domingo, 3 de julho de 2022

Uma Introdução à Lógica - Glossário

Introdução ao Livro


Argumento. Um grupo de proposições, uma das quais, a conclusão, é (suposta ser) suportada pelas outras, conhecidas como as premissas.

Argumento Abdutivo. Um argumento para fornecer a melhor explicação possível de certos outros fenômenos como sua conclusão. Também conhecido como inferência à explicação melhor (inference to the best explanation).

Argumento Correto (Sound Argument). Um argumento válido com premissas efetivamente verdadeiras. Dessa forma, se um argumento é correto (sound), sua conclusão tem de ser verdadeira.

Argumento Cogente. Um argumento forte, indutivo ou abdutivo, com premissas verdadeiras. Se um argumento é cogente então sua conclusão é provável de ser verdadeiro.

Argumento Dedutivo. Um argumento que objetiva ser válido.

Argumento Forte. Um argumento, indutivo ou abdutivo, no qual as premissas tornam a conclusão provável de ser verdadeira.

Argumento Fraco. Um argumento, indutivo ou abdutivo, no qual as premissas falham em fazer a conclusão provável de ser verdadeira.

Argumento Indutivo. Um argumento que se move a partir de instâncias observadas de um certo fenômeno para instâncias observadas do mesmo fenômeno.

Argumento Válido. Um argumento no qual é impossível para as premissas serem verdadeiras e a conclusão, falsa.

Conclusão. A proposição em um argumento que as premissas são supostas de suporta.

Condicional. Uma proposição da forma “Se A então B,” conectando duas proposições mais simples, A e B. O A na condicional é conhecido como o antecedente, e o B, o consequente.

Condição Necessária. Um evento ou proposição que é requerido por outro evento ou proposições para ser verdadeiro. Condições expressam que o consequente é uma condição necessária para o antecedente.

Condição Suficiente. Um evento ou proposição que assegura que outro evento ocorra ou outra proposição seja verdadeira. Condicionais expressam que o antecedente é uma condição suficiente para o consequente.

Conectivos Lógicos. Aquelas partes da linguagem que, de acordo com a lógica formal, desempenham um papel significante no interior da (in)validade de um argumento.

Contraexemplo. Um contraexemplo é um cenário no qual as premissas do argumento são verdadeiras enquanto que a conclusão é falsa. Se um argumento tem um contraexemplo, ele não é válido.

Entimemas. Argumentos que deixam certas premissas não declaradas.

Falácia. Uma falha sistemática no interior de argumentos, levando-os a ser fracos em algum sentido. Falácias formais são falhas devido à forma do argumento, e falácias informais são falhas devido ao conteúdo do argumento.

Forma Lógica. A profunda, oculta, forma de um argumento devido à ocorrência dos conectivos lógicos no interior dele. De acordo com a lógica formal, a forma lógica desempenha um papel significante na decretação da (in)validade de um argumento.

Implica logicamente. Uma proposição P implica logicamente outra Q se sempre que P é verdadeira, Q também é verdadeira. Argumentos nos quais as premissas implicam logicamente a conclusão são conhecidos como argumentos válidos.

Inferência. Um ato psicológico que vincula as premissas a uma conclusão em um argumento.

Lógica Proposicional (Também conhecida como lógica sentencial.) Uma lógica formal usada por filósofos que estudam as relações lógicas entre proposições distinguindo entre proposições atômicas, tais como “Bob gosta de nadar” e “Bob venceu os 50 metros de nado estilo livre (freestyle),” e os termos lógicos especiais que conectam essas proposições, conhecidos como conectivos lógicos. Exemplos desses conectivos são “e (and)” (conhecido como conjunção), “ou (or)” (conhecido como disjunção), “não (not)” (conhecido como negação) e “se… então … (if … then …)” (conhecido como condicional material). De acordo com a lógica proposicional, a validade de argumentos frequentemente pode ser explicada em termos do comportamento dos conectivos lógicos no interior de argumentos.

Marcadores de Conclusão. Palavras que geralmente indicam que o que se segue é uma conclusão, por exemplo, “portanto (therefore),” “assim (thus),” “consequentemente.”

Marcadores de Premissas. Palavras que geralmente indicam que o que se segue é uma premissa, por exemplo, “dado que (given that),” “como (as),” “desde que (since).”

Premissas. As proposições, no interior de um argumento, propostas para suportarem a conclusão.

Premissas Conjuntas (Joint). Premissas que somente fornecem suporte para a verdade da conclusão quando combinadas.

Premissas Independentes. Premissas que objetivam por si mesmas fornecer suporte suficiente para a verdade da conclusão.

Premissas Intermediárias. Premissas que tentam suportar diretamente não a conclusão de um argumento, mas outra premissa.

Proposição. O significado não ambíguo de sentenças declarativas.

Sentenças Declarativas. Sentenças que comunicam que alguma coisa é, ou não é, o caso. Por exemplo, “Bob venceu os 50 metros de nado estilo livre (freestyle).” Sentenças declarativas podem ser contrastadas com aquelas que colocam questões, chamadas de sentenças interrogativas, e aquelas que transmitem comandos, conhecidas como sentenças imperativas. (Sentenças declarativas também são conhecidas como sentenças indicativas).


ORIGINAL:

Glossary. In: MARTIN, B. Introduction to Philosophy: Logic, Rebus Community: 2020. Disponível em: <https://press.rebus.community/intro-to-phil-logic/back-matter/glossary/>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Mathesis

Licença: CC BY 4.0

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