A Teoria dos Sentimentos Morais
Por Adam Smith
Parte I Da Propriedade da Ação
Seção III Dos Efeitos da Prosperidade e Adversidade sobre o Julgamento do Gênero Humano com respeito à Propriedade da Ação; e Porque é mais Fácil obter a Aprovação Deles em uma Situação do que na Outra.
[69]Capítulo I Que, embora a Nossa Simpatia com a Tristeza seja geralmente uma Sensação muito mais Vívida do que a Nossa Simpatia com a Alegria, Ela comumente fica muito aquém da Violência do que é naturalmente Sentido pela Pessoa principalmente Interessada
A nossa simpatia com a tristeza, embora não mais real, tem sido mais observada do que a nossa simpatia com a alegria. A palavra simpatia, em sua significação apropriada e primitiva, denota a nossa simpatia com os sofrimentos, não aquela com os prazeres, de outros. Um filósofo recentemente falecido, engenhoso e sútil pensava que era necessário provar, por argumentos, que nós tínhamos uma simpatia real com a alegria, e que a congratulação era um princípio da natureza humana. Ninguém, eu acredito, nenhuma vez considerou necessário provar que a compaixão fosse isso.
Primeiro, a nossa simpatia com a tristeza é, em algum sentido, mais universal do que aquela com a alegria. Embora o sofrimento seja excessivo, nós ainda podemos ter alguma simpatia com ele. De fato, o que nós sentimos [70]nesse caso não equivale à simpatia completa, àquela harmonia e correspondência perfeita de sentimentos que constitui a aprovação. Nós não choramos, e exclamamos, e lamentamos, com o sofredor. Pelo contrário, nós ficamos sensíveis com a fraqueza dele e a extravagância da paixão dele e, contudo, frequentemente, sentimos uma preocupação muito sensível por causa dele. Mas se nós não inteiramente entramos em, e acompanhamos, a alegria de outro nós não temos nenhum tipo de consideração ou simpatia por ela. O homem que salta e dança para lá e para cá com aquela alegria destemperada e sem sentido, na qual nós não podemos acompanhá-lo, é o objeto do nosso desdém e da nossa indignação.
Além disso, a dor, se de mente ou de corpo, é uma sensação mais pungente do que o prazer, e a nossa simpatia com a dor, embora ela fique muito aquém do que é naturalmente sentido pelo sofredor, é geralmente uma percepção mais vívida e distinta do que a nossa simpatia com o prazer, embora essa última se aproxime mais completamente, como eu deverei revelar imediatamente, da vivacidade natural da paixão original.
Em adição a tudo isso, nós frequentemente nos esforçamos para rebaixar a nossa simpatia com a tristeza de outros. Sempre que nós não estamos sob a observação direta do sofredor, nós tentamos, para o nosso próprio bem, suprimi-la tanto quanto nós podemos, e nós nem sempre somos bem-sucedidos. A oposição que nós fazemos a ela, e a relutância com a qual nos redemos a ela, necessariamente nos obriga a prestar atenção mais particular a ela. Mas nós nunca [71]temos ocasião para fazer essa oposição à nossa simpatia com a alegria. Se há qualquer inveja no caso, nós nunca sentimos a menor propensão em direção a ela; e se não há nenhuma, nós cedemos a ela sem nenhuma relutância. Pelo contrário, como nós sempre nos envergonhamos da nossa própria inveja, nós frequentemente fingimos, e algumas vezes realmente desejamos, simpatizar com a alegria dos outros, quando, através desse sentimento desagradável, nós estamos desqualificados para o fazer. Nós ficamos felizes, nós dizemos, por causa da boa fortuna do nosso vizinho, quando, em nossos corações, talvez, nós estejamos realmente tristes. Nós frequentemente simpatizamos com o sofrimento quando nós desejaríamos estar livres dele; e nós frequentemente sentimos falta disso com alegria, quando nós ficaríamos alegres para a ter. Portanto, a observação óbvia, qual naturalmente cai no nosso modo de agir, é que a propensão para simpatizar com o sofrimento tem de ser muito forte, e a nossa inclinação para simpatizar com a alegria, muito fraca.
