, destruir um inimigo por envenenamento. Pessoas que teriam se revoltado diante da ideia de esfaquear um homem no coração, drogariam sua sopa sem escrúpulo. Damas de nascimento e maneiras gentis, pegaram o contágio de assassinato, até que envenenamento, sob os auspícios delas, tornou-se bastante da moda. Alguns delírios, embora notórios para todo o mundo, têm subsistido por eras, florescendo tão amplamente entre nações civilizadas e elegantes quanto entre as antigas bárbaras com quem eles se originaram, - por exemplo, aquele dos duelos e a crença em presságios e adivinhação do futuro, os quais parecem desafiar o progresso do conhecimento para os erradicar inteiramente da mente popular. [viii]O dinheiro, novamente, frequentemente tem sido uma causa do delírio de multidões. Nações sóbrias têm se tornado de uma vez apostadoras desesperadas, e arriscado quase a sua existência sobre a virada de um pedaço de papel. Rastrear a história dos mais proeminentes desses delírios é o objeto das páginas presentes. Os homens, tem sido bem dito, pensam em rebanhos; será visto que eles enlouquecem em rebanhos, enquanto eles apenas recuperam seus sentidos lentamente, e um por um.

Alguns dos assuntos introduzidos podem ser familiares para o leitor; mas o autor espera que novidade suficiente de detalhe será encontrada mesmo nesses, para os tornar aceitáveis, enquanto eles não podem ser inteiramente omitidos em razão de justiça com o assunto do qual se foi proposto tratar. As memórias da loucura do mar do sul e do delírio do Mississippi são mais completas e copiosas do que devem ser encontradas em outros lugares; e o mesmo pode ser dito da história da loucura de Bruxas, a qual contém um relato do seu progresso terrível na Alemanha, uma parte do assunto que tinha sido deixada comparativamente intocada por Sir Walter Scott em suas Letters on Demonology and Witchcraft, o mais importante que até agora apareceu sobre esse assunto terrível mas muito interessante.

Delírios populares começaram tão cedo, espalharam-se tão amplamente, e têm perdurado tanto, que em vez de dois ou três volumes, cinquenta escassamente seriam necessários para detalhar a história deles. O presente pode ser considerado mais como uma miscelânea de delírios do que uma história – apenas um capítulo do livro grande e terrível da loucura humana, o qual ainda resta por ser escrito, e que, uma vez, Porson disse jocosamente que escreveria em quinhentos volumes! Entremeadas estão esboços de questões mais leves, - instâncias surpreendente de imitatividade e teimosia dos povos, em vez de exemplos de loucura e delírio.

Questões religiosas foram propositalmente excluídas como incompatíveis com os limites prescritos para a presente obra; uma mera lista delas sozinha seria suficiente para ocupar um volume.


ORIGINAIS:

MACKAY, C. Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds. Volume I. London: George Routledge and Sons, The Broadway, Ludgate; New York: 416, Broome Street. 1869. Disponível em: <https://archive.org/details/memoirsofextraor01mack/page/n6/mode/1up>

______. Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds. Volume II. London: George Routledge and Sons, The Broadway, Ludgate; New York: 416, Broome Street. 1869. Disponível em: <https://archive.org/details/memoirsofextraor02mack/page/n2/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


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