Contudo, a despeito desse preconceito, eu me aventurarei a dizer que, quando não há inveja no caso, a nossa propensão para simpatizarmos com a alegria é muito mais forte do que a nossa propensão para simpatizarmos com a tristeza; e que a nossa simpatia com aquela emoção agradável se aproxima muito mais de perto da vivacidade do quê é naturalmente sentido pelas pessoas principalmente interessadas do que aquela nós concebemos com a dolorosa.
Nós temos alguma clemência com aquela tristeza excessiva que nós não podemos acompanhar inteiramente. Nós sabemos que um esforço prodigioso é necessário antes que o sofredor possa rebaixar suas emoções [72]à harmonia e concórdia completas com aquelas do espectador. Portanto, embora ele falhe, nós facilmente o perdoamos. Mas nós não temos clemência similar com a intemperança da alegria; porque nós não estamos conscientes de que nenhum esforço tão vasto seja necessário para a rebaixar ao quê nós podemos entrar inteiramente. O homem quem, sob as maiores calamidades, pode dominar o sofrimento dele, parece digno da admiração mais elevada; mas aquele que, na plenitude da prosperidade, não pode, da mesma maneira, dominar a alegria dele, dificilmente parece merecer algum elogio. Nós estamos cientes de que há um intervalo muito mais amplo, antes no primeiro caso que no segundo, entre o quê é naturalmente sentido pela pessoa principalmente interessada e o quê o qual o espectador pode acompanhar inteiramente.
O que pode ser acrescentado à felicidade do homem que tem saúde, que está sem débito e tem uma consciência limpa? Para alguém nessas situação, todos os acréscimos de fortuna pode ser apropriadamente ditos serem supérfluos; e se ele está tão muito mais elevado por conta deles, isso tem de ser o efeito da leviandade mais frívola. Contudo, essa situação pode muito bem ser chamada de o estado natural e ordinário do gênero humano. A despeito da miséria e depravação presentes do mundo, tão justamente lamentadas, esse é realmente o estado da maior parte dos homens. Portanto, a maior parte dos homens não pode encontrar nenhuma grande dificuldade para elevarem a si mesmos a toda alegria que qualquer acréscimo a essa situação pode bem excitar na companhia deles.
Mas embora pouco possa ser acrescentado a esse estado, muito pode ser tirado dele. Embora entre [73]essa condição e o cume mais elevado da prosperidade humana, o intervalo seja apenas uma ninharia; entre ele a profundidade mais baixa da miséria a distância é imensa e prodigiosa. Nessa consideração, a adversidade necessariamente deprime a mente do sofredor muito mais abaixo do que o seu estado natural, do que a prosperidade pode elevá-lo acima dele. Portanto, o espectador tem de considerar muito mais difícil simpatizar perfeitamente com, e acompanhar, o sofrimento dele, e tem de se afastar muito mais a partir do seu próprio temperamento natural e ordinário de mente no primeiro caso do que no outro. É por causa disso que, embora a nossa simpatia com o sofrimento frequentemente seja uma sensação mais pungente do que a nossa simpatia com a alegria, ela sempre fica muito aquém da violência que é naturalmente sentida pela pessoa principalmente interessada.
É agradável simpatizar com a alegria; e sempre que a inveja não se opõe a isso, o nosso coração abandona-se com satisfação aos êxtases mais elevados desse sentimento prazeroso. Mas é doloroso acompanhar a tristeza, e nós sempre entramos nela com relutância11. Quando nós assistimos [74]à representação de uma tragédia, nós lutamos contra esse sofrimento simpático que o entretenimento nos inspira enquanto nós podemos, e nós cedemos a ele finalmente apenas quando nós não mais podemos evitá-lo: então nós até tentamos ocultar a nossa preocupação da companhia. Se derramamos algumas lágrimas, nós cuidadosamente as ocultamos, e ficamos com medo, com receio de que os espectadores, não entrando nessa ternura excessiva, deveriam considerá-la como efeminação e fraqueza. O desgraçado cujos infortúnios demandam a nossa compaixão sente com qual relutância é provável que nós entremos no sofrimento dele e, portanto, propõe o sofrimento dele para nós com medo e hesitação: ele até suaviza parte dele, e fica envergonhado, por conta dessa dureza de coração do gênero humano, a dar vazão à completude da sua aflição. De outra maneie é com o homem quem esbanja em alegria e sucesso. Sempre que a inveja não nos interessa contra ele, ele espera a nossa simpatia mais completa. Portanto, ele não teme anunciar a si mesmo com brados de exultação, em confiança completa de que nós, de coração, estamos dispostos a acompanhá-lo.
Por que nós deveríamos ficar mais envergonhados de chorar do que de rir diante de companhia? Nós frequentemente podemos ter ocasião tão real para fazer tanto uma quanto outra coisa: mas nós sempre sentimos que os espectadores são mais prováveis de nos acompanhar na emoção agradável do que na dolorosa. É sempre miserável reclamar, mesmo quando nós somos oprimidos pelas calamidades mais terríveis. Mas o triunfo da vitória não é sempre desgracioso. De fato, a prudência frequentemente nos aconselharia a comportar a nossa prosperidade [75]com mais moderação; porque a prudência sempre nos ensina a evitar a inveja que esse triunfo está, mais do que qualquer outra coisa, apto a excitar.
Quão sinceras são as aclamações da multidão, que nunca comporta nenhuma inveja dos seus superiores, diante de um triunfo ou uma entrada pública? E quão sedada e moderada é comumente a tristeza diante de uma execução? O nosso sofrimento diante de um funeral geralmente equivale a nada mais do que uma gravidade afetada; mas a nossa alegria diante de um batismo ou de um casamento, é sempre a partir do coração, e sem nenhuma afetação. Nessas, como em todas as ocasiões alegres semelhantes, a nossa satisfação, embora não tão durável, frequentemente, é tão vívida quanto aquela das pessoas principalmente interessadas. Sempre que nós cordialmente congratulamos os nossos amigos, o que, contudo, para a desgraça da natureza humana, nós apenas raramente fazemos, a alegria deles literalmente se torna a nossa alegria: nós ficamos, pelo momento, tão felizes quanto eles estão: nosso coração cresce e transborda com prazer real: alegria e complacência brilham a partir dos nossos olhos, e animam cada traço do nosso semblante, e cada gesto do nosso corpo.
Mas, pelo contrário, quando nos compadecemos com os nossos amigos nas aflições deles, quão pouco nós sentimos em comparação com o que eles sentem? Nós sentamos perto deles, nós olhamos para eles, e enquanto eles nos relatam as circunstâncias do infortúnio deles, nós ouvimos a eles com gravidade e atenção. Mas enquanto a narração deles é a cada momento interrompida por aquelas irrupções de paixões que frequentemente parecem quase os sufocar no meio [76]dela; quão longe as lânguidas emoções dos nossos corações estão de acompanharem os arrebatamentos dos deles? Ao mesmo tempo, nós podemos estar cientes de que a paixão deles é natural e não maior do quê nós mesmos poderíamos sentir em consequência de ocasião semelhante. Nós até mesmo, podemos reprovar a nós mesmos interiormente e talvez, por conta disso, esforçamos a nós mesmos em uma simpatia artificial, a qual, contudo, quando ela está excitada, é sempre a mais leve e transitória imaginável; e geralmente, tão logo nós deixemos o aposento, desaparece, e está perdida para sempre. Parece que a natureza, quando ela nos carregou com os nossos próprios sofrimentos, considerou que eles eram suficientes e, portanto, não nos comandou a tomar nenhuma parte adicional naquele dos outros do que era necessário para nos incitar a aliviá-los.
É por conta dessa sensibilidade aborrecida com as aflições de outros que a magnanimidade em meio a grande infortúnio sempre parece tão divinamente graciosa. O comportamento de quem consegue manter sua alegria em meio a um número de desastres frívolos é refinado e agradável. Mas aquele que consegue suportar da mesma maneira as mais terríveis calamidades é mais do que mortal. Nós sentimos que um esforço imenso é necessário para silenciar aquelas emoções violentas que naturalmente agitam e distraem aqueles na situação dele. Nós ficamos maravilhados em descobrir que ele pode comandar a si mesmo tão completamente. Ao mesmo tempo, a firmeza dele coincide perfeitamente com a nossa insensibilidade. Ele não demanda nada de nós para aquele grau mais exótico de sensibilidade que nós encontramos, e que nós ficamos mortificados [77]ao descobrir que não possuímos. Há a correspondência mais perfeita entre os sentimentos dele e os nossos, e, por conta disso, a mais perfeita propriedade no comportamento. É também uma propriedade que, a partir da nossa experiência da fraqueza usual da natureza humana, que nós não poderíamos ter esperado que ele devesse ser capaz de manter. Nós nos maravilhamos, com surpresa e assombro, diante daquela força de mente que é capaz de um esforço tão nobre e generoso. O sentimento de simpatia e aprovação completas, misturado e animado com maravilha e surpresa, constitui o quê é apropriadamente chamado de admiração, como mais de uma vez já foi observado. Cato, cercado por todos os lados por seus inimigos, incapaz de resistir a eles, desdenhando submeter-se a eles, e reduzido, pelas máximas orgulhosas daquela época, à necessidade destruir a si mesmo; contudo, nunca se encolhendo diante dos seus infortúnios, nunca suplicando com a voz lamentável da miséria, aquelas lágrimas simpáticas miseráveis que nós sempre estamos tão relutantes a conceder; mas, pelo contrário, armando a si mesmo com fortitude viril, e, no momento antes de ele executar sua resolução fatal, dando, com sua tranquilidade usual todas as ordens necessárias para a segurança dos seus amigos; parece para Sêneca, aquele grande pregador da insensibilidade, um espetáculo que mesmo os deuses poderiam observar com prazer e admiração.
Na vida comum, sempre que nos deparamos com qualquer exemplo de magnanimidade tão heroico, nós sempre ficamos extremamente afetados. Nós ficamos mais aptos a chorar e derramar lágrimas por aqueles que, desse maneira, [78]parecem sentir nada por si mesmos, do que por aqueles que cedem a todas as fraquezas do sofrimento: e, nesse caso particular, a tristeza simpática do espectador parece ir além da paixão original na pessoa principalmente interessada. Os amigos de Sócrates todos choraram quando ele bebeu a última poção, enquanto ele mesmo expressava a tranquilidade mais jovial e mais alegre. Em todas essas ocasiões o espectador não faz nenhum esforço, e não tem ocasião para fazer nenhum, a fim de conquistar o seu sofrimento simpático. Ele não está sob nenhum medo que o arrebatará para qualquer coisa que seja extravagante e imprópria; ele está antes satisfeito com a sensibilidade do seu próprio coração, e cede a ela com complacência e autoaprovação. Portanto, ele alegremente se satisfaz nas visões mais melancólicas que naturalmente podem ocorrer a ele, relativas à calamidade do amigo dele, por quem, talvez, ele nunca sentiu tão exoticamente antes, a paixão delicada e lacrimosa do amor. Mas é bastante de outra maneira com a pessoa principalmente interessada. Ela está obrigada, tanto quanto possível, a afastar os olhos de seja o quê que for que seja ou naturalmente terrível ou desagradável na sua situação. Uma atenção séria demais àquelas circunstâncias, ela teme, poderia produzir uma impressão tão violenta sobre ela, que ela não mais poderia manter-se dentro dos limites da moderação, ou tornar-se o objeto da simpatia e aprovação completas dos espectadores. Portanto, ela fixa seus pensamentos apenas sobre aqueles que são agradáveis, o aplauso e a admiração que ela está prestes a merecer pela magnanimidade heroica do comportamento dela. Sentir [79]que é capaz de um esforço tão nobre e generoso, sentir que nessa situação terrível ela ainda pode agir como desejaria agir, anima-a e arrebata-a com alegria, e possibilita que ela suporte aquela alegria triunfante que parece exultar na vitória que, dessa maneira, ela obtém sobre os seus infortúnios.
Pelo contrário, sempre parece mesquinho e desprezível em alguma medida aquele que sempre parece afundado em tristeza e desânimo por conta de qualquer calamidade própria. Nós não podemos trazer a nós mesmos a sentir por ele o quê ele sente por si mesmo, e que, talvez, nós deveríamos sentir por si mesmos se na situação dele: portanto, nós o desprazemos; injustamente talvez, se qualquer sentimento poderia ser considerado como injusto, para a qual nós somos por natureza irresistivelmente determinado. A fraqueza do sofrimento nunca parece de maneira nenhuma agradável, exceto quando ela surge a partir do que nós sentimos por outros mais do que a partir daquilo que nós sentimos por nós mesmos. Um filho, em consequência da morte de um pai indulgente e respeitável, pode render-se a ela sem muita culpa. O sofrimento dele é principalmente fundado sobre um tipo de simpatia com o seu pai falecido; e nós prontamente entramos nessa emoção humana. Mas, se ele devesse indulgenciar na mesma fraqueza em consequência de qualquer infortúnio que apenas o afetasse, ele não mais encontraria nenhuma complacência similar. Se ele devesse ser reduzido à mendicância e ruína, se ele devesse ser exposto aos perigos terríveis, se ele devesse até ser conduzido a uma execução pública, e lá derramar uma única lágrima sobre a forca, ele desgraçaria a si mesmo para sempre [80]na opinião de toda a parte mais galante e generosa do gênero humano. Contudo, a compaixão deles por ele seria muito forte, e muito sincera; mas, como ela ainda seria insuficiente diante da fraqueza excessiva dele, eles não teriam perdão para o homem que, dessa maneira, expôs-se a si mesmo aos olhos do mundo. O comportamento dele os afetaria com vergonha em vez de pesar; e a desonra que, dessa maneira, ele trouxesse sobre si mesmo pareceria para eles a circunstância mais lamentável no infortúnio dele. Como isso desgraça a memória do intrépido duque de Biron, quem tinha tão frequentemente desafiado a morte em campo, para que ele chorasse sobre a forca, quando ele contemplou o estado ao qual ele tinha caído e lembrou do favor e da glória a partir dos quais a sua própria imprudência o tinha derrubado?
ORIGINAL:
SMITH, A. The Theory of Moral Sentiments. IN:______. The Works of Adams Smith. In Five Volumes. Vol. I. London: Printed for T. Cadell and W. Davies … [at 16 others], 1812. pp. 69-80. Disponível em: <https://archive.org/details/worksofadamsmith01smituoft/worksofadamsmith01smituoft/page/69/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Mathesis
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
1[73]Tendo sido objetado a mim que, como eu fundamentei o sentimento de aprovação, o qual é sempre agradável, na simpatia, isso é inconsistente com meu sistema admitir qualquer simpatia desagradável. Eu respondo que no sentimento de aprovação há duas coisas a serem notadas; primeiro, a paixão simpática do espectador; e segundo, a emoção que surge a partir dele observar a coincidência perfeita entre essa paixão simpática nele mesmo e a paixão original na pessoa principalmente interessada. Essa última paixão, na qual o sentimento de aprovação apropriadamente consiste, é sempre agradável e deliciosa. A outra pode ser ou agradável ou desagradável, de acordo com a natureza da paixão original, cujas características ela sempre tem de reter, em alguma medida.
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